Acompanhe os principais destaques da piscicultura e aquicultura no Brasil.
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) participou de um workshop da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, focando na implementação de diretrizes para a aquicultura sustentável. Durante o evento, o Brasil apresentou seus avanços na elaboração de planos estratégicos e orientações sustentáveis para o setor, demonstrando alinhamento com as propostas da FAO. O Plano de Desenvolvimento da Aquicultura Sustentável brasileiro, que abrange eixos como sustentabilidade, governança, inovação e competitividade, foi destacado como um instrumento estratégico para o crescimento organizado, competitivo e ambientalmente responsável da aquicultura, visando prosperidade econômica, equilíbrio ambiental e segurança alimentar.
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), anunciou a abertura de 700 bolsas de Iniciação Científica Júnior para o Programa Jovem Cientista da Pesca Artesanal. A iniciativa, voltada a estudantes do ensino médio de comunidades pesqueiras, visa despertar a vocação científica e valorizar os saberes tradicionais. Financiado com R$ 2,5 milhões do MPA e com a expertise do CNPq, o programa oferecerá bolsas mensais de R$ 300 por 12 meses, com início previsto para maio de 2026, priorizando a participação feminina com 50% das vagas reservadas.
Os Ministérios da Pesca e Aquicultura (MPA) e do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) estabeleceram as cotas para a safra da tainha em 2026, definindo um limite total de 8.168 toneladas para as regiões Sudeste e Sul. A Portaria Interministerial MPA/MMA nº 51 prevê um aumento de aproximadamente 20% no volume autorizado em relação ao ano anterior, com distribuição estratégica por modalidade de pesca, incluindo cerco/traineira, emalhe anilhado, emalhe costeiro de superfície, arrasto de praia e captura no estuário da Lagoa dos Patos. O monitoramento das capturas será realizado obrigatoriamente pelo sistema PesqBrasil – Monitoramento, visando aprimorar o controle e garantir a sustentabilidade biológica da espécie.
Liliane Santos da Silva foi reconhecida na categoria Pesca Amadora ou Esportiva do prêmio "Mulheres das Águas", que celebra histórias de impacto na pesca e aquicultura. Sua trajetória é marcada pela profunda conexão com as águas, transformando a pesca amadora em um espaço de identidade, autonomia, cura e resistência, especialmente ao incentivar e empoderar outras mulheres a ocuparem esse território tradicionalmente masculino. Liliane promove oficinas e rodas de conversa sobre pesca responsável, práticas sustentáveis e o papel feminino nas águas, compartilhando conhecimentos ancestrais e promovendo o protagonismo feminino, além de mobilizar grupos para a criação de espaços seguros de troca e aprendizado, demonstrando que as águas são também um território de mulheres.
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) anunciou a suspensão de 236.534 licenças de pescadores e pescadoras profissionais, conforme Portaria MPA Nº 644. A medida, publicada em 5 de março de 2026 e retificada no dia seguinte, visa combater indícios de irregularidades e fraudes identificadas em licenças inscritas no Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP). A decisão foi tomada em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU) após auditoria e reuniões com diversos órgãos governamentais. Os profissionais afetados têm até 30 dias, a partir de 12 de março de 2026, para interpor recurso administrativo. O MPA busca, com esta ação, fortalecer os mecanismos de controle e a confiabilidade das informações do RGP, aprimorando a gestão de políticas públicas para o setor pesqueiro.
Santa Catarina se firmou como o quarto maior produtor de peixe de cultivo do Brasil em 2025, alcançando a marca de 63.400 toneladas, um aumento de 7,28% em relação ao ano anterior, apesar de sua extensão territorial limitada. A tilápia, espécie dominante no estado, liderou o crescimento com 52.700 toneladas produzidas, representando um avanço de 10,94%. O sucesso catarinense é atribuído a investimentos em boas práticas de manejo, genética e nutrição, além do fortalecimento da cadeia produtiva e da indústria de processamento, que agregam valor e preparam o setor para os desafios futuros.
A Portos do Paraná estabeleceu uma parceria estratégica com o projeto "Olha o Peixe" com o objetivo de impulsionar a pesca artesanal no litoral paranaense. A iniciativa visa apoiar comunidades pesqueiras na comercialização direta de seus pescados, eliminando intermediários e promovendo capacitação e suporte técnico para aprimorar a cadeia produtiva. Com duração de dois anos, o programa prevê uma fase inicial de imersão nas comunidades para identificar necessidades e expectativas, seguida pela elaboração e aplicação de treinamentos focados em boas práticas de manejo e estratégias de vendas, culminando na implementação em três comunidades selecionadas e no acompanhamento dos resultados. O projeto busca garantir um preço justo para o pescado local, valorizar a cultura tradicional e incentivar as novas gerações a permanecerem na atividade, alinhando-se a cinco Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.
A piscicultura brasileira enfrentou um ano repleto de desafios em 2025, com condições climáticas adversas, instabilidade de preços e incertezas de mercado impactando a atividade, além de questões sanitárias e decisões governamentais. Contudo, os produtores mantiveram seu papel estratégico, atuando para assegurar a oferta de pescado e a continuidade da cadeia produtiva, impulsionando a expansão do setor aquicola conforme dados do Anuário Brasileiro da Piscicultura PeixeBR 2026. Para mitigar os riscos associados a fatores como sanidade dos plantéis e oscilações na comercialização, bem como atender às transformações no comportamento do consumidor que buscam praticidade e alimentos saudáveis, os piscicultores têm investido em aprimoramento de gestão, tecnologia e práticas de manejo eficientes, reforçando o potencial de crescimento da piscicultura no país.
A próxima safra de trigo no estado de São Paulo pode registrar uma diminuição na área plantada, em decorrência da oferta global abundante e dos preços desfavoráveis para os produtores. Essa foi a principal conclusão da primeira reunião do ano da Câmara Setorial do Trigo de São Paulo, onde lideranças, cooperativas e analistas debateram o cenário de incerteza para o ciclo de inverno. Fatores como a situação financeira dos produtores, as janelas climáticas e a competitividade do trigo argentino no mercado internacional foram apontados como os principais entraves, com algumas cooperativas estimando quedas de até 20% na área dedicada à cultura.
O protagonismo feminino no agronegócio brasileiro ganha força a cada ano, com mulheres assumindo cada vez mais funções estratégicas, desde atividades operacionais até cargos de gestão e pesquisa. Iniciativas como o Programa Mulheres do Agro, promovido pelo Sistema Faesc/Senar em Santa Catarina, investem na capacitação feminina em diversas áreas, incluindo aquicultura, visando ampliar a autonomia, o conhecimento e fortalecer a liderança das mulheres no campo, contribuindo significativamente para a inovação e o desenvolvimento sustentável do setor.
O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) destinou R$ 164,5 milhões em financiamentos para a pecuária leiteira do Paraná nos últimos 12 meses, um aumento de 84% em relação à média dos últimos cinco anos. O volume, que totaliza R$ 471,3 milhões desde 2021, acompanha a expansão do setor no país e no estado, onde o Paraná se consolida como o segundo maior produtor nacional. As linhas de crédito, incluindo juros subsidiados, visam incentivar investimentos em produção, beneficiamento e agregação de valor, promovendo a modernização, eficiência e competitividade do setor leiteiro.
A participação feminina na pecuária de Mato Grosso tem se consolidado com mulheres assumindo posições estratégicas em gestão, decisões técnicas e inovação. Profissionais como médicas veterinárias, zootecnistas e agrônomas, além de atuarem na administração, comercialização e finanças, trazem habilidades multidisciplinares e uma visão social e inovadora para o setor, impulsionando transformações e ocupando cada vez mais espaços de liderança na cadeia produtiva.
Produtores de 30 municípios do Oeste do Paraná têm até o dia 24 de março para regularizar a vacinação contra a raiva em seus animais de produção. A medida, oficializada pela portaria 368/2025 da Adapar, abrange herbívoros domésticos com idade superior a três meses, incluindo bois, búfalos, cavalos, asnos, mulas, ovelhas e cabras. A vacinação é anual e essencial para o controle de uma zoonose letal com significativos impactos econômicos e sanitários, sendo a prevenção a única forma eficaz de combate à doença.
A raça Simental Brasileiro, resultado de mais de um século de seleção no país, consolida-se como uma genética adaptada às condições tropicais, especialmente para sistemas de cria e recria a pasto no Centro-Oeste. A seleção priorizou características funcionais como tolerância ao calor, pelo curto e desempenho em sistemas extensivos, tornando o Simental Brasileiro um taurino eficiente para cobrição a campo e programas de cruzamento industrial, contribuindo para a produção de bezerros mais pesados através do efeito da heterose. O Grupo de Simental Brasileiro, reunindo criadores de cinco estados, promove eventos em março para divulgar a genética e comercializar animais, incluindo uma exposição virtual e um shopping de exemplares.
O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, evidencia a crescente participação e protagonismo feminino no agronegócio, evidenciando competência, liderança e inovação. Mulheres estão cada vez mais presentes em diversas atividades rurais, cargos de gestão e pesquisa, e em empreendedorismos no campo, com o Sistema Faesc/Senar investindo em capacitação através de programas como o "Mulheres do Agro" e o "Catálogo Rosa", que abrangem áreas como aquicultura, visando a autonomia e o fortalecimento do público feminino no meio rural.
A pesquisadora Thais Moron, do Instituto de Pesca (IP-APTA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, é destacada em celebração ao Dia Internacional da Mulher por sua trajetória de dedicação à ciência e inovação no setor pesqueiro e aquícola. Com formação em Zootecnia e especialização em Tecnologia do Pescado, Moron iniciou sua carreira no Instituto na década de 1990, atuando com a cadeia produtiva da truta, e posteriormente expandiu suas pesquisas para a qualidade e desenvolvimento de produtos à base de pescado, incluindo o desenvolvimento de caviar de truta arco-íris. Sua atuação também abrangeu cargos de gestão, como a direção do Museu de Pesca, e projetos voltados à promoção do consumo de pescado para a saúde e ao aproveitamento integral de recursos pesqueiros, evidenciando a importância da presença feminina na pesquisa e na construção do conhecimento.
O varejo britânico tem visto um impulso significativo no setor de pescado, impulsionado pelas mudanças nos hábitos de consumo, maior consciência sobre saúde e a busca por praticidade. Um relatório do Norwegian Seafood Council (NSC) indica que o mercado de pescado no Reino Unido movimenta 2,6 bilhões de libras, superando outras proteínas. Produtos prontos para consumo, como sushi refrigerado, poke bowls e ceviches, ganham espaço, assim como opções congeladas premium, com consumidores dispostos a pagar mais por qualidade. O salmão se destaca como a espécie de maior crescimento, representando 1,5 bilhão de libras no varejo. Além disso, há abertura para experimentar novas espécies, sugerindo que a apresentação e o preparo serão fatores cruciais no futuro do setor.
As exportações da piscicultura brasileira registraram um crescimento de 2% em valor em 2025, alcançando US$ 60 milhões, mesmo diante de um cenário internacional desafiador. Apesar de uma ligeira queda de 1% no volume total exportado, os embarques de filés frescos e congelados apresentaram alta, com destaque para os filés congelados que tiveram um aumento expressivo de 245%. A tilápia reafirmou sua liderança nas vendas externas, respondendo por 94% do faturamento total, enquanto o tambaqui e os bagres também apresentaram crescimento em suas respectivas categorias. No mercado internacional, o Brasil subiu para o quinto lugar como fornecedor de tilápia para os Estados Unidos, e o México se tornou um importante importador da espécie brasileira.
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), realizará na próxima quinta-feira (5), em Brasília, a cerimônia de lançamento da chamada pública para 700 bolsas de Iniciação Científica Júnior (ICJ) do Programa Jovem Cientista da Pesca Artesanal. Financiada com R$ 2,5 milhões do MPA e com a expertise do CNPq, a iniciativa visa estimular o interesse científico em jovens, especialmente filhos, netos ou dependentes de pescadores artesanais com Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP) ativo. As bolsas, no valor de R$ 300 mensais, terão duração de 12 meses, com início previsto para maio de 2026.
O Centro de Aquicultura da UNESP, campus de Jaboticabal-SP, está com inscrições abertas até 30 de março para uma bolsa de pós-doutorado da FAPESP. A oportunidade é voltada a profissionais com doutorado obtido há menos de 7 anos, sem vínculo empregatício, e com sólida experiência em aquaponia, bioflocos, manejo de resíduos sólidos e avaliação de sustentabilidade ambiental. O projeto "SolidFloc" é uma colaboração internacional com a Alemanha e busca conhecimento para o uso sustentável de sólidos em sistemas de aquicultura. Os interessados devem enviar currículo, tese, carta de apresentação e cartas de recomendação para a coordenadora do projeto, Profa. Dra. Maria Célia Portella, com exigência de proficiência em inglês e, para estrangeiros, em português. O selecionado receberá bolsa mensal de R$ 12.570,00 e outros benefícios.
O setor agropecuário do Paraná apresenta um panorama de contrastes, com a piscicultura marcando o fim do período de defeso, permitindo a pesca de espécies exóticas como a tilápia, enquanto a suinocultura celebra recordes históricos de produção e exportação. Em paralelo, a cadeia do leite enfrenta queda nos preços ao produtor e nos derivados, e o cultivo de trigo, apesar de perder espaço para o milho, mantém forte relevância industrial, com o milho em si registrando avanço na colheita e aumento na área plantada da segunda safra.
Os terminais pesqueiros públicos de Aracaju (SE) e Cananéia (SP) foram concedidos à iniciativa privada em leilão realizado na B3, com a presença do Ministério da Pesca e Aquicultura e apoio da Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos. A concessão, válida por 20 anos, prevê investimentos significativos para modernização e operação, com propostas de outorga de R$ 237.600,00 para Aracaju e R$ 101.110,00 para Cananéia. A expectativa é que a parceria público-privada fortaleça a atividade pesqueira, garantindo melhor infraestrutura para desembarque, comercialização e armazenamento de pescados, beneficiando pescadores, empresas e consumidores.
O Instituto Água e Terra (IAT) do Paraná divulgou um balanço de suas ações de fiscalização durante o período do defeso da Piracema, que abrangeu de 1º de novembro a 28 de fevereiro. As operações, realizadas em 17 corpos hídricos e 41 municípios, resultaram na apreensão de 222 quilos de peixe, na aplicação de R$ 169.262,00 em multas e na emissão de 20 Autos de Infração Ambiental. Cerca de 25 fiscais estiveram envolvidos, abordando 554 embarcações e recolhendo diversos equipamentos de pesca proibidos, como redes, tarrafas e varas telescópicas, visando a preservação das espécies nativas durante seu período reprodutivo.
Eveline Alexandre Paulo, engenheira de pesca com mais de três décadas de experiência, foi reconhecida como vencedora na categoria Pesca Industrial ou Indústria do Pescado no Prêmio Mulheres das Águas. Sua trajetória abrange desde a atuação na exportação de camarão para o exigente mercado japonês, a implementação de sistemas de controle de qualidade e APPCC em empresas de camarão-rosa e peixes marinhos, até a docência no Instituto Federal do Ceará. Eveline é uma defensora fervorosa da inclusão feminina no setor, acreditando que mulheres desempenham um papel crucial na sustentabilidade e excelência da indústria pesqueira, além de priorizar a contratação feminina para promover autonomia e independência financeira, consolidando sua missão de inspirar e abrir portas para outras mulheres na área.
Entidades de diversos setores produtivos, incluindo agronegócio, indústria, combustíveis e comércio, uniram-se em um manifesto que solicita uma análise detalhada e técnica antes de qualquer alteração na jornada de trabalho brasileira. O documento defende um debate amplo, embasado em dados e diálogo social, visando conciliar a qualidade de vida dos trabalhadores com a manutenção da competitividade e produtividade da economia. Um estudo aponta que a redução da jornada de trabalho pode gerar um acréscimo significativo de empregos no setor agropecuário do Paraná, mediante a necessidade de reposição da força de trabalho.
Navegante Maria dos Santos Mendonça, marisqueira de 54 anos, foi laureada na 3ª edição do Prêmio Mulheres das Águas na categoria Pesca Artesanal Estuarina. Ela se destaca por ser guardiã de saberes tradicionais, cofundadora e atual presidente da Associação de Mulheres Pescadoras e Artesãs de Grossos (AMPAG). Sob sua liderança, a associação tem fortalecido a autonomia financeira e a organização comunitária de mais de 1.300 mulheres no Nordeste, através de parcerias, comercialização conjunta de produtos e projetos voltados para a melhoria da qualidade de vida e a conservação ambiental. Navegante almeja agora a conquista de um selo artesanal para ampliar o mercado e garantir a perpetuidade da atividade.
Representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) participaram do evento International Day – Edição Canadá, em Ribeirão Preto (SP), reunindo delegações do Brasil e do Canadá para debater inovação, cooperação tecnológica e oportunidades de negócios no agronegócio. O encontro, que ocorreu nos dias 26 e 27 de fevereiro, promoveu discussões sobre investimentos, desenvolvimento de tecnologias e parcerias, além de destacar iniciativas como o Mapa Conecta e o Programa de Fortalecimento dos Ecossistemas de Inovação Agropecuária. A programação incluiu debates sobre aspectos regulatórios para empresas estrangeiras, um Pitch Show com startups brasileiras e canadenses, e visitas técnicas a empresas de biotecnologia e controle biológico de pragas, com o objetivo de discutir desafios regulatórios e segurança nos processos de inovação.
O governo federal publicou um decreto que regulamenta a aplicação de salvaguardas em acordos comerciais, visando proteger a indústria e o setor agrícola nacionais. As medidas, que podem incluir a suspensão temporária de descontos tarifários ou o estabelecimento de cotas, serão acionadas caso o aumento das importações sob condições preferenciais cause ou ameace causar prejuízo grave aos produtores locais. A decisão, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, atende a uma demanda do setor agrícola brasileiro, que buscava equiparação às regras mais rígidas recentemente aprovadas pelo Parlamento Europeu para importações agrícolas ligadas ao acordo com o Mercosul. A Câmara de Comércio Exterior (Camex) será responsável por adotar essas salvaguardas, após investigações conduzidas pelo Departamento de Defesa Comercial do MDIC.
As chuvas persistentes em Mato Grosso têm causado significativos prejuízos aos produtores de soja, impactando o encerramento da colheita. O excesso de precipitações impede a retirada dos grãos no momento ideal, resultando em maior deterioração, aumento da umidade e descontos na comercialização, com perdas estimadas em até R$ 1.800 por hectare em algumas regiões. A logística também foi afetada, com estradas rurais em condições precárias devido a atoleiros e interrupções no tráfego. A situação preocupa pois atrasa o plantio da segunda safra de milho, colocando em risco o cumprimento de contratos e a rentabilidade do produtor, que agora depende de uma melhora climática para mitigar os prejuízos.
O Sistema Faep demonstra apoio ao Projeto de Lei (PL) 1.940/2024, que propõe o ressarcimento a produtores rurais por perdas de produtos perecíveis causadas por interrupções e oscilações na rede elétrica. A iniciativa surge em resposta aos crescentes prejuízos enfrentados por agricultores e pecuaristas no Paraná, que acumulam perdas em diversas atividades, incluindo avicultura, suinocultura, bovinocultura de leite e, crucialmente, piscicultura, onde a falta de energia compromete sistemas de oxigenação e pode levar à mortalidade de peixes. O projeto, de autoria do deputado federal Marx Beltrão, estabelece a obrigação de indenização pelas concessionárias em caso de prejuízos comprovados, com prazos e multas previstos em caso de descumprimento, buscando maior segurança e previsibilidade para o setor produtivo.
Entidades do agronegócio paranaense, lideradas pelo Sistema Faep, apresentaram ao governo federal um plano para o Plano Safra 2026/27 com um montante de R$ 670 bilhões, sendo R$ 486,3 bilhões para custeio e comercialização e R$ 183,7 bilhões para investimento. As propostas visam garantir previsibilidade e competitividade ao setor, com atenção especial à pressão nos custos de produção, taxas de juros compatíveis e fortalecimento dos instrumentos de gestão de risco, incluindo o seguro rural e o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro). O documento também sugere o aumento dos limites de custeio para avicultura, suinocultura e piscicultura, e a ampliação de programas de investimento como RenovAgro e Pronamp Investimento.
O 36º Congresso Brasileiro de Zoologia (CBZ) reúne aproximadamente 1.600 participantes para discutir a integração entre ciência, indústria e poder público, consolidando-se como um marco em seus 66 anos de tradição. O evento aborda temas cruciais como métricas de biodiversidade e seus impactos ambientais, além de destacar a relevância da zoologia no cotidiano, desde a produção de alimentos e controle de pragas até a conservação ambiental e saúde pública. A escolha de Foz do Iguaçu como sede reforça a importância da região para discussões sobre biodiversidade e sustentabilidade, com o congresso buscando aproximar a produção científica das tomadas de decisão estratégicas e inspirar novas gerações, inclusive com o protagonismo feminino na ciência.
Cristiane Santos Oiticica, vencedora na categoria Pesca do Prêmio Mulheres das Águas, foi destacada pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) por sua dedicação à pesca artesanal e ao desenvolvimento social. Mulher de múltiplas formações, com atuação como professora, técnica em enfermagem e aquicultura, ela também lidera a Associação A32 do Baixo Sul da Bahia, transformando-a em referência na região e promovendo ações para o fortalecimento da categoria e da comunidade pesqueira, incluindo a implantação de uma fábrica de gelo e a conquista da sede própria da associação. Recentemente, como Secretária Municipal de Pesca e Aquicultura, Cristiane tem se destacado na defesa da pesca artesanal e no incentivo à aquicultura sustentável, articulando cursos profissionalizantes e políticas públicas inclusivas.
Fernanda de Araújo Moraes, ribeirinha de Carauari (AM), foi a vencedora na categoria Pesca Artesanal Continental do Prêmio Mulheres das Águas, que celebra a dedicação e superação feminina na pesca e aquicultura. Sua trajetória é marcada pela profunda conexão com o território do Médio Juruá e pelo compromisso com o manejo comunitário do pirarucu. Como primeira mulher presidenta da Associação de Moradores Agroextrativistas do Baixo Médio Juruá (AMAB), Fernanda tem ampliado o espaço de fala das mulheres, promovendo sua participação em processos estratégicos e inspirando novas lideranças. Sua atuação não apenas fortalece a governança comunitária e a proteção ambiental, mas também representa uma transformação cultural na legitimação da voz feminina em espaços de decisão.
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em parceria com a Superintendência Federal da Pesca e Aquicultura em Santa Catarina, entregou quase 200 Autorizações de Pesca regularizadas pelo Programa Nacional de Regularização das Embarcações de Pesca (PROPESC) em Florianópolis. A iniciativa visa garantir segurança jurídica aos pescadores, combater a pesca ilegal e promover a sustentabilidade da atividade, com destaque para a pesca da tainha, essencial para a economia e cultura do litoral catarinense. Com a documentação em dia, os pescadores obtêm tranquilidade para exercerem suas funções, evitam multas e apreensões, e ganham acesso a políticas públicas, como linhas de crédito e outros benefícios voltados ao fortalecimento da pesca artesanal e da gestão sustentável dos recursos pesqueiros.
A Região Sul do Brasil consolidou sua liderança na piscicultura nacional em 2025, registrando um aumento de 8,08% na produção de peixes de cultivo, totalizando 360.800 toneladas. Este desempenho superou o crescimento das demais regiões, com o Sudeste em segundo lugar (3,29%), Nordeste em terceiro (5,04%), Centro-Oeste em quarto (1,99%), e a Região Norte como a única a apresentar retração (-1,41%). O Sul também destaca-se por ter dois estados entre os cinco maiores produtores do país.
A piscicultura na América Latina, especialmente com o protagonismo do Brasil, está em um momento histórico de ganho de escala, integração e protagonismo global, impulsionado pelo avanço brasileiro e pela abertura de novas fronteiras produtivas. O evento IFC Brasil, realizado em Foz do Iguaçu, reflete essa evolução, com o Brasil alcançando a marca de 1 milhão de toneladas de peixes cultivados em 2025, consolidando o Paraná como o principal estado produtor e a tilapicultura como vetor da aquicultura nacional, representando 70% da produção brasileira. A iniciativa binacional no reservatório de Itaipu, com o Paraguai, marca uma nova etapa de desenvolvimento regional, com potencial para se tornar um dos maiores polos aquícolas da América Latina e um hub internacional de produção e inovação. O crescimento da tilapicultura brasileira, fortalecido por fatores como redução de tarifas de importação nos EUA, mercado interno aquecido e novas tecnologias, influencia toda a dinâmica latino-americana, com países como Paraguai, Colômbia e Equador ampliando investimentos e buscando integração comercial e técnica, configurando um ecossistema regional em rápida expansão. O IFC Brasil se afirma como um espaço estratégico para debater o crescimento sustentável do setor e o posicionamento da América Latina no mercado global de alimentos.
A C.Vale registrou um expressivo aumento de 13,97% no abate de tilápias em 2025, alcançando 54,2 milhões de quilos processados em seus frigoríficos no Paraná. A cooperativa, que contou com a entrega de 50,8 milhões de peixes por 275 piscicultores integrados, também teve um desempenho notável na produção de alevinos e juvenis, totalizando 78,1 milhões e 60,6 milhões, respectivamente. O resultado impulsionou a produção de 22 milhões de quilos de produto acabado, com 73% direcionados ao mercado interno e exportações para países como Estados Unidos e Tailândia. O ano foi marcado por recordes diários de abate em suas unidades, evidenciando a força da piscicultura como atividade estratégica e geradora de renda para os associados da C.Vale.
Em 2025, o mercado brasileiro de tilápia registrou uma queda de 1% nas exportações, com um recuo inicial nos preços ao produtor devido à maior oferta de peixes de biomassa elevada. Embora os preços tenham se recuperado no segundo semestre, impulsionados pela oferta mais restrita e melhora na demanda, a média geral anual ficou abaixo da de 2024. Para 2026, o setor projeta um crescimento mais moderado de cerca de 3%, influenciado pela oferta regular e pela comercialização aquecida de alevinos, mas atento a fatores como tarifas de exportação e importações.
Um produtor de tilápias em Tupãssi, no Oeste do Paraná, enfrenta um prejuízo estimado em R$ 9 milhões após uma sequência de oscilações e quedas no fornecimento de energia elétrica, que resultou na morte de cerca de 900 mil peixes. A falta de energia danificou equipamentos essenciais para a oxigenação da água, comprometendo 90% a 95% da produção que estava pronta para o abate. O produtor já acionou judicialmente a concessionária de energia, que foi intimada a regularizar o serviço sob pena de multa diária, enquanto a empresa aguarda a notificação oficial para análise e providências.
Diante de um consumidor brasileiro cada vez mais digital, pressionado economicamente e influenciado por cargas emocionais nas decisões de compra em 2026, a carne suína encontra um cenário propício para reposicionamento. Relatório da MiQ destaca que 74% das compras iniciam no smartphone e que o consumidor, atento a preços e influenciado por redes sociais e vídeos, busca experiências rápidas, personalizadas e transparentes. A Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS) vê a oportunidade de adaptar a comunicação e a oferta de cortes e receitas para atender a esse perfil híbrido, estratégico e exigente, reforçando o valor nutricional e o custo-benefício da proteína suína como diferenciais.
A Safeeds inaugurou em Cascavel (PR) o Centro de Pesquisa e Excelência (CEPEX), um investimento de R$20 milhões em recursos próprios, voltado para pesquisa aplicada em nutrição animal. A estrutura, considerada uma das mais modernas do Brasil, visa gerar informações técnicas e conhecimento científico para o setor de proteína animal, com destaque para a produção de tilápia, onde o Brasil ocupa a quarta posição mundial. O CEPEX conta com instalações de padrão internacional, incluindo laboratórios, unidades experimentais para suínos, peixes e aves, e uma fábrica de ração exclusiva, fortalecendo o desenvolvimento tecnológico e a competitividade da cadeia produtiva.
A Bahia discutiu estratégias para otimizar o recebimento de embalagens de defensivos agrícolas através do Programa Campo Limpo. O encontro reuniu representantes da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) e o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (InpEV). Em 2025, mais de seis mil toneladas de embalagens foram recolhidas, principalmente na região Oeste do estado, e a meta é ampliar o sistema de destinação correta desses materiais, visando a redução de riscos ambientais e a eficiência na agricultura baiana.
Um recente encontro promovido pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA) destacou a importância da comunicação na estratégia para ampliar oportunidades comerciais e fortalecer a reputação do agronegócio brasileiro junto à União Europeia. O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Luis Rua, ressaltou a relevância do bloco europeu, não apenas pelo seu tamanho e poder aquisitivo, mas também pelo alto grau de exigência regulatória, afirmando que o acordo firmado não altera os rigorosos padrões sanitários já cumpridos pelo Brasil. A construção de uma imagem positiva, embasada em dados consistentes sobre sustentabilidade e eficiência produtiva, foi apontada como essencial para a inserção brasileira neste mercado influente.
O agronegócio brasileiro encontra-se em estado de alerta devido ao fechamento do Estreito de Ormuz, uma decisão que impacta diretamente o escoamento de produtos como carne halal, soja e açúcar para o Oriente Médio e países árabes. Embora a situação exija cautela e análise jurídica para a renegociação de rotas, que podem gerar custos adicionais e maior complexidade logística, especialistas apontam que o Brasil possui vantagem em outros mercados, como China e União Europeia, mitigando parcialmente o risco. A instabilidade regional e o aumento de custos de frete e seguros demandam monitoramento contínuo das exportadoras.
As chuvas registradas em fevereiro favoreceram o desenvolvimento da agricultura em grande parte do Brasil, especialmente nas regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste, impulsionando os cultivos de primeira e segunda safra. Contudo, a Região Sul, particularmente o Rio Grande do Sul, enfrentou restrições hídricas que impactaram negativamente o desenvolvimento e a colheita da soja, enquanto o plantio de milho segunda safra apresentou progressão em alguns estados, mas atrasos em outros devido às condições climáticas.
O Ministério da Pesca e Aquicultura, em parceria com a B3 e o Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República, realizará no dia 3 de março, a partir das 10 horas, o leilão de concessão para a exploração dos Terminais Pesqueiros Públicos (TPPs) de Aracaju (SE), Santos (SP) e Cananéia (SP). O processo concede ao setor privado o direito de explorar economicamente os terminais por 20 anos, com previsão de investimentos significativos para modernização e operação das instalações, sendo o critério de julgamento a maior oferta de outorga para cada TPP. Jornalistas poderão acompanhar o evento presencialmente, mediante confirmação de presença, ou pela transmissão online da TV B3.