Acompanhe os principais destaques da piscicultura e aquicultura no Brasil.
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A cooperativa C.Vale foi agraciada, pelo segundo ano consecutivo, com o Prêmio Exportador do Ano 2026, um dos mais importantes reconhecimentos empresariais do Paraguai. A premiação, recebida na categoria "Maiores Exportadores", destaca a significativa atuação da cooperativa no agronegócio paraguaio e sua crescente participação no comércio internacional de produtos agrícolas, consolidando sua posição em um mercado de commodities cada vez mais relevante globalmente.
A recente reforma tributária no Brasil, embora apresentada como um avanço histórico para simplificar impostos e estimular investimentos, gera apreensão no setor agropecuário. O produtor rural pode enfrentar um cenário de aumento de custos e maior complexidade administrativa devido à transição para o IVA dual, exigindo adaptações tecnológicas e contábeis que impactam principalmente pequenos e médios produtores. A convivência de regimes tributários distintos durante o período de transição e a possível redução de benefícios fiscais históricos para o agronegócio podem elevar a carga tributária efetiva e os custos de produção, além de introduzir insegurança jurídica e desestimular investimentos. Especialistas alertam para a necessidade de sensibilidade do governo e do Congresso para corrigir distorções e garantir um sistema tributário equilibrado e compatível com a realidade do campo.
O Ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, participou do lançamento do Open Lab de Biotecnologia na Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e de reuniões com comunidades pesqueiras em Raposa (MA), com foco em inovação e reaproveitamento do pescado. O ministro destacou a importância de parcerias com instituições de ensino para o desenvolvimento da pesca e aquicultura no estado, ressaltando que a aquicultura "já é o presente". Araujo também enfatizou a vocação do Maranhão para o setor, que movimenta mais de 10 mil toneladas de pescado anualmente, e a necessidade de união entre governo, setor produtivo e diferentes segmentos da pesca e aquicultura para fortalecer a atividade. Eventos como a capacitação gratuita do Programa Nacional de Regularização de Embarcação de Pesca (PROPESC) em Raposa visam a universalização do consumo de pescado e a gestão responsável dos recursos pesqueiros. O Maranhão se destaca como um dos maiores produtores de pescado e tem registrado um crescimento na aquicultura, com destaque para tilápia e tambaqui.
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) participou ativamente do 2º Diálogo BRICS sobre Pesca e Aquicultura, um encontro virtual organizado pela Índia em 2026. O evento reuniu representantes de 11 países membros, focando na troca de informações sobre governança, programas de desenvolvimento, conservação ambiental e cooperação em ciência e inovação. O Brasil reforçou seu compromisso com a expansão sustentável da aquicultura, a modernização da pesca e o aprimoramento das cadeias de valor, alinhando-se aos planos de ação do BRICS e à Transformação Azul da FAO, com especial atenção à pesca artesanal e à aquicultura de pequena escala. Juntos, os países do BRICS representam mais de 60% da produção global de pescado.
A piscicultura brasileira registrou um crescimento expressivo de 58,6% na última década, alcançando a marca histórica de mais de 1 milhão de toneladas em 2025 e consolidando o país como o maior produtor de peixes de cultivo nas Américas. A tilápia, em particular, impulsionou esse avanço com um aumento de 148,2% em sua produção, representando 70% do total nacional e superando outras proteínas em expansão. O Brasil mira agora a liderança global na produção de peixes de cultivo até 2040, através de investimentos em tecnologia, genética, manejo e ampliação de mercados internos e externos, apesar de desafios como a concorrência de importações e a necessidade de aprimorar a indústria de processamento para filés congelados.
Uma pesquisa de mestrado do Instituto de Pesca (IP-APTA) investiga a segurança ambiental de bioherbicidas microbianos, alternativas sustentáveis aos agrotóxicos convencionais. O estudo foca em avaliar potenciais danos a células de peixes e anfíbios, utilizando linhagens celulares de tecido conjuntivo e hepático para analisar a interação desses compostos com organismos aquáticos não-alvo. A pesquisa adota o princípio dos 3 R's, visando substituir e reduzir a experimentação animal, contribuindo para o desenvolvimento de soluções agrícolas mais seguras e a conservação da fauna aquática.
O Ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, realizará visitas ao Rio de Janeiro nos dias 1º e 2 de junho para encontros com o setor produtivo do estado, um importante polo de produção pesqueira e aquícola, especialmente na criação de tilápias. Na segunda-feira, 1º de junho, o ministro visitará o Ceasa/RJ, segundo maior centro de distribuição de alimentos do país. No dia seguinte, 2 de junho, a agenda inclui um encontro com representantes do setor produtivo em São Pedro da Aldeia.
Os preços dos ovos apresentaram uma queda em maio, atingindo o menor patamar real para o período desde 2022, conforme levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A média parcial de maio, até o dia 27, ficou abaixo da registrada em abril, evidenciando um mercado mais lento na segunda quinzena do mês. O enfraquecimento do consumo e a menor movimentação no varejo contribuíram para a desaceleração das vendas. Apesar disso, o equilíbrio entre oferta e demanda nas granjas manteve as cotações, mas descontos pontuais foram concedidos no final do mês para escoar a produção. A expectativa é de recuperação com a virada do mês, quando tradicionalmente a demanda tende a reagir.
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em parceria com a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), firmou um acordo para a descentralização de recursos destinados a projetos de pesquisa e desenvolvimento. A iniciativa, oficializada no documento n. 05/2026, visa fortalecer as atividades científicas ligadas à aquicultura e áreas correlatas, impulsionando a inovação e o conhecimento no setor pesqueiro nacional.
Irineo da Costa Rodrigues, presidente da LAR Cooperativa, foi agraciado com a Medalha do Mérito Industrial 2026 pela Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), em reconhecimento à sua atuação na industrialização do Oeste do Paraná e na expansão da cooperativa. Sob sua liderança, a LAR intensificou suas operações em proteína animal, grãos e processamento de alimentos, promovendo a agregação de valor à produção agropecuária regional. A indicação para a honraria partiu do Sindiavipar, entidade que representa a indústria avícola paranaense.
Mato Grosso está intensificando esforços para expandir suas exportações de carne bovina para a Indonésia, o quarto país mais populoso do mundo e o maior com população muçulmana. O objetivo é estreitar relações comerciais e apresentar o potencial da produção estadual, que já lidera as exportações brasileiras e possui certificação halal. O estado conta com unidades frigoríficas autorizadas para atender este mercado estratégico, e dados recentes indicam um aumento nas vendas e na receita gerada, com expectativas de crescimento futuro.
O governo federal decidiu não impor medidas antidumping sobre as importações de leite em pó da Argentina e do Uruguai, contrariando recomendação de seu próprio comitê que reconheceu a prática de dumping com margens de até 60% e 50%, respectivamente. Apesar do reconhecimento de danos à produção nacional, a decisão não será aplicada no momento, o que leva o Sistema Faep a trabalhar ativamente para reverter a situação, buscando garantir condições justas de concorrência para os pecuaristas brasileiros e sustentar a pecuária leiteira no país.
Os preços da arroba do boi gordo apresentaram alta nos últimos dias de maio, impulsionados pela forte demanda das exportações brasileiras de carne bovina e pela oferta restrita de animais para abate. Segundo pesquisadores do Cepea, o Indicador do Boi Gordo Cepea/Esalq, após uma queda no início do mês, recuperou-se nas semanas seguintes, acumulando uma valorização de 0,87% entre 19 e 26 de maio, atingindo R$ 347,80 por arroba. Essa recuperação ocorre em um cenário de embarques recordes de carne bovina in natura, com a média diária de exportação superando o volume registrado no mesmo período do ano anterior, sinalizando um possível novo recorde de exportações para o mês.
O mercado brasileiro reage às exigências europeias focando em barreiras comerciais, mas ignora uma fragilidade estrutural: a dificuldade em provar a origem, conformidade e riscos ocultos em suas próprias cadeias de suprimentos. Mercados sofisticados não buscam apenas eficiência e custo competitivo, mas sim rastreabilidade, governança e previsibilidade, julgando o sistema por trás do produto. A falta de controle sobre elos pulverizados e fornecedores indiretos expõe vulnerabilidades financeiras, trabalhistas e reputacionais, tornando a demonstração de controle integral da cadeia um fator crucial para a sobrevivência econômica no comércio global, onde a incapacidade de provar a origem pode ser interpretada como incompetência estratégica.
A Embrapa incorporou dados do vírus Influenza A à sua Central de Inteligência em Saúde Suína (CISS), plataforma nacional que visa monitorar e controlar enfermidades em rebanhos brasileiros. O anúncio, feito durante o Simpósio Internacional de Suinocultura, destaca a expansão do escopo da CISS, que já conta com informações sobre o Mycoplasma hyopneumoniae. A plataforma, inspirada em modelos internacionais, utiliza dados anônimos de Laboratórios de Diagnóstico Veterinário e padrões de codificação internacional para subsidiar a tomada de decisão, fortalecer a vigilância epidemiológica e aumentar a sustentabilidade da suinocultura no país.
A Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio) adiou qualquer deliberação sobre a classificação da tilápia como espécie exótica invasora no Brasil, optando por estabelecer um grupo de trabalho com 90 dias para definir os critérios técnicos que guiarão futuras análises. A decisão foi tomada durante a 77ª reunião ordinária da comissão, focada na metodologia para o tratamento de espécies invasoras, e visa afastar, por ora, qualquer definição individualizada, conforme esclareceu o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. O setor da aquicultura acompanha o debate com preocupação, temendo impactos na produção nacional de peixes de cultivo.
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) anunciou que a Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio) adiou por 90 dias a decisão sobre a classificação da tilápia e outros organismos aquícolas como espécies invasoras. A medida visa a criação de um Grupo de Trabalho para aprofundar o debate técnico-científico sobre a Lista Nacional de Espécies Exóticas Invasoras. A Conabio, presidida pelo Ministério do Meio Ambiente, buscou ampliar a discussão com especialistas e setores envolvidos para subsidiar deliberações com maior robustez técnica, segurança jurídica e alinhamento socioeconômico e ambiental. O MPA manifestou preocupação com os potenciais impactos econômicos e sociais de incluir espécies como a tilápia, tambaqui, pacu, pirarucu, camarão-marinho, ostra do Pacífico e macroalga Kappaphycus alvarezii na lista, considerando que estas representam cerca de 90% da produção aquícola nacional e geram R$ 9,6 bilhões anualmente, contribuindo para a renda, empregos e segurança alimentar do país.
A Aquishow Brasil, principal evento do país para produtores de peixes de cultivo, acontecerá em Uberlândia (MG), de 9 a 11 de junho de 2026, no Castelli Master. Pelo segundo ano consecutivo na região, o evento visa impulsionar a piscicultura em Minas Gerais e em todo o Brasil. Dentre os destaques, o Prêmio de Inovação Aquícola, o Prêmio Personalidades Brasileiras da Aquicultura e um curso de sanidade focado nos desafios sanitários da tilápia em âmbito nacional e latino-americano, com palestras de especialistas e discussões sobre patógenos emergentes e estratégias de controle. A organização, a cargo da Peixe SP, espera reunir mais de 100 empresas e 7 mil visitantes, com o objetivo de movimentar 10% a mais que os R$ 115 milhões alcançados na edição anterior.
O Ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, realizará agendas oficiais no Maranhão nos dias 28 e 29 de maio. Sua visita incluirá a capacitação do Programa Nacional de Regularização de Embarcação de Pesca (PROPESC), fundamental para a regularização de embarcações registradas no Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP). Além disso, o ministro visitará comunidades pesqueiras tradicionais, apresentará projetos dos setores aquícola e pesqueiro ao reitor da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e participará da inauguração de laboratórios de inovação da instituição.
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) apresentou o Plano de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura (PNDSA), um plano com ações para a próxima década, que visa promover a aquicultura brasileira de forma integrada, sustentável e inclusiva. A proposta também inclui a instituição da rede ProAqui, para agilizar a governança do plano, e foi discutida durante a 7ª reunião extraordinária do Conselho Nacional de Aquicultura e Pesca (CONAPE). O PNDSA foi elaborado com a colaboração de diversos setores e da sociedade civil, buscando organizar metas, prioridades e responsabilidades para o desenvolvimento do setor.
O setor de pescado é chamado a aprender com recentes alertas sanitários da Anvisa, que, embora não foquem diretamente no caso em si, evidenciam a importância da maturidade regulatória em processos como rastreabilidade, planos de recolhimento e comunicação clara com consumidores e cadeia produtiva. A norma RDC nº 655/2022 estabelece diretrizes detalhadas para recolhimento de alimentos, exigindo que empresas possuam planos documentados e testados, com capacidade de responder rapidamente a perguntas sobre lotes afetados, distribuição e volume. A comunicação eficaz, com mensagens objetivas e úteis, além de treinamento da equipe e simulações periódicas, são fundamentais para demonstrar responsabilidade, controle e proteger a saúde dos consumidores e a reputação das empresas, ressaltando a necessidade de maior transparência pública de dados comparável a padrões internacionais.
O Governo Federal sancionou a Lei nº 15.414, de 21 de maio de 2026, que estabelece a Semana Nacional da Promoção da Pesca Artesanal, a ser celebrada anualmente na semana do dia 29 de junho, data dedicada a São Pedro e aos trabalhadores da pesca no Brasil. A iniciativa visa valorizar a atividade pesqueira artesanal, praticada por mais de um milhão de pessoas no país, e promover ações de fomento e reconhecimento à sua importância para a segurança alimentar, a economia familiar e a preservação dos recursos naturais.
A aquicultura no Brasil busca expandir sua eficiência produtiva e otimizar o uso de recursos naturais através da implementação de sistemas multitróficos. Este modelo integra diversas espécies aquáticas em uma mesma unidade, permitindo que os resíduos de um organismo sirvam de nutriente para outro, reduzindo o desperdício e aprimorando o controle ambiental. Especialistas apontam o potencial desses sistemas para aumentar a produtividade, aplicar conceitos de economia circular e mitigar impactos ambientais, embora a transição dos modelos de monocultura para os multitróficos represente um desafio a ser superado com o avanço da pesquisa, extensão e transferência de tecnologia.
A atual safra do pargo, espécie de grande relevância socioeconômica para municípios costeiros do Norte e Nordeste do Brasil, inicia-se sob um cenário de incertezas. Apesar de ser o segundo produto pesqueiro mais exportado pelo país, movimentando milhões de dólares entre 2015 e 2025, o pargo está listado como ameaçado de extinção desde 2014 devido à pesca excessiva. Medidas de recuperação e planos de gestão, como o estabelecimento de um limite máximo de captura, foram acordados há anos entre ministérios, setor pesqueiro e cientistas, porém, sua implementação permanece pendente, gerando apreensão quanto ao futuro da atividade e à preservação da espécie.
O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) comemora 85 anos de atuação, marcando sua presença na evolução da agricultura brasileira desde a dependência de importações até a consolidação do país como potência do agronegócio. Ao longo desse período, a entidade acompanhou ciclos de modernização, avanços tecnológicos, regulatórios e produtivos, desde sua fundação como Sindag em 1941, em um cenário de baixa mecanização e produção regionalizada, até a atualidade, com a agricultura de precisão, digitalização e foco em bioinsumos e sustentabilidade, reunindo 22 empresas associadas e consolidando-se como referência técnica e institucional.
Produtores rurais que enfrentam perdas significativas devido a desastres climáticos, como secas e enchentes, poderão ter acesso simplificado a crédito, seguro rural subsidiado e renegociação de dívidas. O Projeto de Lei 5029/2025, aprovado pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, propõe a criação do Programa de Amparo ao Produtor Rural (PAPR). A iniciativa visa apoiar a recuperação da capacidade produtiva de agricultores e pecuaristas, com o governo federal autorizando o pagamento de até 90% do prêmio do Seguro Rural para a safra seguinte, destinado a produtores com perdas acima de 50% em atividades agrícolas, pecuárias, silviculturais, aquícolas ou extrativistas.
Pesquisadores da Embrapa alertaram a Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio) sobre os riscos de uma proposta que visa incluir espécies aquícolas comerciais, como tilápia, tambaqui e camarão marinho, na Lista Nacional de Espécies Exóticas Invasoras. Segundo a entidade, uma classificação genérica e sem critérios regionais pode acarretar insegurança jurídica, prejudicar exportações de produtos como a tilápia, dificultar licenciamentos ambientais e afetar cadeias produtivas consolidadas na aquicultura e carcinicultura brasileira, que movimentam bilhões e geram milhares de empregos, como no caso do tambaqui e do camarão Penaeus vannamei.
A Embrapa deu um passo significativo na transição energética e na descarbonização da economia brasileira com o lançamento do projeto Bioinova, que conta com um investimento de R$ 14 milhões. A iniciativa, liderada pela Embrapa Agroenergia e com a colaboração de quatro outras unidades da empresa, visa desenvolver soluções científicas e tecnológicas para transformar biomassa e resíduos agroindustriais em energia, combustíveis renováveis e insumos de base biológica. Com duração de 36 meses, o projeto busca modernizar equipamentos, fortalecer a infraestrutura e gerar 10 metas voltadas para a produção sustentável de energia e materiais renováveis, incluindo combustíveis sustentáveis de aviação (SAF), biohidrogênio, biometano e etanol.
A Páscoa de 2026 registrou resultados expressivos para o setor pesqueiro brasileiro, com um aumento de cerca de 10% no volume de vendas em comparação com o ano anterior, segundo a Abipesca. Mesmo diante de um cenário macroeconômico adverso, com juros elevados, o consumidor demonstrou atenção ao custo-benefício, impulsionando a procura por espécies como o salmão, que apresentou preços mais acessíveis devido à cotação do dólar. A tilápia manteve preços estáveis, com alta demanda em peixes inteiros para feiras, conforme apontado pelo Cepea. Na carcinicultura, os preços do camarão apresentaram uma leve alta após a Semana Santa, diferindo da tendência histórica. O pescado importado também desempenhou um papel estratégico no abastecimento do mercado nacional.
A potencial classificação da tilápia como espécie exótica invasora no Brasil tem gerado debates intensos, especialmente por sua predominância na aquicultura nacional e seu papel na segurança alimentar. Embora a introdução de espécies com potencial invasor deva ser evitada, a avaliação de risco precisa considerar aspectos ambientais, sociais, econômicos e históricos, além da necessidade de produção eficiente de alimentos. A tendência internacional é de uma abordagem baseada em análise de risco e contexto regional, em vez de uma lógica binária, buscando compatibilizar a conservação da biodiversidade com a sustentabilidade econômica da cadeia produtiva. O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) tem atuado no diálogo com órgãos ambientais e o setor produtivo, defendendo que espécies utilizadas na aquicultura não sejam classificadas como invasoras, a fim de evitar impactos regulatórios e econômicos negativos.
A China suspendeu temporariamente as exportações de três frigoríficos brasileiros — unidades da JBS, PrimaFoods e Frialto — devido a irregularidades sanitárias em cargas de carne bovina. A medida, confirmada pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), tem caráter preventivo e temporário, enquanto as empresas investigam a origem das cargas e corrigem os problemas apontados pelas autoridades chinesas, como a presença de hormônio sintético. Paralelamente, a China liberou a retomada das exportações de outras três plantas brasileiras anteriormente embargadas.
A indústria brasileira de óleos vegetais projeta um marco histórico para 2026, com a expectativa de esmagar 62,5 milhões de toneladas de soja. Essa nova projeção, divulgada pela Abiove, reflete o crescimento da safra nacional e o aumento da demanda por derivados como farelo e óleo de soja, impulsionando a cadeia da proteína animal e a produção de biocombustíveis. O avanço no processamento interno visa agregar valor à produção agrícola e consolidar o papel estratégico do Brasil na agregação de valor, com estimativas de produção de 48,1 milhões de toneladas de farelo e 12,55 milhões de toneladas de óleo de soja.
Produtores de soja e milho segunda safra no Sul e Sudeste do Brasil têm a oportunidade de acessar novas faixas de subvenção no seguro rural através do Zoneamento Agrícola de Risco Climático Níveis de Manejo (ZarcNM). A iniciativa, que em sua segunda fase piloto beneficiará as culturas da soja no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul, e o milho segunda safra no Paraná e Mato Grosso do Sul, exige que os interessados iniciem os preparativos agora. O processo envolve análise de solo em laboratórios credenciados, registro das informações por operadores de contrato de seguro rural em plataforma da Embrapa (SiNM), que determinará o nível de manejo e, consequentemente, o percentual de subvenção, que pode variar de 20% a 50%, dependendo da cultura e do nível alcançado.
Os preços da carne de frango apresentaram alta entre abril e a parcial de maio no mercado paulista, um movimento que impactou negativamente sua competitividade em relação às carnes suína e bovina. Conforme dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o frango inteiro resfriado foi comercializado em média a R$ 7,31 por quilo no atacado da Grande São Paulo, com um aumento de 1,6% em relação a abril. A valorização foi impulsionada pela demanda doméstica robusta e pelo bom desempenho das exportações avícolas, embora uma desaceleração nas negociações tenha sido observada na segunda quinzena de maio, com possíveis ajustes negativos futuros. A diferença de preço entre o frango e a carne suína diminuiu significativamente, enquanto a disparidade em relação à carne bovina se mantém mais ampla.
O mercado lácteo brasileiro encerrou o primeiro trimestre de 2026 com uma expressiva alta de 17,6% nos preços pagos aos produtores, impulsionada pela redução na oferta de leite no campo. Apesar da valorização acumulada, o valor médio em março ainda se manteve abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior, com uma queda real de 18,7%. A menor produção, atribuída a fatores sazonais e à cautela dos produtores, elevou a concorrência entre as indústrias, sustentando os reajustes. Contudo, os custos de produção, especialmente com alimentação e logística, continuam a pressionar a rentabilidade, enquanto o mercado de derivados observa sinais de desaceleração no consumo devido aos preços elevados e as importações mantêm influência sobre o setor.
A Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio) analisa nesta quarta-feira (27) a inclusão da tilápia em uma lista de espécies exóticas invasoras, o que, segundo a Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), pode levar a uma queda de até 90% nas exportações brasileiras do peixe em seis meses, gerando perdas superiores a US$ 38 milhões. A medida preocupa o setor, pois o status de "espécie invasora" pode ser interpretado pelo mercado externo como um risco ambiental reconhecido pelo Brasil, abrindo portas para barreiras comerciais severas, especialmente nos Estados Unidos, principal destino da tilápia nacional.
O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Paraná (CRMV-PR) denunciou ao Ministério Público o exercício ilegal da zootecnia, após constatar em redes sociais a oferta irregular de consultoria técnica voltada para a aquicultura. Duas pessoas sem habilitação legal estariam oferecendo planejamento e orientação em manejo produtivo e alimentar, atividades privativas de zootecnistas, médicos-veterinários e engenheiros-agrônomos, conforme a legislação federal. A prática irregular pode comprometer o desempenho produtivo, a sanidade animal e a segurança dos sistemas de produção, além de impactar negativamente o bem-estar animal e gerar prejuízos zootécnicos.
O sistema PesqBrasil Pescador Profissional e a Consulta Pública estarão temporariamente indisponíveis para manutenção programada entre as 19h do dia 26/05/2026 e as 7h do dia 27/05/2026. A interrupção no serviço impedirá o acesso, consultas e operações, visando a implementação de uma nova versão do sistema que habilitará o envio mensal do Relatório de Exercício da Atividade Pesqueira (REAP). A iniciativa busca aprimorar a estabilidade e eficiência das ferramentas para o setor pesqueiro.
O setor de Alimentação Fora do Lar em São Paulo registrou um expressivo crescimento de 20,3% entre 2024 e 2025, impulsionado pela crescente busca dos consumidores por praticidade e conveniência no cenário pós-pandemia. Segundo pesquisa da Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo (Fhoresp), o estado agora conta com mais de 550 mil estabelecimentos ativos no ramo, consolidando modelos de negócios flexíveis, como entregas de marmitas e alimentação corporativa, e refletindo também o impacto positivo do turismo no setor.
Aprender a preparar um delicioso tambaqui assado no forno com temperos simples e um modo de preparo fácil é a proposta desta receita. O peixe, que figura como a segunda espécie mais produzida na piscicultura nacional, atrás apenas da tilápia, totalizou 113 mil toneladas em 2024, um crescimento de 3,92% em relação ao ano anterior. Cultivado majoritariamente na região Norte, com destaque para Rondônia, o tambaqui tem seu fomento, ordenamento e pesquisa apoiados pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), através de parcerias, zoneamento de parques aquícolas e incentivo a pesquisas de melhoramento genético.
O 10º Simpósio de Controle de Qualidade do Pescado, realizado em Santos, reuniu especialistas, indústria e órgãos públicos para discutir desafios e tendências na cadeia produtiva do pescado no Brasil. O evento, organizado pelo Instituto de Pesca, abordou temas como segurança alimentar, inovação, sustentabilidade, rastreabilidade e aproveitamento integral do pescado, além de estratégias para ampliar o consumo e a competitividade do setor. As discussões também focaram nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU e na busca por soluções que integrem ciência, indústria e mercado para o desenvolvimento sustentável da pesca e aquicultura no país.
Em um evento da Organização das Nações Unidas, o Ministério da Pesca e Aquicultura do Brasil destacou as oportunidades para o setor pesqueiro e a conservação de espécies marinhas transzonais e altamente migratórias. A participação ocorreu em consultas sobre o Acordo BBNJ (Biodiversidade Marinha em Áreas Além da Jurisdição Nacional) e o UNFSA (Acordo sobre a Conservação e Ordenamento de Populações de Peixes Transzonais e Altamente Migratórios), visando o ordenamento da pesca em alto mar e a coordenação entre mais de cinquenta organizações internacionais. O Assessor Especial Internacional do MPA defendeu a participação ativa de autoridades pesqueiras nacionais e comunidades costeiras nos processos decisórios, enfatizando a importância da cooperação para a conservação e o uso sustentável dos recursos marinhos.
A GTF, detentora da marca Canção, está ampliando seu portfólio de tilápia, com o objetivo de fortalecer sua presença no varejo e aumentar a eficiência de sua produção. A empresa tem investido na verticalização de seus processos, expandindo sua fazenda própria no Paraná para ganhar escala e se tornar menos dependente do mercado de matéria-prima. Essa estratégia permitiu à marca dobrar sua capacidade de processamento e busca posicioná-la entre as três maiores empresas de tilápia do Brasil. Além do filé tradicional, a Canção aposta em produtos processados de valor agregado, como bolinhos e "peixinhos" formatados, e utiliza marketing de alta visibilidade, incluindo parcerias com o Santos Futebol Clube e o jogador Neymar, para impulsionar a marca e atrair novos consumidores.
A tilapicultura brasileira enfrenta desafios significativos com o aumento da importação de filé de tilápia do Vietnã, que acarreta riscos econômicos e sanitários à cadeia produtiva nacional. A concorrência é desequilibrada devido ao forte apoio governamental e custos de produção reduzidos no Vietnã, contrastando com o "Custo Brasil", que inclui alta carga tributária, energia cara e dificuldades logísticas no país. Além disso, a presença do vírus TiLV (Tilapia Lake Virus) no Vietnã representa uma grave ameaça sanitária, pois o Brasil é atualmente livre dessa doença, e sua introdução poderia causar impactos devastadores. A suspensão temporária das importações pelo Ministério da Agricultura e Pecuária reforça a preocupação com a segurança sanitária, demonstrando a necessidade de defender a produção nacional, a qualidade, a rastreabilidade e a geração de empregos, bem como a segurança alimentar e a soberania do país.
A Copacol projeta um crescimento real entre 10% e 20% para 2026, fundamentando suas expectativas na força de sua marca no ponto de venda e em um modelo de integração vertical que garante a qualidade estável da tilápia em toda a cadeia produtiva, da ração ao consumidor. Durante a APAS SHOW 2026, a cooperativa destacou o aumento de 20% no volume de vendas em relação ao ano anterior, mitigando riscos do mercado internacional com foco no mercado doméstico, além de anunciar o lançamento do Petisco de Tilápia Copacol, visando ampliar as ocasiões de consumo do pescado.
A MCassab Nutrição e Saúde Animal (NSA) anuncia a contratação de Lucielma Holtz para gerenciar a unidade de negócios de aves, fortalecendo a atuação da companhia neste segmento. Com mais de 20 anos de experiência no mercado avícola, incluindo especializações em marketing, gestão comercial e avicultura, Holtz traz um histórico focado em áreas comerciais e de negócios, com expertise em relacionamento com clientes e desenvolvimento de mercado. Sua chegada visa impulsionar o crescimento da área, contando com o reconhecimento e a experiência da profissional no setor.
A Costa Marine está focando em conservas de maior valor agregado como estratégia central para crescer no varejo alimentar, buscando ampliar margens e superar desafios de oferta. Durante a APAS SHOW 2026, a empresa apresentou sua diversificação de portfólio, que inclui desde opções de "primeiro preço" até produtos gourmet. Destaque para o Lombo de Pirarucu no Azeite com Alecrim, posicionado como o primeiro pirarucu em lata do mundo, proveniente de manejo sustentável na Amazônia, além de filés de tilápia e sardinha em versões especiais. A estratégia de diversificação também abrange espécies de cultivo e manejo controlado para mitigar a instabilidade no abastecimento de peixes como a sardinha, que se mantém como um gargalo logístico para a companhia, exigindo importação para suprir a demanda.
Uma proposta em análise na Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio) pode classificar a tilápia como espécie exótica invasora, gerando apreensão no setor da piscicultura brasileira, responsável por cerca de 65% da produção nacional de peixes. Embora o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima sustente que a medida visa apenas aspectos técnicos e não prevê proibição imediata do cultivo, entidades do agronegócio temem que a classificação abra portas para futuras restrições, insegurança jurídica, dificuldades no licenciamento ambiental, acesso ao crédito e possíveis barreiras comerciais internacionais, com estimativas de perdas superiores a US$ 38 milhões. A decisão da Conabio, composta por representantes de diversos ministérios, universidades e sociedade civil, será crucial para o futuro regulatório da piscicultura no país, buscando um equilíbrio entre preservação ambiental e desenvolvimento produtivo.
A Korin marcou presença na APAS Show 2026 para consolidar sua atuação no mercado de pescados, destacando a expansão de seu portfólio com o salmão da Patagônia, certificado em bem-estar animal e disponível em versões posta e defumada. A empresa celebrou um crescimento superior a 40% em sua categoria de pescado durante a Quaresma, impulsionado por ações de trade marketing e aumento de distribuição. Olhando para o futuro, a Korin anuncia planos de lançar truta defumada e ingressar no mercado de camarão orgânico ainda no segundo semestre de 2026, alinhada à crescente demanda do consumidor por alimentos práticos, saudáveis e livres de aditivos.
A Oceani, marca da Opergel, marcou presença na APAS Show para fortalecer sua atuação no varejo, apresentando um novo posicionamento estratégico e identidade visual. A empresa destacou o lançamento de um mascote nos pontos de venda e a linha de camarão segmentada para diferentes ocasiões de consumo. Segundo Lucas James, responsável pelo marketing da Oceani, as recentes mudanças nos hábitos de consumo, com foco em saudabilidade e alimentos proteicos, impulsionaram a aceitação da marca, cujo slogan "Leve o agora mais leve" ressalta os atributos naturais da proteína. A empresa registrou um desempenho histórico na Quaresma de 2026, com crescimento significativo atribuído à tendência de consumo saudável, otimização da operação de bacalhau e expansão de canais comerciais com a entrada em novas redes de varejo.