A aquicultura de precisão destaca a intrínseca relação entre a nutrição de peixes e camarões e a qualidade da água. A ração, principal custo operacional, impacta diretamente as características físicas, químicas e biológicas do ambiente aquático. Nutrientes não metabolizados, como proteínas e fósforo, excretados ou como sobras, são decompostos por microrganismos, consumindo oxigênio e liberando amônia e nitrito. O excesso de matéria orgânica eleva a Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO), podendo levar à hipóxia. O fósforo acumulado, especialmente o da forma fitato, contribui para a eutrofização, aumentando oscilações de oxigênio e pH, enquanto o nitrito afeta o transporte de oxigênio no sangue de peixes e camarões. Estratégias como dietas de alta digestibilidade, uso de enzimas (fitase) e otimização da relação proteína/energia são cruciais para minimizar esses impactos e otimizar o desempenho zootécnico e a saúde do ambiente de cultivo.