Acompanhe os principais destaques da piscicultura e aquicultura no Brasil.
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) sediou em Brasília uma oficina com representantes do governo federal, organismos internacionais e entidades do setor para discutir a regulamentação e gestão de equipamentos de pesca perdidos, abandonados ou descartados (EPADs). A iniciativa, vinculada ao projeto internacional GloLitter Partnerships da FAO e IMO, visa coletar contribuições para a elaboração de normas e mecanismos de prevenção, monitoramento e destinação adequada desses materiais, que causam a pesca fantasma ao capturar espécies involuntariamente, impactando o meio ambiente e a governança pesqueira e oceânica.
O consumo de carne suína no Brasil atingiu um marco inédito de 20 kg per capita em 2025, consolidando a proteína na alimentação das famílias brasileiras e impulsionando o setor a uma nova realidade. Paralelamente, o país escalou para a terceira posição no ranking mundial de exportadores, superando o Canadá com embarques recordes de 1,51 milhão de toneladas, resultado de uma combinação de fatores como diversificação de mercados, custos competitivos e rigor sanitário. O fortalecimento do mercado interno reduz a dependência de oscilações externas, oferecendo maior previsibilidade para investimentos e consolida a carne suína como uma opção cotidiana na mesa dos brasileiros.
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) marcou presença no XIV Seminário de Gestores Públicos – Prefeitos 2026, realizado em Fortaleza (CE), apresentando o trabalho do ministério e destacando a relevância da aquicultura para o desenvolvimento municipal. O evento, promovido pelo Diário do Nordeste em parceria com a Aprece, reuniu prefeitos, gestores públicos, empresários e representantes da sociedade civil, oferecendo um espaço para atualização, reflexão e preparação dos municípios em áreas como governança, sustentabilidade e inovação. O secretário-executivo do MPA, Lázaro Medeiros, enfatizou a importância da participação de gestores municipais no seminário, ressaltando o estande do ministério como um ponto de acesso a informações cruciais para o setor.
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em parceria com o Governo do Amapá, realizou a etapa amapaense da 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca (CNAP). O evento, que marca a retomada da participação social no setor após 16 anos, reúne piscicultores e pescadores artesanais do estado para debater e propor políticas públicas para o desenvolvimento da aquicultura e pesca. A conferência nacional está prevista para ocorrer em Brasília, de 11 a 13 de novembro de 2026, com o tema "De política de governo a política de Estado: sustentabilidade, participação social e continuidade institucional".
Quase dez anos após o rompimento da Barragem de Fundão em Mariana (MG), o desastre ambiental continua a afetar a vida de pescadores e aquicultores no Rio Doce e no litoral do Espírito Santo. Um estudo recente revelou que 31% dos pescadores cadastrados na bacia do Rio Doce permanecem inativos, com a maioria associando a interrupção de suas atividades às consequências do rompimento da barragem, que impactou a qualidade da água e os ecossistemas aquáticos. Paralelamente, a atividade marítima e estuarina concentra a maior parte da produção pesqueira na região.
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) realizou em Fortaleza a etapa cearense da 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca (CNAP), reunindo pescadores, aquicultores, trabalhadores e empresários para debater propostas e eleger delegados para a conferência nacional. O Ceará, reconhecido como maior produtor de camarão e com forte atuação na pesca de lagosta e atum, teve sua relevância destacada pelo secretário-executivo do MPA, Lázaro Medeiros. O evento, que marca a retomada de um diálogo social histórico, visa compilar os anseios do setor para os próximos dez anos e apresentá-los ao Presidente da República, em consonância com o princípio constitucional de participação social nas políticas públicas. A conferência nacional ocorrerá de 11 a 13 de novembro de 2026, em Brasília (DF), com o tema "De política de governo a política de Estado: sustentabilidade, participação social e continuidade institucional".
As recentes chuvas no Paraná têm sido um alívio significativo, reduzindo as áreas de seca e criando condições mais favoráveis para a agricultura. O milho de segunda safra está batendo recordes de plantio, com 2,9 milhões de hectares, enquanto o plantio de trigo avança, atingindo 67% da área planejada, impulsionado pela maior umidade do solo. O Monitor de Secas, divulgado em conjunto pelo Simeagro e pela ANA, aponta a diminuição da seca em diversas regiões do estado, embora algumas áreas do Oeste e Sudoeste ainda enfrentem estiagem mais intensa. Em comparação nacional, o Paraná apresenta um cenário menos crítico em relação a outros estados, com a seca grave restrita a uma pequena área de São Paulo.
A cidade de Maceió, em Alagoas, recebe neste sábado (20/06) a etapa estadual da 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca, um evento fundamental para a discussão de políticas públicas voltadas aos setores pesqueiro e aquícola. A conferência, que já passou por outros estados, faz parte de um espaço de diálogo e participação social retomado pelo Governo do Brasil após 16 anos. A etapa nacional está prevista para ocorrer em Brasília, de 11 a 13 de novembro.
A Aquishow Brasil 2026, realizada em Uberlândia (MG), atraiu mais de seis mil visitantes de todos os estados brasileiros e de 20 países, com foco na América Latina, reforçando o potencial estratégico de Minas Gerais, especialmente o Triângulo Mineiro, para a piscicultura. O evento, que contou com a participação de diversos segmentos da cadeia produtiva, promoveu a integração entre produtores, empresas, instituições públicas e órgãos como o Ministério da Pesca e Aquicultura e o Sebrae, visando a troca de conhecimento e a geração de negócios. A presidente da Aquishow Brasil, Marilsa Patrício Fernandes, destacou a importância do evento para o crescimento do setor no país, ressaltando as condições favoráveis do Brasil para a produção de peixes, como a tilápia, e a necessidade de investimentos contínuos em tecnologia e conhecimento para ampliar a participação no mercado mundial.
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reuniu representantes de diversas pastas e organizações internacionais em Brasília para discutir o desenvolvimento de políticas públicas voltadas ao gerenciamento de equipamentos de pesca perdidos, abandonados ou descartados. O encontro, parte do projeto "GloLitter Partnerships", visa alinhar perspectivas, debater soluções em grupos temáticos e compilar um plano de ação para reduzir o impacto do lixo pesqueiro nos oceanos e na vida marinha, fortalecendo a governança da pesca e dos oceanos no Brasil.
As vendas do comércio varejista brasileiro apresentaram um recuo de 1,5% em abril em relação a março, um movimento influenciado pela queda em diversos setores como combustíveis e lubrificantes, artigos de uso pessoal e doméstico, e equipamentos de escritório. Contudo, o cenário foi parcialmente mitigado pelo desempenho positivo do segmento de hiper e supermercados, que inclui produtos alimentícios, bebidas e fumo, registrando um crescimento de 1,3%, além de um avanço de 1,1% no setor de livros, jornais e papelaria. O IBGE atribui a retração geral à pressão de juros elevados sobre a demanda, ao endividamento e inadimplência das famílias, e a uma base de comparação anual elevada.
A cidade de Uberlândia sediou, entre 9 e 11 de junho, a etapa estadual de Minas Gerais da 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca. O evento reuniu produtores, técnicos, pesquisadores, instituições e representantes do poder público para debater os desafios e oportunidades da aquicultura no estado, com o objetivo de formular propostas para a etapa nacional. A solenidade de abertura contou com a presença de autoridades como o secretário-executivo do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), Lázaro Medeiros, e o diretor-geral da Embrapa Pesca e Aquicultura, Roberto Flores. Realizada em conjunto com a Aquishow Brasil 2026, a conferência visa fortalecer a participação social no setor, que foi retomada pelo Governo Federal após 16 anos.
O bem-estar animal, antes restrito à produção terrestre, agora é fundamental na aquicultura, com a ciência comprovando que a qualidade de vida dos peixes, especialmente da tilápia, impacta diretamente o desempenho produtivo, a mortalidade e a qualidade final do produto. O coordenador técnico de Bem-Estar Animal na MSD Saúde Animal, Filipe Dalla Costa, explica que, apesar de mitos antigos, os peixes sofrem estresse de forma semelhante a outros vertebrados, liberando cortisol e adrenalina em situações como baixa qualidade da água, manejo inadequado e superlotação, o que pode levar à redução do ganho de peso e à piora da qualidade da carne. Além dos benefícios zootécnicos, a adoção de boas práticas de bem-estar garante valor agregado ao produto, atendendo a um nicho crescente de consumidores e compradores institucionais que exigem produtos certificados e éticos.
O Instituto de Pesca (IP-APTA), em parceria com a Syncorp Tecnologia, lança uma solução inovadora para o monitoramento da pesca continental. A iniciativa, baseada em inteligência artificial e comunicação via WhatsApp, visa aprimorar a coleta, organização e análise de dados da atividade pesqueira, auxiliando no registro e acompanhamento de informações cruciais para a pesquisa, gestão e ordenamento pesqueiro. O projeto-piloto, que incluirá consultas participativas com pescadores artesanais e visitas a colônias, busca subsidiar políticas públicas mais eficazes para o setor, com foco inicial na bacia do alto rio Paraná.
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em colaboração com diversos parceiros governamentais e internacionais, como o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO-ONU), realizou um debate crucial em Brasília para a construção conjunta de políticas públicas voltadas à gestão de equipamentos de pesca perdidos, abandonados ou descartados (EPAD). A iniciativa, parte do projeto GloLitter Partnerships, visa aprimorar a governança pesqueira e oceânica, reduzir a pesca fantasma e contribuir para a conservação de ecossistemas aquáticos e a Estratégia Nacional Oceano sem Plástico (ENOP).
Na semana de 08 a 12 de junho, os preços da tilápia em diversas regiões produtoras do Brasil mantiveram-se majoritariamente estáveis com uma tendência de baixa. Um levantamento do Cepea revelou que quatro de cinco praças acompanhadas registraram recuos nas cotações, com a maior queda percentual em Morada Nova de Minas (MG) e o menor preço médio no Oeste do Paraná. A diferença entre o maior e o menor preço pago ao produtor independente atingiu R$ 1,66 por quilo, uma disparidade atribuída a fatores como concentração de produção, custos logísticos e dinâmica regional de oferta e demanda. O setor acompanha atentamente o comportamento dos preços, considerando o crescimento da produção e a busca por equilíbrio com o consumo, além da influência de fatores como exportações e custos de produção.
Salvador, Bahia, foi palco da etapa estadual da 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca (CNAP) e do II Encontro Estadual da Pesca e Aquicultura, reunindo pescadores, aquicultores, trabalhadores, comunidades pesqueiras e empresários. O evento, que contou com a presença do ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, e do secretário de agricultura da Bahia, Vivaldo Góis, teve como objetivo promover discussões sobre os desafios, oportunidades e políticas públicas para os setores pesqueiro e aquícola. Na ocasião, foram eleitos delegados para a etapa nacional, que ocorrerá em Brasília, e reforçada a retomada da participação social no setor após 16 anos.
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) abriu uma consulta pública para a criação da Rede Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura (Rede ProAqui). A iniciativa visa a articulação permanente entre produtores, pesquisadores, técnicos e órgãos públicos para discutir e formular políticas de aquicultura, abordando desafios como inovação, sanidade, assistência técnica e organização de cadeias produtivas. As contribuições podem ser enviadas até 30 de julho de 2026 através da plataforma Brasil Participativo, com o objetivo de fortalecer a governança do Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura e aproximar o conhecimento científico das demandas do setor.
A Guabi marcou presença na Aquishow Brasil 2026, evento que celebrou a consolidação do Triângulo Mineiro como polo da piscicultura nacional, atraindo mais de 6 mil visitantes de diversos estados e países. A empresa apresentou soluções focadas na sanidade aquícola e resultados comerciais expressivos, com um incremento em vendas e market share no primeiro semestre de 2026, superando a expansão média do setor de aquicultura. O foco técnico da companhia no evento foi o manejo nutricional preventivo, com um pacote tecnológico que utiliza o conceito de quorum sensing para modular a microbiota intestinal e fortalecer o sistema imune dos peixes, visando mitigar riscos sanitários.
Um recente levantamento da MSD Saúde Animal aponta que a vacinação contra a Salmonella enterica sorovar Choleraesuis tem demonstrado resultados significativos na suinocultura brasileira, com uma redução de 54,38% na mortalidade de leitões na fase de creche, caindo de 6,51% para 2,97%. Essa estratégia sanitária não só melhora o bem-estar animal, mas também se traduz em ganhos financeiros substanciais, projetando um aumento de lucro anual estimado em mais de R$163 mil para uma granja em Minas Gerais, com um Retorno Sobre o Investimento (ROI) de 796%. A vacina Porcilis® Argus SC/ST, administrada em dose única e com facilidade de manejo via água de bebida ou oral, emerge como ferramenta crucial para a sustentabilidade econômica e sanitária do plantel, especialmente diante da crescente resistência a antimicrobianos e da alta incidência da bactéria no país.
A delegação norueguesa embarcou para a Copa do Mundo nos Estados Unidos com uma estratégia alimentar focada em garantir o bem-estar dos atletas, transportando 300 quilos de pescado, além de outros alimentos tradicionais. Reconhecida mundialmente pela sua forte cadeia aquícola, especialmente na produção de salmão, a Noruega planeja utilizar o peixe para manter a rotina nutricional da equipe durante a competição, que contará com o acompanhamento de três chefs para assegurar um cardápio variado e nutritivo para mais de 60 pessoas.
Um levantamento da Scanntech indica que a Copa do Mundo de 2026 tem potencial para impulsionar significativamente o varejo alimentar e o consumo no Brasil. As projeções apontam para um aumento de até 69% no fluxo de lojas nas horas que antecedem os jogos da seleção brasileira, com crescimento também no dia anterior às partidas. O estudo também destaca a tendência crescente de saudabilidade, com aumento nas vendas de produtos como cervejas de baixa caloria e refrigerantes zero, além de produtos tradicionais associados a eventos esportivos, como itens para churrasco.
O Ministério da Pesca e Aquicultura do Brasil participou da 16ª Reunião de Ministros da Agricultura do BRICS, em Indore, Índia, onde apresentou a importância da pesca e aquicultura para a segurança alimentar, nutricional, geração de renda e empregos. A Declaração Conjunta adotada pelos países membros reforça o compromisso com a inclusão social, o aumento da produtividade, a expansão do comércio justo de bioinsumos aquáticos e a conservação de ecossistemas, além de incentivar investimentos e apoiar a pesca artesanal e a aquicultura de pequena escala, reconhecendo seu valor cultural. Os países do BRICS, que respondem por mais de 60% da produção global de pescado, concordaram em aprofundar a cooperação no Diálogo do BRICS sobre Pesca e Aquicultura.
A piscicultura no Brasil necessita ser tratada como um projeto de Estado, com segurança jurídica, menos burocracia e regras estáveis, para superar seus desafios e impulsionar seu potencial. Essa foi a principal reivindicação durante a Aquishow Brasil 2026, onde representantes do setor alertaram o ministro da Pesca e Aquicultura sobre o impacto negativo da crescente importação de tilápia, especialmente do Vietnã. Estima-se que a entrada de 5 mil toneladas de tilápia vietnamita entre janeiro e maio deste ano tenha gerado perdas de R$ 70 milhões para a cadeia produtiva nacional, afetando a comercialização do peixe e a demanda por alevinos, rações e outros insumos. Em resposta, o ministro anunciou a instituição do Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura (PNDSA), que visa orientar políticas públicas para o setor nos próximos dez anos, buscando fortalecer a produção, a competitividade, a inovação e a sustentabilidade ambiental.
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) lançou uma consulta pública para a criação da Rede Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura (Rede ProAqui), um espaço voltado à articulação, cooperação e intercâmbio de conhecimentos entre diversos atores do setor. A iniciativa, aberta à sociedade, visa aprimorar uma portaria que instituirá a rede, com o objetivo de fortalecer a aquicultura nacional, promover a inovação, a sustentabilidade e o desenvolvimento de políticas públicas baseadas em evidências. As contribuições poderão ser enviadas através da plataforma Brasil Participativo entre 15 de junho e 30 de julho de 2026, alinhada aos princípios do Programa Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura (ProAqui).
O Ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, visitará Belém nos dias 17 e 18 de junho para participar da celebração de 20 anos do Programa de Pós-graduação em Ecologia Aquática e Pesca da Universidade Federal do Pará (UFPA). A iniciativa, reconhecida por sua excelência em pesquisa e formação de profissionais, foca no desenvolvimento sustentável da pesca e da aquicultura, e o evento acontecerá no Auditório do Espaço Inovação, localizado no Parque de Ciência e Tecnologia Guamá.
A MAP Acqua Brasil marcou presença na Aquishow Brasil 2026, apresentando suas inovações tecnológicas no setor de aquicultura, com destaque para projetos de alta engenharia focados em biossegurança e automação. A empresa compartilhou detalhes de um projeto estratégico com a cooperativa Copacol, que visa a produção de 100 milhões de alevinos anualmente sob rigorosos critérios de segurança sanitária, além de soluções de processamento industrial com a C.Valle, que otimizam a eficiência em linhas de descamação e evisceração. O gerente da empresa ressaltou a importância de investimentos em tecnologia para garantir resiliência e diferenciação no mercado de pescado, especialmente em face de desafios sanitários globais e a necessidade de aproveitar janelas de oportunidade para modernização.
Uma nova Portaria Interministerial, publicada no Diário Oficial da União, estabelece diretrizes inéditas para a piscicultura em reservatórios de usinas hidrelétricas no Brasil. A medida, assinada pelos Ministérios da Pesca e Aquicultura e de Minas e Energia, visa conferir maior segurança jurídica ao setor, que enfrenta entraves devido à ausência de regras detalhadas e sobreposição de competências, dificultando a expansão de empreendimentos. A regulamentação define responsabilidades e parâmetros para o uso de Áreas de Preservação Permanente e bordas de reservatórios, buscando compatibilizar a produção de peixes, especialmente a tilápia, com a operação das hidrelétricas e a preservação ambiental, promovendo maior previsibilidade para investimentos.
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em colaboração com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, a FAO-ONU e a Marinha do Brasil, promove hoje (16) uma oficina nacional focada na gestão de equipamentos de pesca perdidos, abandonados ou descartados (EPAD). O evento visa construir conjuntamente políticas públicas para mitigar o impacto desses materiais, como plásticos, redes e linhas, que afetam a vida de inúmeros animais aquáticos. A iniciativa busca estabelecer caminhos normativos para o Brasil diante deste desafio ambiental.
A MSD Saúde Animal marcou presença na Aquishow Brasil, destacando a importância da sanidade e da prevenção de doenças na piscicultura, com foco especial na vacina pioneira contra o iridovírus (ISKNV), a Aquavac IridoV. André Blanch, gerente de contas chave da empresa, ressaltou o avanço da aquicultura em Minas Gerais e apresentou um panorama sobre a evolução dos custos sanitários no mercado de pescado, comparando-o com outras cadeias de proteína animal e projetando um cenário estável e promissor para a produção de tilápia em 2026 e 2027, com preços sustentados e alta liquidez no consumidor final.
A 4ª Conferência Nacional de Pesca e Aquicultura chegou a Aracaju, com a presença do Ministro Edipo Araujo, destacando a importância do consumo de pescado como proteína de baixo impacto ambiental e alto valor nutricional, além de reforçar a necessidade de diálogo entre os diferentes setores da pesca artesanal, industrial e aquicultura para a construção de políticas públicas voltadas à geração de emprego e renda. O evento também ressaltou os números expressivos do setor em Sergipe, com mais de 45 mil pescadores registrados, 867 aquicultores e uma produção anual superior a 10,5 mil toneladas de pescado, com destaque para camarão, albacoras, tainhas, ostras, vieiras e mexilhões.
A Qualis Nutrição Animal, marca da Inproveter, marcou sua estreia na Aquishow Brasil com o anúncio de sua expansão para o mercado nacional, impulsionada pela maturidade de suas formulações de ração para tilápia. Fundada em Minas Gerais, a empresa destaca o desenvolvimento de produtos de alta performance, com foco em proteínas de origem animal e aditivos balanceados para otimizar a conversão alimentar e a formação de filé, buscando oferecer soluções eficientes frente aos altos custos de produção e aos desafios sanitários que afetam o setor.
A Bahia sediará nesta terça-feira (16/06), em Salvador, a etapa estadual da 4ª Conferência de Pesca e Aquicultura, com a participação do Ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo. O evento, que também engloba o II Encontro Estadual da Pesca e Aquicultura, reunirá pescadores, aquicultores, trabalhadores do setor, comunidades pesqueiras e empresários para discutir políticas públicas voltadas ao desenvolvimento dos setores pesqueiro e aquícola.
A piscicultura brasileira clama por um status de projeto de Estado, deixando de ser vista apenas como uma atividade econômica promissora para integrar uma política de longo prazo com segurança jurídica, menor burocracia e regras estáveis. Representantes do setor, reunidos na Aquishow Brasil 2026, destacaram o imenso potencial do país para liderar o mercado mundial de pescado, mas alertaram para os entraves que dificultam a expansão, como burocracia excessiva, insegurança jurídica, complexidade tributária e dificuldades na obtenção de licenças ambientais, impactando a geração de empregos e a segurança alimentar. Em paralelo, o aumento das importações de tilápia do Vietnã, com vantagens econômicas significativas, tem gerado perdas expressivas para a cadeia produtiva nacional, afetando desde a venda do peixe até o fornecimento de insumos essenciais. Em resposta a estas demandas, foi anunciado o Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura (PNDSA), que visa orientar políticas públicas para o setor na próxima década, buscando fortalecer a produção, competitividade, inovação e sustentabilidade.
O Ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, participará da etapa estadual da 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca em Aracaju, Sergipe, na próxima segunda-feira (15/06). O evento, que antecede a conferência principal em Brasília, servirá como um espaço plural para discussão de políticas públicas com pescadores, aquicultores, trabalhadores do setor, comunidades tradicionais e pesquisadores.
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) anunciou a reabertura da temporada de pesca da tainha (Mugil Liza) e divulgou a lista das embarcações autorizadas a desembarcar o pescado em Santa Catarina. A informação, disponível no Sistema PesqBrasil – Monitoramento, abrange as modalidades de permissionamento de arrasto de praia e estabelece regras claras para a comercialização, incluindo o respeito aos limites de captura e aos municípios autorizados para desembarque. As diretrizes completas estão detalhadas nas Portarias Interministeriais MPA/MMA nº 51 e nº 63, de 2026.
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) ampliou as cotas de captura da tainha na modalidade de arrasto de praia em Santa Catarina em 430 toneladas. A decisão, publicada em edição extra do Diário Oficial da União, atende a pedidos de pescadores e considera dados científicos e históricos de produção. A análise revelou que diversas regiões do litoral catarinense tiveram produção aquém do esperado devido a condições oceanográficas desfavoráveis, com o Litoral Norte sendo o mais afetado. As novas cotas foram divididas de forma compartimentada: 230 toneladas para o litoral centro-norte e 200 toneladas para o litoral centro-sul, visando uma distribuição justa do recurso e garantindo a sustentabilidade da pesca, conforme destacou o Ministro Edipo Araujo, que reforçou a base técnica da medida e a importância da colaboração dos pescadores para uma safra responsável.
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em parceria com os Ministérios das Comunicações e das Mulheres, promoveu a entrega de computadores a organizações compostas por mulheres pescadoras, marisqueiras, indígenas, quilombolas, extrativistas e jovens de comunidades tradicionais. A iniciativa visa ampliar o acesso à informação, capacitação e oportunidades de geração de renda através da inclusão digital, buscando diminuir barreiras tecnológicas em territórios com desafios históricos de conectividade. A ação faz parte de um esforço para fortalecer a autonomia e a participação dessas comunidades, com destaque para o lançamento do projeto Guardiãs de Conhecimentos e Saberes, que visa valorizar e disseminar saberes tradicionais.
O Ministério da Pesca e Aquicultura apresenta uma receita de arroz cremoso com camarão, destacando a rapidez no preparo e a possibilidade de um prato com visual sofisticado. A publicação também aborda a carcinicultura, ramo dedicado ao cultivo de camarões em cativeiro, evidenciando o crescimento do setor no Brasil, com destaque para o Ceará como principal produtor. Em 2024, a produção nacional de camarão atingiu 146,8 mil toneladas, movimentando R$ 3,1 bilhões, demonstrando a importância econômica e a qualidade reconhecida do camarão brasileiro na aquicultura sustentável.
O Ministério da Pesca e Aquicultura apresenta uma receita de arroz cremoso com camarão, um prato leve e sofisticado, cujo preparo rápido é detalhado com dicas de texturas e combinações de sabores. A publicação também destaca a importância da carcinicultura, ramo dedicado ao cultivo de camarões em cativeiro, que tem impulsionado a economia brasileira, especialmente no Nordeste, com o Ceará liderando a produção nacional. Em 2024, o setor atingiu 146,8 mil toneladas, movimentando R$ 3,1 bilhões e consolidando o Brasil como referência em aquicultura sustentável.
A profissionalização da gestão e a incorporação de novas tecnologias estão moldando a evolução das granjas brasileiras, com debates focados em gargalos mercadológicos e preparação para os próximos anos. A Topigs Norsvin promoveu encontros estratégicos no Sul do país, reunindo especialistas, gestores e produtores para discutir temas como governança corporativa, biosseguridade, sucessão familiar, retenção de talentos e os impactos da reforma tributária. Em Santa Catarina, o foco foi no aprimoramento genético através da seleção genômica e capacitação técnica para otimizar a produção de leitões, visando fortalecer a suinocultura nacional com sustentabilidade e rentabilidade.
Uma proposta dos Estados Unidos de impor uma tarifa adicional de 25% sobre parte das exportações brasileiras, baseada na Seção 301 do Trade Act, está gerando preocupações entre exportadores e autoridades, com discussões que ultrapassam os efeitos imediatos sobre o comércio. Especialistas em Direito Internacional Empresarial indicam que a medida, ainda em fase de consulta pública, pode ter reflexos em áreas como comércio digital, propriedade intelectual e acesso ao mercado, além de um risco regulatório mais amplo. O Brasil dispõe de três frentes de reação: negociação diplomática, mecanismos multilaterais na Organização Mundial do Comércio e medidas baseadas em legislação doméstica, sendo essencial uma abordagem técnica para evitar prejuízos às próprias cadeias produtivas e aos consumidores. A exclusão de produtos estratégicos como carne bovina e café da tarifa visa proteger o abastecimento e a indústria norte-americana, em um contexto de disputas econômicas globais.
Um projeto de lei aprovado pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados visa garantir a participação formal de representantes de produtores rurais nas discussões sobre o Imposto Territorial Rural (ITR). A proposta estabelece que entidades nacionais do setor deverão ser consultadas em caso de alterações nos requisitos, condições de aplicação e procedimentos operacionais do imposto, criando um canal consultivo para que as organizações apresentem contribuições antes da definição de normas, sem, contudo, transferir o poder de decisão.
A Embrapa Soja sediará a 40ª Reunião de Pesquisa de Soja (RPS) em Londrina (PR), reunindo cerca de 450 participantes entre pesquisadores, consultores, técnicos, empresas e produtores rurais. O evento, que ocorrerá de 10 a 11 de julho, abordará temas cruciais para a cadeia produtiva da oleaginosa, incluindo riscos e oportunidades de mercado, desafios técnicos, estratégias de resistência genética a nematoides com foco em biotecnologia, novas fronteiras da biotecnologia, qualidade de sementes, manejo integrado de pragas, panorama territorial da soja brasileira, controle de ferrugem-da-soja e outras doenças, fisiologia e nutrição da cultura, pós-colheita, manejo de plantas daninhas, agricultura regenerativa, mecanização agrícola e gestão da propriedade rural, culminando com discussões sobre o uso da inteligência artificial na agricultura.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) detalhou os próximos passos do Programa Caminho Verde Brasil, que visa recuperar 40 milhões de hectares de terras degradadas na próxima década, transformando-as em sistemas agrícolas sustentáveis com foco no aumento da produção, recuperação ambiental e geração de renda. Para financiar essa transição, o governo planeja uma nova captação internacional de US$ 500 milhões junto à Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA), direcionada a pequenos e médios produtores rurais, com a participação de empresas japonesas como âncoras para oferecer apoio e garantias. O programa também enfatiza a importância da recuperação da fertilidade do solo como um elemento intrínseco à agricultura regenerativa e busca ampliar o acesso a crédito para diferentes perfis de produtores, apesar dos desafios persistentes com o custo do hedge cambial e as taxas de juros no Brasil.
O iminente início da Copa do Mundo de 2026 já movimenta o setor de alimentos, com estimativas indicando um aumento superior a 10% no consumo de carnes durante os jogos da Seleção Brasileira. Este crescimento é impulsionado pelo hábito cultural dos brasileiros de se reunirem para assistir às partidas, elevando a demanda por proteínas, especialmente carne bovina, além de embutidos e outros alimentos práticos para consumo coletivo. O varejo se prepara com antecipação de pedidos e reforço de estoques para atender a essa expectativa, com produtos como espetinho bovino, frango inteiro e picanha liderando as projeções de vendas.
A Agroceres Multimix expande sua atuação no Oeste do Paraná, uma região reconhecida por seu forte polo de produção animal e por atrair significativos investimentos. A empresa detalha sua chegada a Quatro Pontes e as estratégias que fundamentam a escolha da localidade, abordando as tecnologias aplicadas em sua nova unidade e as perspectivas de expansão. Em um debate sobre nutrição animal, produção de proteínas e os elementos que consolidam o Oeste paranaense como uma área de destaque no agronegócio nacional, o diretor superintendente Ricardo Ribeiral concedeu entrevista ao podcast O Presente Rural.
A Defesa Agropecuária de São Paulo intensifica os alertas para que produtores rurais concluam a Campanha de Atualização de Rebanhos do primeiro semestre até o próximo domingo, 14 de junho. A atualização é mandatória para diversas espécies, incluindo peixes e outros animais aquáticos, com o objetivo de monitorar rebanhos e manter as ações de vigilância e defesa sanitária. A não conformidade pode acarretar no bloqueio da movimentação de animais e sanções administrativas, enquanto produtores de bovinos e bubalinos também devem realizar contribuição obrigatória ao Fundo de Defesa da Sanidade Animal para a Pecuária (Fundesa-PEC), essencial para situações de emergência sanitária como a febre aftosa.
A Embrapa Pesca e Aquicultura foi amplamente reconhecida na Aquishow Brasil 2026, conquistando quatro prêmios na categoria Inovação Aquícola. Os projetos premiados destacaram-se nas áreas de Sustentabilidade, Academia e Produção, com ênfase especial no primeiro lugar na categoria Sustentabilidade pelo livro "O peixe vai à aula: receitas para a inserção do pescado na alimentação escolar". O reconhecimento ressalta a conexão das pesquisas da Embrapa com as demandas da aquicultura brasileira, abrangendo desde a alimentação escolar e governança territorial até documentários sobre piscicultura familiar e soluções para a redução de custos na produção de tilápia.
A cooperativa C.Vale foi agraciada, pelo segundo ano consecutivo, com o Prêmio Exportador do Ano 2026, um dos mais importantes reconhecimentos empresariais do Paraguai. A premiação, recebida na categoria "Maiores Exportadores", destaca a significativa atuação da cooperativa no agronegócio paraguaio e sua crescente participação no comércio internacional de produtos agrícolas, consolidando sua posição em um mercado de commodities cada vez mais relevante globalmente.
A recente reforma tributária no Brasil, embora apresentada como um avanço histórico para simplificar impostos e estimular investimentos, gera apreensão no setor agropecuário. O produtor rural pode enfrentar um cenário de aumento de custos e maior complexidade administrativa devido à transição para o IVA dual, exigindo adaptações tecnológicas e contábeis que impactam principalmente pequenos e médios produtores. A convivência de regimes tributários distintos durante o período de transição e a possível redução de benefícios fiscais históricos para o agronegócio podem elevar a carga tributária efetiva e os custos de produção, além de introduzir insegurança jurídica e desestimular investimentos. Especialistas alertam para a necessidade de sensibilidade do governo e do Congresso para corrigir distorções e garantir um sistema tributário equilibrado e compatível com a realidade do campo.
O Ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, participou do lançamento do Open Lab de Biotecnologia na Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e de reuniões com comunidades pesqueiras em Raposa (MA), com foco em inovação e reaproveitamento do pescado. O ministro destacou a importância de parcerias com instituições de ensino para o desenvolvimento da pesca e aquicultura no estado, ressaltando que a aquicultura "já é o presente". Araujo também enfatizou a vocação do Maranhão para o setor, que movimenta mais de 10 mil toneladas de pescado anualmente, e a necessidade de união entre governo, setor produtivo e diferentes segmentos da pesca e aquicultura para fortalecer a atividade. Eventos como a capacitação gratuita do Programa Nacional de Regularização de Embarcação de Pesca (PROPESC) em Raposa visam a universalização do consumo de pescado e a gestão responsável dos recursos pesqueiros. O Maranhão se destaca como um dos maiores produtores de pescado e tem registrado um crescimento na aquicultura, com destaque para tilápia e tambaqui.
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) participou ativamente do 2º Diálogo BRICS sobre Pesca e Aquicultura, um encontro virtual organizado pela Índia em 2026. O evento reuniu representantes de 11 países membros, focando na troca de informações sobre governança, programas de desenvolvimento, conservação ambiental e cooperação em ciência e inovação. O Brasil reforçou seu compromisso com a expansão sustentável da aquicultura, a modernização da pesca e o aprimoramento das cadeias de valor, alinhando-se aos planos de ação do BRICS e à Transformação Azul da FAO, com especial atenção à pesca artesanal e à aquicultura de pequena escala. Juntos, os países do BRICS representam mais de 60% da produção global de pescado.
A piscicultura brasileira registrou um crescimento expressivo de 58,6% na última década, alcançando a marca histórica de mais de 1 milhão de toneladas em 2025 e consolidando o país como o maior produtor de peixes de cultivo nas Américas. A tilápia, em particular, impulsionou esse avanço com um aumento de 148,2% em sua produção, representando 70% do total nacional e superando outras proteínas em expansão. O Brasil mira agora a liderança global na produção de peixes de cultivo até 2040, através de investimentos em tecnologia, genética, manejo e ampliação de mercados internos e externos, apesar de desafios como a concorrência de importações e a necessidade de aprimorar a indústria de processamento para filés congelados.
Uma pesquisa de mestrado do Instituto de Pesca (IP-APTA) investiga a segurança ambiental de bioherbicidas microbianos, alternativas sustentáveis aos agrotóxicos convencionais. O estudo foca em avaliar potenciais danos a células de peixes e anfíbios, utilizando linhagens celulares de tecido conjuntivo e hepático para analisar a interação desses compostos com organismos aquáticos não-alvo. A pesquisa adota o princípio dos 3 R's, visando substituir e reduzir a experimentação animal, contribuindo para o desenvolvimento de soluções agrícolas mais seguras e a conservação da fauna aquática.
O Ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, realizará visitas ao Rio de Janeiro nos dias 1º e 2 de junho para encontros com o setor produtivo do estado, um importante polo de produção pesqueira e aquícola, especialmente na criação de tilápias. Na segunda-feira, 1º de junho, o ministro visitará o Ceasa/RJ, segundo maior centro de distribuição de alimentos do país. No dia seguinte, 2 de junho, a agenda inclui um encontro com representantes do setor produtivo em São Pedro da Aldeia.
Os preços dos ovos apresentaram uma queda em maio, atingindo o menor patamar real para o período desde 2022, conforme levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A média parcial de maio, até o dia 27, ficou abaixo da registrada em abril, evidenciando um mercado mais lento na segunda quinzena do mês. O enfraquecimento do consumo e a menor movimentação no varejo contribuíram para a desaceleração das vendas. Apesar disso, o equilíbrio entre oferta e demanda nas granjas manteve as cotações, mas descontos pontuais foram concedidos no final do mês para escoar a produção. A expectativa é de recuperação com a virada do mês, quando tradicionalmente a demanda tende a reagir.
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em parceria com a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), firmou um acordo para a descentralização de recursos destinados a projetos de pesquisa e desenvolvimento. A iniciativa, oficializada no documento n. 05/2026, visa fortalecer as atividades científicas ligadas à aquicultura e áreas correlatas, impulsionando a inovação e o conhecimento no setor pesqueiro nacional.
Irineo da Costa Rodrigues, presidente da LAR Cooperativa, foi agraciado com a Medalha do Mérito Industrial 2026 pela Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), em reconhecimento à sua atuação na industrialização do Oeste do Paraná e na expansão da cooperativa. Sob sua liderança, a LAR intensificou suas operações em proteína animal, grãos e processamento de alimentos, promovendo a agregação de valor à produção agropecuária regional. A indicação para a honraria partiu do Sindiavipar, entidade que representa a indústria avícola paranaense.
Mato Grosso está intensificando esforços para expandir suas exportações de carne bovina para a Indonésia, o quarto país mais populoso do mundo e o maior com população muçulmana. O objetivo é estreitar relações comerciais e apresentar o potencial da produção estadual, que já lidera as exportações brasileiras e possui certificação halal. O estado conta com unidades frigoríficas autorizadas para atender este mercado estratégico, e dados recentes indicam um aumento nas vendas e na receita gerada, com expectativas de crescimento futuro.
O governo federal decidiu não impor medidas antidumping sobre as importações de leite em pó da Argentina e do Uruguai, contrariando recomendação de seu próprio comitê que reconheceu a prática de dumping com margens de até 60% e 50%, respectivamente. Apesar do reconhecimento de danos à produção nacional, a decisão não será aplicada no momento, o que leva o Sistema Faep a trabalhar ativamente para reverter a situação, buscando garantir condições justas de concorrência para os pecuaristas brasileiros e sustentar a pecuária leiteira no país.
Os preços da arroba do boi gordo apresentaram alta nos últimos dias de maio, impulsionados pela forte demanda das exportações brasileiras de carne bovina e pela oferta restrita de animais para abate. Segundo pesquisadores do Cepea, o Indicador do Boi Gordo Cepea/Esalq, após uma queda no início do mês, recuperou-se nas semanas seguintes, acumulando uma valorização de 0,87% entre 19 e 26 de maio, atingindo R$ 347,80 por arroba. Essa recuperação ocorre em um cenário de embarques recordes de carne bovina in natura, com a média diária de exportação superando o volume registrado no mesmo período do ano anterior, sinalizando um possível novo recorde de exportações para o mês.
O mercado brasileiro reage às exigências europeias focando em barreiras comerciais, mas ignora uma fragilidade estrutural: a dificuldade em provar a origem, conformidade e riscos ocultos em suas próprias cadeias de suprimentos. Mercados sofisticados não buscam apenas eficiência e custo competitivo, mas sim rastreabilidade, governança e previsibilidade, julgando o sistema por trás do produto. A falta de controle sobre elos pulverizados e fornecedores indiretos expõe vulnerabilidades financeiras, trabalhistas e reputacionais, tornando a demonstração de controle integral da cadeia um fator crucial para a sobrevivência econômica no comércio global, onde a incapacidade de provar a origem pode ser interpretada como incompetência estratégica.
A Embrapa incorporou dados do vírus Influenza A à sua Central de Inteligência em Saúde Suína (CISS), plataforma nacional que visa monitorar e controlar enfermidades em rebanhos brasileiros. O anúncio, feito durante o Simpósio Internacional de Suinocultura, destaca a expansão do escopo da CISS, que já conta com informações sobre o Mycoplasma hyopneumoniae. A plataforma, inspirada em modelos internacionais, utiliza dados anônimos de Laboratórios de Diagnóstico Veterinário e padrões de codificação internacional para subsidiar a tomada de decisão, fortalecer a vigilância epidemiológica e aumentar a sustentabilidade da suinocultura no país.
A Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio) adiou qualquer deliberação sobre a classificação da tilápia como espécie exótica invasora no Brasil, optando por estabelecer um grupo de trabalho com 90 dias para definir os critérios técnicos que guiarão futuras análises. A decisão foi tomada durante a 77ª reunião ordinária da comissão, focada na metodologia para o tratamento de espécies invasoras, e visa afastar, por ora, qualquer definição individualizada, conforme esclareceu o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. O setor da aquicultura acompanha o debate com preocupação, temendo impactos na produção nacional de peixes de cultivo.
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) anunciou que a Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio) adiou por 90 dias a decisão sobre a classificação da tilápia e outros organismos aquícolas como espécies invasoras. A medida visa a criação de um Grupo de Trabalho para aprofundar o debate técnico-científico sobre a Lista Nacional de Espécies Exóticas Invasoras. A Conabio, presidida pelo Ministério do Meio Ambiente, buscou ampliar a discussão com especialistas e setores envolvidos para subsidiar deliberações com maior robustez técnica, segurança jurídica e alinhamento socioeconômico e ambiental. O MPA manifestou preocupação com os potenciais impactos econômicos e sociais de incluir espécies como a tilápia, tambaqui, pacu, pirarucu, camarão-marinho, ostra do Pacífico e macroalga Kappaphycus alvarezii na lista, considerando que estas representam cerca de 90% da produção aquícola nacional e geram R$ 9,6 bilhões anualmente, contribuindo para a renda, empregos e segurança alimentar do país.
A Aquishow Brasil, principal evento do país para produtores de peixes de cultivo, acontecerá em Uberlândia (MG), de 9 a 11 de junho de 2026, no Castelli Master. Pelo segundo ano consecutivo na região, o evento visa impulsionar a piscicultura em Minas Gerais e em todo o Brasil. Dentre os destaques, o Prêmio de Inovação Aquícola, o Prêmio Personalidades Brasileiras da Aquicultura e um curso de sanidade focado nos desafios sanitários da tilápia em âmbito nacional e latino-americano, com palestras de especialistas e discussões sobre patógenos emergentes e estratégias de controle. A organização, a cargo da Peixe SP, espera reunir mais de 100 empresas e 7 mil visitantes, com o objetivo de movimentar 10% a mais que os R$ 115 milhões alcançados na edição anterior.
O Ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, realizará agendas oficiais no Maranhão nos dias 28 e 29 de maio. Sua visita incluirá a capacitação do Programa Nacional de Regularização de Embarcação de Pesca (PROPESC), fundamental para a regularização de embarcações registradas no Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP). Além disso, o ministro visitará comunidades pesqueiras tradicionais, apresentará projetos dos setores aquícola e pesqueiro ao reitor da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e participará da inauguração de laboratórios de inovação da instituição.
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) apresentou o Plano de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura (PNDSA), um plano com ações para a próxima década, que visa promover a aquicultura brasileira de forma integrada, sustentável e inclusiva. A proposta também inclui a instituição da rede ProAqui, para agilizar a governança do plano, e foi discutida durante a 7ª reunião extraordinária do Conselho Nacional de Aquicultura e Pesca (CONAPE). O PNDSA foi elaborado com a colaboração de diversos setores e da sociedade civil, buscando organizar metas, prioridades e responsabilidades para o desenvolvimento do setor.
O setor de pescado é chamado a aprender com recentes alertas sanitários da Anvisa, que, embora não foquem diretamente no caso em si, evidenciam a importância da maturidade regulatória em processos como rastreabilidade, planos de recolhimento e comunicação clara com consumidores e cadeia produtiva. A norma RDC nº 655/2022 estabelece diretrizes detalhadas para recolhimento de alimentos, exigindo que empresas possuam planos documentados e testados, com capacidade de responder rapidamente a perguntas sobre lotes afetados, distribuição e volume. A comunicação eficaz, com mensagens objetivas e úteis, além de treinamento da equipe e simulações periódicas, são fundamentais para demonstrar responsabilidade, controle e proteger a saúde dos consumidores e a reputação das empresas, ressaltando a necessidade de maior transparência pública de dados comparável a padrões internacionais.
O Governo Federal sancionou a Lei nº 15.414, de 21 de maio de 2026, que estabelece a Semana Nacional da Promoção da Pesca Artesanal, a ser celebrada anualmente na semana do dia 29 de junho, data dedicada a São Pedro e aos trabalhadores da pesca no Brasil. A iniciativa visa valorizar a atividade pesqueira artesanal, praticada por mais de um milhão de pessoas no país, e promover ações de fomento e reconhecimento à sua importância para a segurança alimentar, a economia familiar e a preservação dos recursos naturais.
A aquicultura no Brasil busca expandir sua eficiência produtiva e otimizar o uso de recursos naturais através da implementação de sistemas multitróficos. Este modelo integra diversas espécies aquáticas em uma mesma unidade, permitindo que os resíduos de um organismo sirvam de nutriente para outro, reduzindo o desperdício e aprimorando o controle ambiental. Especialistas apontam o potencial desses sistemas para aumentar a produtividade, aplicar conceitos de economia circular e mitigar impactos ambientais, embora a transição dos modelos de monocultura para os multitróficos represente um desafio a ser superado com o avanço da pesquisa, extensão e transferência de tecnologia.
A atual safra do pargo, espécie de grande relevância socioeconômica para municípios costeiros do Norte e Nordeste do Brasil, inicia-se sob um cenário de incertezas. Apesar de ser o segundo produto pesqueiro mais exportado pelo país, movimentando milhões de dólares entre 2015 e 2025, o pargo está listado como ameaçado de extinção desde 2014 devido à pesca excessiva. Medidas de recuperação e planos de gestão, como o estabelecimento de um limite máximo de captura, foram acordados há anos entre ministérios, setor pesqueiro e cientistas, porém, sua implementação permanece pendente, gerando apreensão quanto ao futuro da atividade e à preservação da espécie.
O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) comemora 85 anos de atuação, marcando sua presença na evolução da agricultura brasileira desde a dependência de importações até a consolidação do país como potência do agronegócio. Ao longo desse período, a entidade acompanhou ciclos de modernização, avanços tecnológicos, regulatórios e produtivos, desde sua fundação como Sindag em 1941, em um cenário de baixa mecanização e produção regionalizada, até a atualidade, com a agricultura de precisão, digitalização e foco em bioinsumos e sustentabilidade, reunindo 22 empresas associadas e consolidando-se como referência técnica e institucional.
Produtores rurais que enfrentam perdas significativas devido a desastres climáticos, como secas e enchentes, poderão ter acesso simplificado a crédito, seguro rural subsidiado e renegociação de dívidas. O Projeto de Lei 5029/2025, aprovado pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, propõe a criação do Programa de Amparo ao Produtor Rural (PAPR). A iniciativa visa apoiar a recuperação da capacidade produtiva de agricultores e pecuaristas, com o governo federal autorizando o pagamento de até 90% do prêmio do Seguro Rural para a safra seguinte, destinado a produtores com perdas acima de 50% em atividades agrícolas, pecuárias, silviculturais, aquícolas ou extrativistas.
Pesquisadores da Embrapa alertaram a Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio) sobre os riscos de uma proposta que visa incluir espécies aquícolas comerciais, como tilápia, tambaqui e camarão marinho, na Lista Nacional de Espécies Exóticas Invasoras. Segundo a entidade, uma classificação genérica e sem critérios regionais pode acarretar insegurança jurídica, prejudicar exportações de produtos como a tilápia, dificultar licenciamentos ambientais e afetar cadeias produtivas consolidadas na aquicultura e carcinicultura brasileira, que movimentam bilhões e geram milhares de empregos, como no caso do tambaqui e do camarão Penaeus vannamei.
A Embrapa deu um passo significativo na transição energética e na descarbonização da economia brasileira com o lançamento do projeto Bioinova, que conta com um investimento de R$ 14 milhões. A iniciativa, liderada pela Embrapa Agroenergia e com a colaboração de quatro outras unidades da empresa, visa desenvolver soluções científicas e tecnológicas para transformar biomassa e resíduos agroindustriais em energia, combustíveis renováveis e insumos de base biológica. Com duração de 36 meses, o projeto busca modernizar equipamentos, fortalecer a infraestrutura e gerar 10 metas voltadas para a produção sustentável de energia e materiais renováveis, incluindo combustíveis sustentáveis de aviação (SAF), biohidrogênio, biometano e etanol.
A Páscoa de 2026 registrou resultados expressivos para o setor pesqueiro brasileiro, com um aumento de cerca de 10% no volume de vendas em comparação com o ano anterior, segundo a Abipesca. Mesmo diante de um cenário macroeconômico adverso, com juros elevados, o consumidor demonstrou atenção ao custo-benefício, impulsionando a procura por espécies como o salmão, que apresentou preços mais acessíveis devido à cotação do dólar. A tilápia manteve preços estáveis, com alta demanda em peixes inteiros para feiras, conforme apontado pelo Cepea. Na carcinicultura, os preços do camarão apresentaram uma leve alta após a Semana Santa, diferindo da tendência histórica. O pescado importado também desempenhou um papel estratégico no abastecimento do mercado nacional.
A potencial classificação da tilápia como espécie exótica invasora no Brasil tem gerado debates intensos, especialmente por sua predominância na aquicultura nacional e seu papel na segurança alimentar. Embora a introdução de espécies com potencial invasor deva ser evitada, a avaliação de risco precisa considerar aspectos ambientais, sociais, econômicos e históricos, além da necessidade de produção eficiente de alimentos. A tendência internacional é de uma abordagem baseada em análise de risco e contexto regional, em vez de uma lógica binária, buscando compatibilizar a conservação da biodiversidade com a sustentabilidade econômica da cadeia produtiva. O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) tem atuado no diálogo com órgãos ambientais e o setor produtivo, defendendo que espécies utilizadas na aquicultura não sejam classificadas como invasoras, a fim de evitar impactos regulatórios e econômicos negativos.
A China suspendeu temporariamente as exportações de três frigoríficos brasileiros — unidades da JBS, PrimaFoods e Frialto — devido a irregularidades sanitárias em cargas de carne bovina. A medida, confirmada pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), tem caráter preventivo e temporário, enquanto as empresas investigam a origem das cargas e corrigem os problemas apontados pelas autoridades chinesas, como a presença de hormônio sintético. Paralelamente, a China liberou a retomada das exportações de outras três plantas brasileiras anteriormente embargadas.
A indústria brasileira de óleos vegetais projeta um marco histórico para 2026, com a expectativa de esmagar 62,5 milhões de toneladas de soja. Essa nova projeção, divulgada pela Abiove, reflete o crescimento da safra nacional e o aumento da demanda por derivados como farelo e óleo de soja, impulsionando a cadeia da proteína animal e a produção de biocombustíveis. O avanço no processamento interno visa agregar valor à produção agrícola e consolidar o papel estratégico do Brasil na agregação de valor, com estimativas de produção de 48,1 milhões de toneladas de farelo e 12,55 milhões de toneladas de óleo de soja.
Produtores de soja e milho segunda safra no Sul e Sudeste do Brasil têm a oportunidade de acessar novas faixas de subvenção no seguro rural através do Zoneamento Agrícola de Risco Climático Níveis de Manejo (ZarcNM). A iniciativa, que em sua segunda fase piloto beneficiará as culturas da soja no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul, e o milho segunda safra no Paraná e Mato Grosso do Sul, exige que os interessados iniciem os preparativos agora. O processo envolve análise de solo em laboratórios credenciados, registro das informações por operadores de contrato de seguro rural em plataforma da Embrapa (SiNM), que determinará o nível de manejo e, consequentemente, o percentual de subvenção, que pode variar de 20% a 50%, dependendo da cultura e do nível alcançado.
Os preços da carne de frango apresentaram alta entre abril e a parcial de maio no mercado paulista, um movimento que impactou negativamente sua competitividade em relação às carnes suína e bovina. Conforme dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o frango inteiro resfriado foi comercializado em média a R$ 7,31 por quilo no atacado da Grande São Paulo, com um aumento de 1,6% em relação a abril. A valorização foi impulsionada pela demanda doméstica robusta e pelo bom desempenho das exportações avícolas, embora uma desaceleração nas negociações tenha sido observada na segunda quinzena de maio, com possíveis ajustes negativos futuros. A diferença de preço entre o frango e a carne suína diminuiu significativamente, enquanto a disparidade em relação à carne bovina se mantém mais ampla.
O mercado lácteo brasileiro encerrou o primeiro trimestre de 2026 com uma expressiva alta de 17,6% nos preços pagos aos produtores, impulsionada pela redução na oferta de leite no campo. Apesar da valorização acumulada, o valor médio em março ainda se manteve abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior, com uma queda real de 18,7%. A menor produção, atribuída a fatores sazonais e à cautela dos produtores, elevou a concorrência entre as indústrias, sustentando os reajustes. Contudo, os custos de produção, especialmente com alimentação e logística, continuam a pressionar a rentabilidade, enquanto o mercado de derivados observa sinais de desaceleração no consumo devido aos preços elevados e as importações mantêm influência sobre o setor.
A Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio) analisa nesta quarta-feira (27) a inclusão da tilápia em uma lista de espécies exóticas invasoras, o que, segundo a Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), pode levar a uma queda de até 90% nas exportações brasileiras do peixe em seis meses, gerando perdas superiores a US$ 38 milhões. A medida preocupa o setor, pois o status de "espécie invasora" pode ser interpretado pelo mercado externo como um risco ambiental reconhecido pelo Brasil, abrindo portas para barreiras comerciais severas, especialmente nos Estados Unidos, principal destino da tilápia nacional.
O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Paraná (CRMV-PR) denunciou ao Ministério Público o exercício ilegal da zootecnia, após constatar em redes sociais a oferta irregular de consultoria técnica voltada para a aquicultura. Duas pessoas sem habilitação legal estariam oferecendo planejamento e orientação em manejo produtivo e alimentar, atividades privativas de zootecnistas, médicos-veterinários e engenheiros-agrônomos, conforme a legislação federal. A prática irregular pode comprometer o desempenho produtivo, a sanidade animal e a segurança dos sistemas de produção, além de impactar negativamente o bem-estar animal e gerar prejuízos zootécnicos.
O sistema PesqBrasil Pescador Profissional e a Consulta Pública estarão temporariamente indisponíveis para manutenção programada entre as 19h do dia 26/05/2026 e as 7h do dia 27/05/2026. A interrupção no serviço impedirá o acesso, consultas e operações, visando a implementação de uma nova versão do sistema que habilitará o envio mensal do Relatório de Exercício da Atividade Pesqueira (REAP). A iniciativa busca aprimorar a estabilidade e eficiência das ferramentas para o setor pesqueiro.
O setor de Alimentação Fora do Lar em São Paulo registrou um expressivo crescimento de 20,3% entre 2024 e 2025, impulsionado pela crescente busca dos consumidores por praticidade e conveniência no cenário pós-pandemia. Segundo pesquisa da Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo (Fhoresp), o estado agora conta com mais de 550 mil estabelecimentos ativos no ramo, consolidando modelos de negócios flexíveis, como entregas de marmitas e alimentação corporativa, e refletindo também o impacto positivo do turismo no setor.
Aprender a preparar um delicioso tambaqui assado no forno com temperos simples e um modo de preparo fácil é a proposta desta receita. O peixe, que figura como a segunda espécie mais produzida na piscicultura nacional, atrás apenas da tilápia, totalizou 113 mil toneladas em 2024, um crescimento de 3,92% em relação ao ano anterior. Cultivado majoritariamente na região Norte, com destaque para Rondônia, o tambaqui tem seu fomento, ordenamento e pesquisa apoiados pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), através de parcerias, zoneamento de parques aquícolas e incentivo a pesquisas de melhoramento genético.
O 10º Simpósio de Controle de Qualidade do Pescado, realizado em Santos, reuniu especialistas, indústria e órgãos públicos para discutir desafios e tendências na cadeia produtiva do pescado no Brasil. O evento, organizado pelo Instituto de Pesca, abordou temas como segurança alimentar, inovação, sustentabilidade, rastreabilidade e aproveitamento integral do pescado, além de estratégias para ampliar o consumo e a competitividade do setor. As discussões também focaram nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU e na busca por soluções que integrem ciência, indústria e mercado para o desenvolvimento sustentável da pesca e aquicultura no país.
Em um evento da Organização das Nações Unidas, o Ministério da Pesca e Aquicultura do Brasil destacou as oportunidades para o setor pesqueiro e a conservação de espécies marinhas transzonais e altamente migratórias. A participação ocorreu em consultas sobre o Acordo BBNJ (Biodiversidade Marinha em Áreas Além da Jurisdição Nacional) e o UNFSA (Acordo sobre a Conservação e Ordenamento de Populações de Peixes Transzonais e Altamente Migratórios), visando o ordenamento da pesca em alto mar e a coordenação entre mais de cinquenta organizações internacionais. O Assessor Especial Internacional do MPA defendeu a participação ativa de autoridades pesqueiras nacionais e comunidades costeiras nos processos decisórios, enfatizando a importância da cooperação para a conservação e o uso sustentável dos recursos marinhos.
A GTF, detentora da marca Canção, está ampliando seu portfólio de tilápia, com o objetivo de fortalecer sua presença no varejo e aumentar a eficiência de sua produção. A empresa tem investido na verticalização de seus processos, expandindo sua fazenda própria no Paraná para ganhar escala e se tornar menos dependente do mercado de matéria-prima. Essa estratégia permitiu à marca dobrar sua capacidade de processamento e busca posicioná-la entre as três maiores empresas de tilápia do Brasil. Além do filé tradicional, a Canção aposta em produtos processados de valor agregado, como bolinhos e "peixinhos" formatados, e utiliza marketing de alta visibilidade, incluindo parcerias com o Santos Futebol Clube e o jogador Neymar, para impulsionar a marca e atrair novos consumidores.
A tilapicultura brasileira enfrenta desafios significativos com o aumento da importação de filé de tilápia do Vietnã, que acarreta riscos econômicos e sanitários à cadeia produtiva nacional. A concorrência é desequilibrada devido ao forte apoio governamental e custos de produção reduzidos no Vietnã, contrastando com o "Custo Brasil", que inclui alta carga tributária, energia cara e dificuldades logísticas no país. Além disso, a presença do vírus TiLV (Tilapia Lake Virus) no Vietnã representa uma grave ameaça sanitária, pois o Brasil é atualmente livre dessa doença, e sua introdução poderia causar impactos devastadores. A suspensão temporária das importações pelo Ministério da Agricultura e Pecuária reforça a preocupação com a segurança sanitária, demonstrando a necessidade de defender a produção nacional, a qualidade, a rastreabilidade e a geração de empregos, bem como a segurança alimentar e a soberania do país.
A Copacol projeta um crescimento real entre 10% e 20% para 2026, fundamentando suas expectativas na força de sua marca no ponto de venda e em um modelo de integração vertical que garante a qualidade estável da tilápia em toda a cadeia produtiva, da ração ao consumidor. Durante a APAS SHOW 2026, a cooperativa destacou o aumento de 20% no volume de vendas em relação ao ano anterior, mitigando riscos do mercado internacional com foco no mercado doméstico, além de anunciar o lançamento do Petisco de Tilápia Copacol, visando ampliar as ocasiões de consumo do pescado.
A MCassab Nutrição e Saúde Animal (NSA) anuncia a contratação de Lucielma Holtz para gerenciar a unidade de negócios de aves, fortalecendo a atuação da companhia neste segmento. Com mais de 20 anos de experiência no mercado avícola, incluindo especializações em marketing, gestão comercial e avicultura, Holtz traz um histórico focado em áreas comerciais e de negócios, com expertise em relacionamento com clientes e desenvolvimento de mercado. Sua chegada visa impulsionar o crescimento da área, contando com o reconhecimento e a experiência da profissional no setor.
A Costa Marine está focando em conservas de maior valor agregado como estratégia central para crescer no varejo alimentar, buscando ampliar margens e superar desafios de oferta. Durante a APAS SHOW 2026, a empresa apresentou sua diversificação de portfólio, que inclui desde opções de "primeiro preço" até produtos gourmet. Destaque para o Lombo de Pirarucu no Azeite com Alecrim, posicionado como o primeiro pirarucu em lata do mundo, proveniente de manejo sustentável na Amazônia, além de filés de tilápia e sardinha em versões especiais. A estratégia de diversificação também abrange espécies de cultivo e manejo controlado para mitigar a instabilidade no abastecimento de peixes como a sardinha, que se mantém como um gargalo logístico para a companhia, exigindo importação para suprir a demanda.
Uma proposta em análise na Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio) pode classificar a tilápia como espécie exótica invasora, gerando apreensão no setor da piscicultura brasileira, responsável por cerca de 65% da produção nacional de peixes. Embora o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima sustente que a medida visa apenas aspectos técnicos e não prevê proibição imediata do cultivo, entidades do agronegócio temem que a classificação abra portas para futuras restrições, insegurança jurídica, dificuldades no licenciamento ambiental, acesso ao crédito e possíveis barreiras comerciais internacionais, com estimativas de perdas superiores a US$ 38 milhões. A decisão da Conabio, composta por representantes de diversos ministérios, universidades e sociedade civil, será crucial para o futuro regulatório da piscicultura no país, buscando um equilíbrio entre preservação ambiental e desenvolvimento produtivo.
A Korin marcou presença na APAS Show 2026 para consolidar sua atuação no mercado de pescados, destacando a expansão de seu portfólio com o salmão da Patagônia, certificado em bem-estar animal e disponível em versões posta e defumada. A empresa celebrou um crescimento superior a 40% em sua categoria de pescado durante a Quaresma, impulsionado por ações de trade marketing e aumento de distribuição. Olhando para o futuro, a Korin anuncia planos de lançar truta defumada e ingressar no mercado de camarão orgânico ainda no segundo semestre de 2026, alinhada à crescente demanda do consumidor por alimentos práticos, saudáveis e livres de aditivos.
A Oceani, marca da Opergel, marcou presença na APAS Show para fortalecer sua atuação no varejo, apresentando um novo posicionamento estratégico e identidade visual. A empresa destacou o lançamento de um mascote nos pontos de venda e a linha de camarão segmentada para diferentes ocasiões de consumo. Segundo Lucas James, responsável pelo marketing da Oceani, as recentes mudanças nos hábitos de consumo, com foco em saudabilidade e alimentos proteicos, impulsionaram a aceitação da marca, cujo slogan "Leve o agora mais leve" ressalta os atributos naturais da proteína. A empresa registrou um desempenho histórico na Quaresma de 2026, com crescimento significativo atribuído à tendência de consumo saudável, otimização da operação de bacalhau e expansão de canais comerciais com a entrada em novas redes de varejo.