Acompanhe os principais destaques da piscicultura e aquicultura no Brasil.
Os preços da tilápia no mercado brasileiro apresentaram continuidade na alta em abril, impulsionados primordialmente pela restrição na oferta. Apesar de um ritmo de valorização mais moderado em comparação com o mês anterior, a demanda industrial desacelerou, com frigoríficos demonstrando maior cautela nas compras. Em contrapartida, o consumo em feiras livres, especialmente de peixes de maior peso, permaneceu robusto, auxiliando na sustentação das cotações. No cenário internacional, as exportações de tilápia e produtos derivados registraram nova queda em volume e receita, com os Estados Unidos, principal comprador, apresentando redução nas aquisições.
A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 2,7 bilhões na primeira semana de maio de 2026, impulsionada por um crescimento de 26,9% nas exportações em comparação com o mesmo período do ano anterior. O fluxo comercial totalizou US$ 15,4 bilhões, com exportações atingindo US$ 9,04 bilhões e importações em US$ 6,3 bilhões. No acumulado do ano, o superávit chega a US$ 27,5 bilhões, com destaque para o setor de Agropecuária, que apresentou um crescimento de 38,1% nas exportações, e a Indústria de Transformação, com alta de 36,4%. As importações da Indústria de Transformação também registraram aumento de 18,6%.
A Portos do Paraná registrou o melhor mês de abril de sua história, movimentando mais de 6 milhões de toneladas, um aumento de 11% em relação ao mesmo período do ano anterior. O crescimento foi impulsionado principalmente pelas exportações de soja, carnes e derivados de petróleo, com destaque para um aumento de 43% no embarque de soja em grão e 10,5% na carne de frango congelada, que consolida a posição brasileira nas exportações do produto. Simultaneamente, as importações apresentaram um crescimento de 2,7% em abril, com destaque para o aumento no desembarque de trigo, fertilizantes e cargas gerais, apesar de uma retração acumulada no quadrimestre atribuída a conflitos no Oriente Médio.
Enquanto o agronegócio brasileiro expandiu sua produção e conquistou novos mercados globais, atendendo a exigências sanitárias cada vez mais rigorosas, o número de auditores fiscais federais agropecuários diminuiu 39% nas últimas duas décadas e meia. O levantamento aponta que o país contava com 4.040 auditores em 2000, caindo para 2.461 em 2025, enquanto a demanda por fiscalização e a produção de grãos triplicaram no mesmo período, gerando uma pressão crescente sobre a estrutura de controle e manutenção da credibilidade sanitária nacional.
O governo brasileiro expressou surpresa com a decisão da União Europeia de retirar o país da lista de exportadores autorizados de produtos de origem animal para consumo humano no bloco, medida que entra em vigor em setembro de 2026, mas que permite a continuidade das exportações até lá. Em resposta, o Brasil anunciou que tomará "todas as medidas necessárias" para reverter a decisão e manter o fluxo comercial com a Europa, destacando a dependência do agronegócio nacional em proteínas animais e o histórico de quatro décadas de exportações para o mercado europeu, além do reconhecimento internacional do seu sistema sanitário. A chefe da delegação brasileira junto à UE já agendou uma reunião para buscar esclarecimentos sobre os fundamentos técnicos da decisão, que adiciona tensão à relação comercial em um contexto de debates sobre exigências sanitárias e sustentabilidade.
Um estudo recente da Embrapa Territorial e da UFSCar indica que o ritmo de crescimento do consumo alimentar na China está desacelerando, aproximando-se de uma estabilização. Esse fenômeno, previsto pela Lei de Engel, reflete o aumento do desenvolvimento econômico chinês, onde a demanda por alimentos estabiliza após um ponto de saturação, com recursos sendo direcionados para outros bens e lazer. Embora algumas categorias de alimentos como frutas e carnes apresentem desaceleração no aumento do consumo, e outras como raízes e carne suína estejam em retração, o consumo de café tem crescido. As exportações brasileiras, que se beneficiaram da demanda chinesa nas últimas décadas, especialmente por insumos como a soja, podem não sustentar o mesmo nível de crescimento futuro, dependendo da política de importação de matérias-primas e da capacidade chinesa de produção interna, embora o agronegócio brasileiro possua competências para manter sua posição competitiva.
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) assegurou que o Brasil atende plenamente às exigências da União Europeia quanto ao uso de antimicrobianos na produção animal e apresentará esclarecimentos técnicos para prevenir restrições comerciais. A entidade, em nota, informou que o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com suporte do setor privado, demonstrará às autoridades sanitárias europeias que os protocolos comunitários são seguidos por empresas brasileiras e fiscalizados oficialmente. A ABPA destacou que as exportações não estão suspensas e que medidas restritivas só ocorrerão após a publicação oficial da lista de não conformidade, prevista para entrar em vigor em 3 de setembro, em meio a discussões internacionais sobre o endurecimento das normas sanitárias europeias. O sistema brasileiro opera com rígidos protocolos de rastreabilidade, monitoramento veterinário e controle de medicamentos, alinhados a referências internacionais, com os mesmos critérios aplicados a mercados internos e externos. O Brasil, um dos maiores exportadores de carne de frango e suína, busca manter seu acesso ao exigente mercado europeu.
A piscicultura nacional manifesta temor diante da recente decisão da União Europeia em suspender importações de proteína animal do Brasil, devido a questões ligadas ao controle de antimicrobianos, sem relação direta com o setor. Essa medida, que impacta também a aquicultura, representa um novo obstáculo à retomada das exportações de pescado ao bloco europeu, que já enfrentava restrições desde 2018 por problemas não associados à produção aquícola. A expectativa de uma missão da UE em junho, vista como oportunidade para reverter a situação, agora se vê comprometida, gerando apreensão no setor que mantém elevados padrões e busca fortalecer relações comerciais internacionais.
A União Europeia anunciou que o Brasil será retirado da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal a partir de setembro de 2026, devido à ausência de garantias sobre o controle de antimicrobianos. Embora o Ministério da Agricultura e Pecuária tenha manifestado surpresa e compromisso em reverter a medida, o setor de pescado, que aguarda uma auditoria decisiva em junho de 2026, sente a tensão elevadas. Especialistas apontam um risco de ampliação do escrutínio regulatório europeu, impulsionado pelo conceito de One Health, que integra saúde humana, animal e ambiental, afetando transversalmente as cadeias produtivas e evidenciando a necessidade de investimentos em rastreabilidade digital, integração de dados e governança institucional.
Em uma iniciativa para fortalecer a pesca artesanal, o projeto "Restaurante Universitário: na hora do Pescado Artesanal", uma parceria entre o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), realizou uma capacitação focada em autogestão e inclusão produtiva para marisqueiras, pescadoras e pescadores artesanais no litoral norte de Pernambuco. A ação visa valorizar saberes tradicionais, a cadeia produtiva do pescado, o desenvolvimento sustentável e a adequação às exigências sanitárias, buscando inserir os produtos da pesca artesanal no mercado formal e fortalecer a cultura pesqueira, combatendo a invisibilidade institucional dessas comunidades.
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) participou de uma capacitação promovida pela Global Fishing Watch, com o objetivo de aprimorar o monitoramento e rastreamento de embarcações pesqueiras. A iniciativa visa treinar servidores e técnicos em todas as funcionalidades da plataforma, promovendo maior transparência e compartilhamento de dados pesqueiros, além de alinhar o Brasil às tendências globais de gestão pesqueira e otimizar o sistema nacional de monitoramento para garantir o cumprimento das normas.
Um estudo inédito da Seafood Brasil e American Seafoods detalha os gargalos e as chances do pescado no food service brasileiro, com foco nos anos de 2026 e 2027. O levantamento, que combinou pesquisas quantitativas e dados qualitativos, aponta que, apesar do reconhecimento do potencial da proteína, desafios estruturais como o impacto do glazing no custo real e a barreira da segurança alimentar com espinhas ainda restringem seu avanço. A pesquisa também destaca a necessidade de migrar de uma relação transacional para uma parceria estratégica entre compradores e fornecedores, além da importância da inovação e da diversificação do cardápio, com a capacitação técnica das equipes de cozinha como um fator crucial para mitigar perdas operacionais.
Pela primeira vez, o Brasil registrou um volume de importação de filé de tilápia superior ao de exportação. Em fevereiro de 2026, o país adquiriu mais de 1,3 mil toneladas do produto do Vietnã, equivalentes a cerca de 4,1 mil toneladas de tilápia inteira. Este montante representa 6,5% da produção mensal brasileira e impacta um setor que vinha apresentando crescimento consistente, superior a 10% ao ano, superando outras proteínas animais. O presidente da Peixe BR, Francisco Medeiros, destaca que o preço agressivo do filé vietnamita, entre R$ 25 e R$ 29 por quilo, distorce a concorrência, pois se aproxima do custo da matéria-prima nacional, gerando preocupações sobre competitividade diante de custos tributários, trabalhistas e ambientais mais elevados no Brasil.
O WhatsApp tem se destacado como um canal essencial para o varejo alimentar em 2026, transformando-se de uma ferramenta de atendimento em um motor de recuperação de vendas e aumento de faturamento. Com a integração a sistemas de CRM e o uso de inteligência artificial, o aplicativo permite interações mais personalizadas com os consumidores, influenciando positivamente o engajamento, o ticket médio e a recompra. Rede como o Mundial e especialistas em chat commerce apontam o WhatsApp como a principal plataforma de conversão digital, com altas taxas de abertura e efetividade nas estratégias de marketing.
O setor de alimentação fora do lar registrou um crescimento nominal de 3,2% nas vendas totais em março de 2026, impulsionado pela expansão operacional, ganhos de eficiência e diversificação dos canais de venda, como delivery e o retorno do fluxo presencial. Apesar de um desempenho real negativo de 3,3% devido à inflação de alimentos, o segmento demonstrou resiliência, com destaque para o Nordeste como a região de maior expansão. No acumulado do primeiro trimestre, o crescimento nominal foi de 5,6%, com o indicador de mesmas lojas indicando melhora nas operações existentes.
Um evento dedicado à piscicultura familiar realizado na 26ª Feira Agrotecnológica do Tocantins (Agrotins) atraiu grande público e abordou aspectos cruciais do setor, incluindo caracterização, manejo, comercialização e boas práticas no processamento do pescado. A discussão destacou que a maioria dos empreendimentos aquícolas são de pequeno porte e familiares, com ênfase nas dificuldades encontradas por produtores em adotar novas técnicas, a importância da biometria e do manejo adequado de viveiros, além dos desafios na comercialização e no processamento, como a falta de selos de inspeção e a infestação por pragas.
A 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca inicia suas etapas estaduais em junho, reunindo pescadores, aquicultores, trabalhadores do setor, comunidades tradicionais e pesquisadores em todo o país. A iniciativa, retomada pelo Ministério da Pesca e Aquicultura após 16 anos, visa ampliar a participação social na formulação de políticas públicas para o desenvolvimento da aquicultura e pesca no Brasil. O processo inclui conferências estaduais, distritais, encontros temáticos e uma etapa virtual, culminando na conferência nacional presencial em Brasília, de 11 a 13 de novembro. Treze estados já confirmaram datas para suas conferências estaduais, com os demais eventos a serem divulgados em breve.
A Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca) expressou surpresa e confiança quanto à decisão da Comissão da União Europeia de retirar o Brasil da lista de exportadores de produtos de origem animal a partir de setembro de 2026, alegando falta de garantias no controle de antimicrobianos. Segundo Jairo Gund, diretor-executivo da Abipesca, os critérios exigidos pela UE já são cumpridos pelo Brasil, e a formalização da equivalência dos protocolos é o ponto pendente, dependendo de resposta das autoridades europeias. A entidade ressalta que a ausência de embargo imediato demonstra a segurança e qualidade dos produtos nacionais, e reforça a necessidade da UE em separar as regulamentações da aquicultura da pesca extrativa, pois os sistemas de controle são distintos.
O mercado global de food service alcançou a marca de US$ 3,36 trilhões em 2025, com a região Ásia-Pacífico liderando o setor, respondendo por cerca de 40% do total, impulsionada por países como China, Índia e Filipinas. O crescimento, que atingiu 4% em relação a 2024, foi significativamente influenciado pela expansão do delivery, cuja participação nos gastos globais saltou de 9% em 2019 para 22% em 2025, com projeções de ultrapassar US$ 1 trilhão até 2029, apesar do aumento nos custos de entrega. A inovação em produtos, sabores localizados, foco em bem-estar e a transformação de programas de fidelidade para sistemas mais personalizados também foram fatores cruciais na dinâmica competitiva do setor.
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) anunciou o calendário das etapas estaduais da 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca, um evento que marca o retorno após 16 anos e visa fortalecer a participação social na formulação de políticas públicas para os setores pesqueiro e aquícola. Com o tema "De política de governo a política de Estado: sustentabilidade, participação social e continuidade institucional", a conferência busca engajar pescadores, aquicultores, trabalhadores do setor, comunidades tradicionais e pesquisadores. Organizada pelo Conselho Nacional de Aquicultura e Pesca (CONAPE), o evento inclui etapas estaduais e distrital, conferências livres e temáticas, uma etapa virtual e a conferência nacional presencial em Brasília, de 11 a 13 de novembro. As datas das conferências estaduais já confirmadas foram divulgadas, com início em 3 de junho.
A tilapicultura brasileira, apesar de seu crescimento em escala, tecnologia e mercado, enfrenta desafios sanitários significativos que impactam diretamente seus custos e competitividade. Estudos revelam altas taxas de mortalidade acumulada ao longo do ciclo produtivo, especialmente na fase final, quando os prejuízos com a perda de peixes já grandes são ainda mais acentuados. A proliferação de patógenos, a movimentação de animais vivos entre regiões e a ausência de um controle sanitário rigoroso elevam os riscos para toda a cadeia produtiva. Adicionalmente, a baixa cultura de gestão por dados dificulta a identificação precoce de problemas, levando a reações tardias que resultam em perdas ainda maiores. Para avançar e consolidar sua posição no mercado mundial de piscicultura, a atividade precisa de um modelo mais preventivo, integrado e profissional, onde a sanidade se torne sinônimo de margem preservada e um fator determinante para a permanência no mercado.
O setor varejista brasileiro registrou um recuo de 0,2% em suas vendas no mês de março, contudo, apresentou um crescimento acumulado de 5,4% ao longo do ano. Dentro deste cenário, o segmento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo destacou-se com uma elevação de 1,9%. A variação mensal mostrou um desempenho desigual, com o setor de combustíveis e lubrificantes liderando os avanços pelo segundo mês consecutivo, com alta de 2,2%, enquanto outros segmentos enfrentam desafios relacionados ao endividamento familiar e custo do crédito, apesar de indicadores de renda e mercado de trabalho resilientes.
Diante da crescente demanda global por pescados e dos limites da pesca extrativista, a Aquicultura se consolida como um setor zootécnico em expansão, oferecendo proteínas de origem animal com alta eficiência de conversão alimentar e menor impacto ambiental. Para sustentar esse crescimento, a atividade foca em melhoramento genético, nutrição e sanidade, com destaque para o uso de aditivos naturais em rações. Ácidos orgânicos, betaglucanos, MOS, óleos essenciais, fitogênicos e antioxidantes são ferramentas estratégicas que melhoram a digestibilidade, fortalecem o sistema imunológico, reduzem a necessidade de antibióticos e promovem a saúde animal, contribuindo para a rentabilidade e sustentabilidade da produção.
Produtores da Cooperativa Santa Clara marcarão presença na 19ª Fenasul e 46ª Expoleite, em Esteio, apresentando cerca de 50 animais das raças Holandesa, Gir Leiteiro e Girolando em julgamentos de classificação. O evento, reconhecido por destacar a excelência genética, alimentação, manejo e qualidade de plantéis, reunirá centenas de exemplares selecionados, evidenciando o alto nível técnico dos produtores da cooperativa, que contam com suporte técnico especializado e acompanhamento contínuo para otimizar a produção.
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) marcou presença no Salão do Turismo, em Fortaleza (CE), com o objetivo de promover a pesca amadora e esportiva, além do turismo de pesca. O evento, organizado pelo Ministério do Turismo, serviu de plataforma para o MPA apresentar iniciativas inovadoras focadas no uso sustentável dos recursos pesqueiros e na geração de renda em regiões turísticas. Destaques da participação incluíram o Plano Nacional da Pesca Amadora e Esportiva, materiais sobre boas práticas de pesque e solte e o Painel do Pescador Amador e Esportivo, consolidando o segmento como um importante vetor de desenvolvimento econômico, ambiental e social para o Brasil.
Os custos logísticos no Brasil representam um desafio significativo para a competitividade das empresas, consumindo entre 15% e 18% do Produto Interno Bruto (PIB), conforme dados do Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS). A fragmentação do setor de transporte de cargas e a falta de integração entre sistemas e processos geram ineficiências e elevam despesas. Especialistas apontam que a digitalização, combinada com processos bem definidos, otimização de investimentos e parcerias estratégicas, são cruciais para mitigar esses custos, com a integração de sistemas de gestão, uso de dados para roteirização inteligente e consolidação de parcerias regionais figurando como vetores de ganho de eficiência.
A 19ª edição da Feira Internacional da Agroindústria Feed & Food, Tecnologia e Processamento (Fenagra) reunirá em São Paulo, entre 12 e 14 de agosto de 2026, empresas, pesquisadores e especialistas dos setores de Pet Food, nutrição animal, reciclagem animal, biodiesel, óleos e gorduras vegetais, com foco especial em aves, suínos, bovinos e aquicultura. O evento, que espera 14 mil visitantes e movimentar mais de R$ 1 bilhão em negócios, apresentará novas tecnologias, equipamentos e soluções, além de sediar congressos e fóruns técnicos relevantes para a indústria.
A Copel realizará o 1º Fórum Copel Agro, um evento focado em discutir e apresentar soluções para a segurança energética no meio rural. O encontro reunirá lideranças do setor agropecuário do Paraná, representantes do governo estadual, técnicos da empresa e especialistas para debater demandas e ações visando garantir um fornecimento de energia estável e de qualidade para as cadeias produtivas do agronegócio paranaense, com apresentações de diversas instituições e empresas do setor.
Uma nova resolução do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), a nº 485/2024, entrou em vigor neste mês, redefinindo os critérios para a concessão de Seguro Rural no Brasil. A norma amplia o controle socioambiental sobre propriedades agropecuárias, impedindo seguradoras de firmarem contratos com produtores que apresentem irregularidades ambientais, trabalhistas ou sociais, como desmatamento ilegal, sobreposição a Terras Indígenas, áreas em Unidades de Conservação sem conformidade, ou inclusão na lista de empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão. A medida alinha as exigências do seguro rural às do crédito agrícola e busca reduzir riscos para seguradoras, além de pressionar produtores pela regularização documental e ambiental.
O 4º Congresso Abramilho, a ser realizado em Brasília, reunirá nesta quarta-feira (13) especialistas, representantes do governo e da indústria para debater os desafios estratégicos da produção brasileira de grãos, em especial milho e sorgo, em um cenário global de instabilidade geopolítica, disputas comerciais e crescentes preocupações com segurança alimentar e sustentabilidade. O evento também apresentará o Prêmio Abramilho, que homenageará profissionais e iniciativas relevantes para o fortalecimento do agronegócio brasileiro em categorias como jornalismo, liderança política e atuação empresarial, buscando reconhecer contribuições para a visibilidade do setor, o desenvolvimento de políticas agropecuárias e a expansão da cadeia de milho e sorgo no país.
O Brasil projeta um recorde histórico no processamento de soja em 2026, com estimativa de 62,2 milhões de toneladas, um aumento impulsionado pela safra robusta e pela crescente demanda por derivados como farelo e óleo. Essa expansão reflete a capacidade da indústria nacional de agregar valor à matéria-prima, fortalecendo o suprimento alimentar e a matriz energética do país, ao mesmo tempo em que o Brasil se consolida como líder global nas exportações de soja em grão e derivados.
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) emitiu um alerta sobre o potencial aumento nos preços dos alimentos, impactado pelo custo das embalagens. A entidade aponta que a alta internacional das resinas plásticas, intensificada pelo conflito no Oriente Médio, somada à proposta de ampliação da medida antidumping sobre polietileno importado dos EUA e Canadá, pode encarecer a cadeia produtiva em até 10%, afetando diretamente o consumidor final, uma vez que a indústria de proteína animal depende de embalagens técnicas específicas para a conservação e logística de seus produtos.
Representantes brasileiros e paraguaios da Itaipu Binacional, juntamente com autoridades governamentais e prefeitos de municípios lindeiros ao lago da usina, realizaram visitas técnicas a empresas produtoras de tilápia em tanques-rede no interior de São Paulo. O objetivo é desenvolver um modelo e definir requisitos ambientais para a implantação dessa atividade no reservatório, com foco na geração de emprego, renda e segurança alimentar, aproveitando o potencial de produção estimado em até 400 mil toneladas anuais.
O evento Copacol Agro 2026, realizado em Cafelândia, teve seu primeiro dia focado na disseminação de conhecimento, na apresentação de inovações tecnológicas para o setor rural e no fortalecimento do agronegócio. A programação incluiu o 14º TecnoTilápia, que reuniu especialistas para debater tendências na piscicultura, além de exposições e demonstrações técnicas voltadas à agricultura, avicultura, suinocultura e bovinocultura. O evento destacou a importância da evolução tecnológica e da troca de informações para a produtividade e competitividade do produtor rural brasileiro.
O Brasil já colhe os primeiros frutos do acordo entre Mercosul e União Europeia, que entrou em vigor em 1º de maio, com a importação de queijos a alíquotas reduzidas, além da exportação de carne bovina, carne de aves e cachaça com tarifa zero para o mercado europeu. O país registrou as primeiras operações de importação de chocolates e tomates, e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) já autorizou diversas licenças de importação e exportação, impulsionando o comércio bilateral com redução ou eliminação de tarifas em milhares de linhas tarifárias.
O Paraná registrou um crescimento expressivo de 7,74% em suas exportações em abril de 2026, alcançando US$ 2,24 bilhões em vendas internacionais. Este é o quarto mês consecutivo de alta, com o desempenho impulsionado principalmente pelos aumentos nas exportações de soja em grão, óleo e farelo, além de máquinas de terraplanagem e perfuração. O setor de óleo de soja teve a maior expansão proporcional, praticamente dobrando suas vendas internacionais em um ano. No acumulado do primeiro quadrimestre, o Estado totalizou US$ 7,54 bilhões em exportações, consolidando sua posição como o maior exportador da região Sul do Brasil.
Projeções climáticas para 2026 indicam um risco elevado de chuvas abaixo da média no Nordeste brasileiro, com maior irregularidade hídrica prevista entre junho e agosto, período crucial para o regime pluviométrico da região. O aquecimento das águas do Oceano Pacífico, associado à formação do fenômeno El Niño, é apontado como o principal fator influenciador, conforme análise do Dr. em Meteorologia Alexandre Magno. Embora o Atlântico aquecido possa amenizar parcialmente alguns efeitos, a tendência geral é de redução das precipitações, exigindo planejamento antecipado e otimização do uso da água para atividades dependentes de regularidade hídrica.
O endurecimento das regras para financiamento rural no Brasil, que desde abril exige consulta a dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes) para liberação de crédito, tem gerado preocupações. A medida, que visa tornar a produção mais responsável ambientalmente, não tem distinguido produtores regulares de irregulares, levando a notificações de "falsos-positivos" que podem ser causadas por atividades rotineiras de manejo rural. Essas marcações indevidas têm bloqueado automaticamente o crédito, impactando a capacidade de plantio de produtores que já enfrentam margens apertadas e juros elevados, enquanto tramitam no Congresso projetos para aprimorar os mecanismos de verificação ambiental.
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) assegura que o Brasil atende integralmente às exigências da União Europeia quanto ao uso de antimicrobianos na produção animal e apresentará esclarecimentos técnicos para evitar restrições comerciais. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com apoio do setor privado, conduzirá o trabalho para demonstrar às autoridades europeias que os protocolos brasileiros estão em conformidade com a legislação comunitária e são fiscalizados oficialmente. As exportações não estão suspensas, e as medidas europeias só devem entrar em vigor em setembro, após publicação oficial. O sistema brasileiro opera com rígidos protocolos de rastreabilidade, monitoramento veterinário e controle de medicamentos, alinhados a referências internacionais de saúde animal e segurança alimentar, seguindo os mesmos critérios para mercados interno e internacional.
Na semana de 4 a 8 de maio, o preço da tilápia manteve-se estável nas principais regiões produtoras do Brasil, com variações mínimas. O Norte do Paraná liderou o mercado, registrando uma média de R$ 10,47 por quilo, sem alterações em relação à semana anterior. Outras regiões como o Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba e a área de Grandes Lagos, em São Paulo, também apresentaram valores acima de R$ 10/kg. Em contrapartida, o Oeste do Paraná registrou o menor valor, com média de R$ 8,96/kg, e uma leve queda. Este cenário reflete uma acomodação do mercado após períodos de maior volatilidade na piscicultura nacional, com o Paraná consolidado como referência produtiva e de exportação da espécie.
Especialistas apontam para uma nova tendência no setor de food service: o "reset sensorial", um retorno às experiências presenciais e à conexão humana, priorizando os sentidos em detrimento da conveniência do delivery. Essa concepção, destacada na NRF 2026, foca na capacidade dos estabelecimentos em oferecer reencontros e vivências que vão além do ato de consumir, explorando o paladar, olfato, visão, audição e tato. Empresas de food service que abraçarem essa estratégia, aliada à inovação tecnológica para otimizar o acesso a produtos de qualidade, tendem a fortalecer seu vínculo emocional com o consumidor e se diferenciar no mercado.
O ministro substituto da Pesca e Aquicultura, Lázaro Medeiros, realizará uma visita técnica a Pernambuco nos dias 14 e 15 de maio, com o objetivo de fortalecer a interlocução entre o Governo Federal, gestores municipais e produtores locais. A agenda inclui visitas ao Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) em Serra Talhada, e encontros com piscicultores no município de Flores, além da visita a um criatório na localidade de Santana das Almas, visando avaliar o potencial da região para geração de renda e desenvolvimento através da aquicultura.
A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) lançou um guia gratuito com orientações práticas para bares e restaurantes maximizarem suas vendas no Dia das Mães, uma das datas mais importantes para o setor. O material, disponível na plataforma Conexão Abrasel, foca em planejamento operacional e eficiência para atender à alta demanda e às expectativas dos consumidores, abordando desde a definição do cardápio e gestão de reservas até a divulgação e treinamento da equipe, ressaltando que a experiência completa do cliente, para além da refeição, é fundamental para a fidelização.
O Brasil apresentou seu modelo de tilapicultura a autoridades paraguaias em Rifaina (SP), com o objetivo de fortalecer a aquicultura nos dois países e viabilizar a produção de tilápia no reservatório da Hidrelétrica de Itaipu. A delegação brasileira, liderada pelo ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, compartilhou experiências em gestão, boas práticas, sustentabilidade e integração regional, visando auxiliar o Paraguai na construção de sua legislação para a liberação da atividade. A expectativa é que a produção em Itaipu, com potencial para 400 mil toneladas anuais divididas igualmente entre Brasil e Paraguai, impulse a aquicultura e gere empregos e oportunidades.
Uma iniciativa conjunta do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) está implementando sistemas integrados de piscicultura e quintais produtivos em municípios de Alagoas. O projeto, formalizado pelo Termo de Execução Descentralizada (TED) nº 51/2023, foca em agricultores familiares, com ênfase em jovens e mulheres em vulnerabilidade socioambiental, visando a inclusão socioprodutiva, a transição agroecológica e o fortalecimento da segurança alimentar e nutricional. A ação também difunde tecnologias sustentáveis de aquicultura familiar em áreas semiáridas, demonstrando resultados positivos com unidades produtivas em funcionamento, suporte técnico especializado e capacitação contínua, além de reaproveitar a água da criação de peixes para o cultivo de hortaliças, otimizando o uso em regiões com escassez hídrica.
O Instituto Água e Terra (IAT) impôs uma proibição temporária de 30 dias à pesca, consumo de pescado e uso recreativo da água da Represa do Capivari, em decorrência de um acidente ambiental na BR-116. A medida preventiva, publicada em Diário Oficial, visa proteger a saúde pública e os ecossistemas aquáticos após o derramamento de tintas, vernizes e solventes, substâncias que podem contaminar a água e os organismos com hidrocarbonetos, compostos orgânicos voláteis e metais pesados, impactando o consumo seguro de peixes. A proibição abrange todas as modalidades de pesca e o uso da água para dessedentação animal, com a possibilidade de prorrogação após avaliação técnica.
A Zoetis, gigante global em saúde animal, divulgou um faturamento de US$ 2,3 bilhões no primeiro trimestre de 2026, representando um aumento de 3% em relação ao ano anterior e estabilidade operacional orgânica. O lucro líquido ajustado foi de US$ 646 milhões, com um crescimento operacional orgânico de 1%. Apesar de um ambiente desafiador com maior sensibilidade a preços por parte dos tutores, a empresa demonstrou resiliência, especialmente no segmento internacional, onde a receita totalizou US$ 1,1 bilhão com crescimento orgânico de 10%, impulsionada por antiparasitários e diagnósticos. O setor de animais de produção, incluindo aves e peixes, também apresentou desempenho consistente, refletindo a demanda global e recuperação de oferta em mercados-chave. No Brasil, a Zoetis registrou US$ 90 milhões em receita, um crescimento de 11% em bases reportadas.
A Copacol inaugurou em Cafelândia, no Oeste do Paraná, uma Unidade Refrigerada de Sementes de ponta, um marco tecnológico para o agronegócio brasileiro. Com investimento de R$ 70 milhões, a estrutura automatizada e monitorada 24 horas por dia garante o controle preciso de temperatura e umidade, assegurando o elevado potencial de germinação, vigor e longevidade de sementes de soja, milho, trigo e feijão, por meio de tecnologias da Indústria 4.0, incluindo robotização e rastreabilidade por QR Code.
O Dia Supermercados celebrou a inauguração de sua primeira loja franqueada em cinco anos, localizada em Pirapora do Bom Jesus, São Paulo. A nova unidade reforça a estratégia da rede em focar no modelo de franquias, combinando proximidade com o consumidor e preços acessíveis, em um conceito de "atacadinho de bairro" voltado para empreendedores locais. Com 25 anos de atuação no Brasil, a rede conta com mais de 238 unidades em São Paulo, entre próprias e franqueadas, empregando mais de 2.000 colaboradores.
O ex-ministro da Agricultura, Antônio Cabrera, será a palestra magna de abertura da Aquishow Brasil 2026, que ocorrerá em 9 de junho, em Uberlândia (MG). Cabrera, conhecido por sua atuação na modernização do agronegócio brasileiro, discutirá os desafios e perspectivas da produção de alimentos no cenário nacional e internacional, com foco especial na aquicultura. Sua participação abordará temas como a competitividade do setor, a abertura de mercado e questões relevantes para a piscicultura, incluindo a criação de tilápia e a preocupação com importações. O evento, promovido pela Peixe SP, reunirá produtores, pesquisadores e lideranças do setor aquícola.
A Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção para Peixes e Invertebrados Aquáticos foi atualizada, incluindo 100 novas espécies e excluindo o mesmo número, mantendo um total de 490 espécies classificadas. A revisão, que considerou critérios da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), avaliou o risco de extinção de peixes, arraias, tubarões, estrelas-do-mar e outros invertebrados aquáticos em categorias como Vulnerável (VU), Em Perigo (EN) e Criticamente em Perigo (CR). O objetivo é mobilizar ações para a recuperação de populações ameaçadas, com a publicação de regras e restrições para proteção, como a proibição de captura e comercialização, além de diretrizes para planos de recuperação, como o do pargo (Lutjanus purpureus), que passou de VU para EN. A gestão compartilhada com o Ministério da Pesca e Aquicultura visa garantir o equilíbrio entre a proteção das espécies e a continuidade da atividade pesqueira sustentável.
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) definiu as regras para a safra da tainha de 2026, que se inicia em 1º de maio, com um aumento de aproximadamente 20% na cota total de captura, totalizando 8.168 toneladas. As novas diretrizes, detalhadas na Portaria Interministerial MPA/MMA nº 51, estabelecem cotas específicas para diferentes modalidades de pesca, incluindo cerco/traineira, emalhe anilhado, emalhe costeiro de superfície, arrasto de praia e captura no estuário da Lagoa dos Patos. A gestão por cotas visa garantir o aproveitamento econômico sustentável do recurso pesqueiro, com base em dados científicos robustos e monitoramento contínuo para assegurar a renovação natural da espécie e a previsibilidade para as comunidades pesqueiras.
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) reclassificou o pargo (Lutjanus purpureus) da categoria "Vulnerável" para "Em Perigo" na Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção, alertando para um risco muito alto de extinção caso as medidas de proteção e manejo não sejam intensificadas. Essa mudança, baseada em avaliações técnico-científicas do ICMBio, reflete o agravamento do estado de conservação da espécie desde 2014. Em resposta, o Governo Federal revisará o atual Plano de Recuperação do pargo, com a expectativa de implementar regras mais restritivas para a atividade pesqueira, visando a recuperação do estoque da espécie, que possui grande importância econômica, especialmente nas regiões Norte e Nordeste do país. Os principais fatores para essa reclassificação incluem sobrepesca, captura de indivíduos jovens e impactos das mudanças climáticas, demandando ações urgentes para garantir a sustentabilidade a longo prazo.
O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em colaboração com o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e a Secretaria de Patrimônio da União (SPU), oficializou a criação de três Projetos de Assentamento Agroextrativista Pesqueiro (PAEp) em Pernambuco. Essas iniciativas, que reconhecem os territórios tradicionais da pesca artesanal, beneficiam as comunidades de Boca do Rio Mamucaba (Tamandaré), Porto Sítio do Canto (Itapissuma) e Praia do Xaréu (Cabo de Santo Agostinho), garantindo acesso à terra, à água e a políticas públicas do Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA), fortalecendo a segurança jurídica e a sustentabilidade das atividades pesqueiras.
O financiamento das atividades agropecuárias em São Paulo tem observado uma reconfiguração significativa, com o capital próprio se consolidando como a principal fonte para custeio e investimentos, enquanto o crédito rural amplia seu espaço. Levantamento da ABMRA revela que a participação de recursos próprios no custeio subiu de 78% para 84% entre 2021 e 2025, e no crédito rural, de 8% para 17%. Essa tendência de autofinanciamento se repete na aquisição de máquinas e equipamentos, onde o uso de capital próprio saltou de 59% para 79%. Paralelamente, o clima emerge como o principal fator de preocupação para 99% dos produtores, impactando a produção devido a eventos de seca, excesso de chuvas ou oscilações de temperatura, seguido por custos de produção e comercialização.
O mercado brasileiro de trigo apresenta um cenário de preços divergentes: enquanto o farelo de trigo registra seu menor nível desde agosto de 2024, impulsionado pelo aumento da oferta e pela forte concorrência de insumos substitutos na alimentação animal, o trigo em grão mantém cotações firmes. Essa sustentação nos grãos, por sua vez, impacta os preços das farinhas, que refletem o repasse dos custos da matéria-prima, em um contexto influenciado também por fatores externos como incertezas geopolíticas.
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima atualizou a Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção, incluindo agora o tambaqui na categoria de vulnerável, além de centenas de outros peixes e invertebrados aquáticos. A medida, oficializada pela Portaria GM/MMA nº 1.667, revoga a lista de 2014 e consolida espécies em diferentes níveis de risco, como vulnerável, em perigo e criticamente em perigo. Essa nova classificação servirá como ferramenta crucial para o direcionamento de políticas públicas de conservação, manejo pesqueiro e licenciamento ambiental, buscando proteger a rica, mas pressionada, biodiversidade aquática brasileira.
Em uma iniciativa estratégica para fortalecer sua posição no mercado global de pescados, o Brasil participou de missões oficiais na Espanha e na França, focando na abertura de novos mercados, cooperação técnica e alinhamento regulatório. A presença na Seafood Expo Global em Barcelona conectou empresas brasileiras a compradores de aproximadamente 150 países, enquanto a adesão ao Programa de Cooperação em Pesquisa em Agricultura Sustentável da OCDE na França amplia o intercâmbio técnico e a participação em discussões sobre sistemas alimentares e produção agrícola. As agendas incluíram discussões sobre sanidade, energia e logística, visando a retomada de exportações ao bloco europeu e a apresentação da experiência brasileira em agricultura tropical sustentável.
A Universidade do Vale do Itajaí (Univali) mais uma vez liderará a programação da Cozinha Show na ExpoMar 2026, que ocorrerá entre os dias 24 e 26 de junho em Itajaí (SC). O espaço reunirá chefs convidados, professores e acadêmicos da Univali para apresentar receitas que destacam peixes e frutos do mar da costa catarinense, visando estimular o consumo dessas proteínas. A iniciativa também promoverá a integração entre acadêmicos, docentes, parceiros e players do mercado de pesca, maricultura e piscicultura, oferecendo aprendizado sobre técnicas e tendências na gastronomia de pescados. As atividades da Cozinha Show serão gratuitas para os inscritos na ExpoMar 2026, com credenciamento antecipado e inscrições para as aulas disponíveis online e no local.
O Instituto de Pesca (IP-APTA) promoverá, de 20 a 22 de maio de 2026, em Santos (SP), a 10ª edição do SIMCOPE – Simpósio de Controle de Qualidade do Pescado. O evento, referência nacional em tecnologia do pescado, reunirá especialistas, pesquisadores e representantes do setor para debater avanços científicos e inovações voltadas à pesca e aquicultura sustentáveis e à segurança alimentar. A programação inclui minicursos com referências internacionais, workshops e painéis de palestras, além de discussões sobre certificação sanitária e valorização de produtos pesqueiros artesanais, visando o fortalecimento da integração entre ciência, produção e sociedade.
A Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) sediará uma audiência pública em 07 de maio para debater os potenciais riscos sanitários decorrentes da importação de peixe do Vietnã, com foco especial na tilápia. O encontro visa reunir produtores, órgãos de fiscalização, academia e gestores públicos para discutir o impacto da entrada do produto vietnamita no mercado brasileiro sobre a cadeia produtiva local, preocupações com a disseminação do Vírus do Lago da Tilápia (TiLV), questionamentos sobre o controle sanitário no país asiático e a qualidade do produto, além de avaliar a competitividade da produção de tilápia em Pernambuco, que anualmente produz cerca de 35 mil toneladas, principalmente no Sertão do estado.
O Ministro da Pesca e Aquicultura (MPA), Edipo Araújo, realizou uma agenda de trabalho no Pará entre os dias 24 e 27 de abril, com o objetivo de aproximar o ministério dos setores da cadeia produtiva. Durante a visita a municípios como Belém, Bragança, Capitão Poço e São Miguel do Guamá, o ministro participou da capacitação do Programa Nacional de Regularização de Embarcação de Pesca (PROPESC), dialogou com representantes da piscicultura, pescadores artesanais e gestores públicos, e visitou empreendimentos de processamento de pescado e de aquicultura, incluindo fazendas de pirarucu, tambacu e projetos socioambientais em áreas degradadas, além de discutir temas estratégicos para o fortalecimento do setor com a governadora do estado.
Um relatório global da Unilever Food Solutions aponta para mudanças significativas no setor de food service até 2026, impulsionadas pela busca por alimentos mais nutritivos e saudáveis, especialmente entre a Geração Z, e um forte desejo por transparência na origem e processamento dos alimentos. Apesar da valorização de produtos naturais, a inflação ainda influencia as escolhas de consumo, com cerca de 30% dos consumidores considerando o preço um fator decisivo. Além disso, formatos de consumo compartilháveis e personalizados ganham espaço, refletindo uma demanda por experiências mais flexíveis e individualizadas, com 55% preferindo opções montadas ou para dividir e 58% dispostos a pagar por menus adaptados às suas preferências.
Alberto Inoue foi nomeado Diretor de Negócios de Monogástricos na Phibro Saúde Animal, assumindo a liderança das áreas de aves, suínos e aquicultura. Com vasta experiência em gestão e desenvolvimento de negócios, Inoue chega para impulsionar segmentos estratégicos da cadeia de proteína animal em um mercado cada vez mais competitivo, focado em eficiência e inovação. O executivo expressou satisfação com a oportunidade, ressaltando o alinhamento da empresa com seus valores e o impacto positivo na saúde animal, pessoas e meio ambiente.
O Conselho Federal de Participação Social da Bacia do Rio Doce e Litoral Capixaba (CFPS Rio Doce) aprovou a criação da Comissão de Pesca e Aquicultura em sua 7ª reunião extraordinária. O novo colegiado, que visa aproximar o Ministério da Pesca e Aquicultura dos profissionais do setor, atuará como um espaço consultivo e propositivo para acompanhar e monitorar ações relacionadas à pesca e aquicultura dentro do Novo Acordo do Rio Doce, incluindo a aplicação de recursos e o controle social do Plano de Reestruturação da Gestão da Pesca e Aquicultura (PROPESCA).
O mercado da tilápia registrou variações pontuais de preço entre os dias 20 e 24 de abril, conforme levantamento do Cepea, com cotações que se mantiveram relativamente estáveis. As regiões produtoras apresentaram movimentos de alta e baixa muito próximos da estabilidade, com o quilo do peixe oscilando em torno de R$ 10,05 nos Grandes Lagos (alta de 0,03%), R$ 9,80 em Morada Nova de Minas (queda de 0,18%), R$ 10,46 no Norte do Paraná (estabilidade), R$ 8,97 no Oeste do Paraná (recuo de 0,14%) e R$ 10,23 no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba (leve alta de 0,07%).
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) reclassificou o pargo (Lutjanus purpureus) de "Vulnerável" para "Em Perigo" na Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção para Peixes e Invertebrados Aquáticos. A decisão, baseada em avaliações técnico-científicas do ICMBio e validação da CONABIO, reflete o agravamento do estado de conservação da espécie, ameaçada pela sobrepesca, captura de indivíduos jovens e impactos das mudanças climáticas. Em resposta, o governo revisará o Plano de Recuperação do pargo, com o objetivo de compatibilizar a atividade pesqueira à conservação da espécie, que possui grande relevância econômica, especialmente nas regiões Norte e Nordeste do Brasil.
A Vetanco realizará um encontro nesta terça-feira (28) para discutir os efeitos das micotoxinas na saúde intestinal e no desempenho produtivo de aves e suínos. O evento reunirá especialistas, pesquisadores e consultores para abordar a relação entre a homeostase intestinal, desafios infecciosos e a aplicação de aditivos antimicotoxinas, com palestras sobre a interferência das toxinas, critérios de escolha de aditivos e o impacto na saúde aviária e suína, culminando em um debate entre os palestrantes.
O pescado brasileiro foi um dos grandes protagonistas da feira "Brasil na Mesa", realizada em Brasília entre os dias 23 e 25 de abril. O evento, promovido pela Embrapa, reuniu inovações e produtos que valorizam a cadeia produtiva, incluindo a "Trilha das Marisqueiras" de Sirinhaém (PE), que promove o turismo sustentável e valoriza o trabalho feminino com frutos do mar. Além disso, o projeto Biomaré apresentou soluções para o aproveitamento de resíduos do pescado, transformando cascas de camarão em novos alimentos e gerando renda para comunidades pesqueiras. A Embrapa também demonstrou o aprimoramento na técnica de preparo do pirarucu defumado, agregando valor ao produto e oferecendo novas possibilidades de consumo e produção.
Um experimento de seis anos realizado pela Embrapa Arroz e Feijão demonstrou que a implementação de um Sistema Agroflorestal (SAF) com espécies nativas do Cerrado, como aroeira, cagaita e baru, em conjunto com o cultivo de feijoeiro e adubos verdes, dobrou o acúmulo de carbono no solo, atingindo 2,24 toneladas por hectare ao ano. Além do benefício ambiental, o sistema agroecológico comprovou sua viabilidade econômica ao gerar mais de 1.000 quilos por hectare de feijão, com reposição de nutrientes através de adubos orgânicos e biofertilizantes, inspirando a replicação do modelo em diversas propriedades rurais de Goiás e contribuindo para a segurança alimentar e a melhoria da biodiversidade local.
O 6º Encontro de Qualidade Industrial na Avicultura – Frigoríficos, parte da 2ª Conbrasfran, reunirá a indústria de carne de frango para debater o aprimoramento da eficiência industrial e o controle sanitário. O evento, que ocorrerá de 23 a 25 de novembro, abordará desafios operacionais, soluções tecnológicas, inspeção e controle de contaminação, além de tendências de consumo e bem-estar animal, visando alinhar conhecimento técnico às demandas do mercado por produtividade, segurança alimentar e padronização de processos.
A avicultura de Mato Grosso do Sul registrou um crescimento expressivo de 6,97% no abate de frangos no primeiro bimestre de 2026, totalizando 30,6 milhões de aves, o que consolida a expansão da atividade no agronegócio estadual. Paralelamente, as exportações de carne de frango, apesar de uma leve redução no volume embarcado para cerca de 28 mil toneladas, apresentaram um aumento de 9,1% na receita, atingindo US$ 62,8 milhões, impulsionadas pela valorização do produto em mercados estratégicos como China e Japão. O agronegócio, com destaque para as proteínas animais, continua a ser o principal pilar da balança comercial de Mato Grosso do Sul, respondendo por 94,5% das exportações totais no período.
O mercado brasileiro de soja segue com liquidez sustentada pela elevada oferta em grão, o que tem evitado aumentos expressivos nos preços da oleaginosa. Pesquisadores do Cepea indicam que, mesmo com uma demanda firme, a expectativa de uma safra recorde no Brasil mantém o equilíbrio do mercado, resultando em preços relativamente estáveis. A colheita nacional já atingiu 88,1% da área, enquanto nos Estados Unidos, a semeadura avança acima do esperado, superando os ritmos do ano anterior e a média histórica.
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em parceria com a FAO, UFRN e UNB, lançou o calendário do curso gratuito "Multiplicadores Aquícolas", voltado para capacitar profissionais a atuarem como agentes de desenvolvimento do setor. A formação abrange diversas áreas da aquicultura, incluindo piscicultura, carcinicultura, malacocultura e algicultura, com aulas presenciais em diferentes estados e módulos online, cobrindo desde políticas públicas e sustentabilidade até aspectos de mercado e inovação.
A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) registrou um aumento de 2,20% no preço da cesta de 35 produtos de largo consumo em março, a maior elevação mensal do primeiro trimestre de 2026. O valor médio da cesta passou de R$ 802,88 para R$ 820,54, impulsionado por fatores como logística, clima e condições de oferta. Entre os itens com maior alta, destacam-se o feijão e o leite longa vida, enquanto açúcar e café apresentaram queda. A Abras alerta que o cenário para os próximos meses ainda aponta para riscos de pressão sobre os preços de alimentos, especialmente aqueles mais sensíveis ao custo do frete e às variações climáticas.
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em parceria com a FAO, UFRN e UNB, divulgou o calendário do curso gratuito "Multiplicadores Aquícolas", voltado para capacitar profissionais como agentes de desenvolvimento do setor. A formação abordará diversas áreas da aquicultura, incluindo piscicultura, carcinicultura, malacocultura e algicultura, com aulas presenciais em diferentes estados do país e módulos online, cobrindo tópicos como políticas públicas, sustentabilidade, inovação e acesso a crédito.
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) realizou em Belém (PA) uma capacitação do Programa Nacional de Regularização de Embarcações de Pesca (PROPESC), com o objetivo de orientar técnicos, pescadores, armadores de pesca e representantes de entidades de classe sobre o Registro Geral da Pesca (RGP), vistorias e ordenamento de embarcações. O ministro Edipo Araujo destacou a importância do evento para o Pará, uma região com forte atividade pesqueira, enfatizando a necessidade de vistoriar e capacitar os profissionais envolvidos para garantir o registro, monitoramento, controle e as boas práticas higiênico-sanitárias, visando a sustentabilidade futura do setor e o desenvolvimento do trabalho e das famílias.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apresentou uma proposta de nova regulamentação para a importação de produtos de origem animal comestíveis, com foco em reforçar a rastreabilidade, o cadastro obrigatório de importadores e um controle mais rigoroso sobre o destino das cargas após a entrada no país. A minuta, que visa substituir normas anteriores, amplia a responsabilidade do importador, exigindo a apresentação de um programa de recolhimento e a informação sobre o estabelecimento de armazenamento ou transbordo. Essa mudança representa uma expansão do alcance da fiscalização, que passará a monitorar o percurso interno da mercadoria, sob pena de suspensão ou cancelamento do cadastro do importador em caso de descumprimento.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) solicitou formalmente ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) a suspensão das importações de pescado proveniente do Vietnã e a manutenção da restrição já existente para o Equador. A medida preventiva visa salvaguardar a aquicultura nacional frente a potenciais riscos sanitários, citando doenças como o vírus da tilápia do lago (TiLV) no Vietnã e a Doença da Necrose Hepatopancreática Aguda (AHPND) no Equador, enfermidades que podem gerar alto impacto produtivo e econômico. A CNA argumenta que a notificação inadequada dessas doenças à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) levanta dúvidas sobre a eficácia dos sistemas de vigilância nesses países, e reforça a necessidade de rigor nas importações para que os padrões sanitários sejam equivalentes aos exigidos dos produtores brasileiros.
A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 878 milhões na terceira semana de abril de 2026, impulsionada por exportações de US$ 6,4 bilhões e importações de US$ 5,6 bilhões. No acumulado do ano, o saldo positivo soma US$ 21,7 bilhões. Comparando a média diária das exportações até a terceira semana de abril de 2026 com o mesmo período de 2025, houve um crescimento de 18,5%, enquanto as importações apresentaram um aumento de 2,7%. Os setores da Indústria Extrativa e da Indústria de Transformação registraram os maiores crescimentos nas exportações.
A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) lançou uma cartilha para orientar o setor sobre a Lei nº 15.377/2026, que entrou em vigor em abril de 2026 e amplifica a saúde preventiva em bares e restaurantes. A norma exige que as empresas informem regularmente seus colaboradores sobre campanhas oficiais de vacinação, prevenção do HPV e de cânceres de mama, colo do útero e próstata, além de comunicarem sobre os direitos relacionados à realização de exames preventivos, incluindo até três dias de ausência remunerada por ano para tal fim. O descumprimento pode acarretar multas, autuações e processos trabalhistas, impactando a reputação das empresas.
A Copacol marcou presença, pela primeira vez, na FHA, Food & Hotel Asia, em Singapura, um evento de relevância internacional focado no comércio e relacionamento com importadores asiáticos. A feira, realizada entre 21 e 24 de abril, atraiu compradores de países como Vietnã, Malásia, Indonésia e Filipinas, com o objetivo de atender os setores de alimentos, food service e hospitalidade. A participação reforça a estratégia da cooperativa de expandir sua marca globalmente, agregar valor à produção paranaense e abrir novas oportunidades comerciais, consolidando sua atuação em 85 países. Esta foi a terceira feira internacional da Copacol no ano, seguindo presenças em Dubai e Boston, com o objetivo de diversificar mercados e demonstrar o diferencial de seus produtos.
Um estudo recente aponta que usuários de plataformas de apostas online (bets) reduziram em 19% seus gastos em supermercados. A pesquisa, que analisou o comportamento do consumidor, indicou que o setor de apostas movimentou R$ 37 bilhões em 2025, com mais de 25 milhões de brasileiros participando. Especialistas ressaltam que a rápida expansão das bets, impulsionada pela tecnologia e facilidade de acesso, já afeta a dinâmica de outros segmentos econômicos, demandando uma integração sustentável ao ambiente regulado.
As exportações da piscicultura brasileira registraram uma queda de 39% no primeiro trimestre de 2026, totalizando US$ 11,2 milhões, em comparação com o mesmo período do ano anterior. O volume exportado também apresentou retração de 41%, caindo para 2.300 toneladas. Apesar do cenário inicial negativo, os embarques apresentaram recuperação ao longo do trimestre, impulsionados pela redução da tarifa de importação dos Estados Unidos para filés frescos de tilápia, que caiu de 50% para 10%. Paralelamente, observa-se um aumento nas importações de tilápia do Vietnã em diversos estados brasileiros, gerando preocupações sanitárias e econômicas devido ao risco de doenças e à pressão sobre os preços nacionais. Diante disso, o setor busca diversificar mercados, com México e Canadá ampliando suas compras de tilápia brasileira.
O estado do Paraná se destacou no Mundial do Queijo do Brasil, realizado em São Paulo, conquistando um total de 44 medalhas e consolidando-se como referência na produção nacional. Talentos do Biopark, em Toledo, apresentaram queijos inovadores com temáticas espaciais, que estimularam múltiplos sentidos e contaram histórias através de sabor, textura, temperatura e impacto visual. Além das medalhas em categorias como Super Ouro, Ouro, Prata e Bronze, queijos paranaenses também foram reconhecidos entre os melhores do mundo, como o Passionata, eleito um dos nove melhores queijos do mundo no World Cheese Awards 2024. O projeto do Biopark visa expandir a produção de queijos finos de alto valor agregado para diversas regiões do estado, fortalecendo o Paraná como polo de queijos finos na América Latina.
Mato Grosso do Sul consolida sua posição como um dos principais polos de piscicultura do Brasil, impulsionado notavelmente pela produção de tilápia, que a coloca em 6º lugar no ranking nacional. A profissionalização do setor e a diversificação das exportações, com foco em produtos de maior valor agregado como filés congelados, especialmente para os Estados Unidos, são fatores-chave para esse avanço. O Estado também se destaca na criação de outras espécies, como pacu, patinga, pintado e cachara, enquanto a aquicultura geral o posiciona na 13ª colocação do país, evidenciando um cenário promissor com projeção de aumento da demanda global por pescado.
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), através de sua Superintendência no Rio Grande do Sul, realizou um encontro para apresentar os resultados do projeto "Mulheres da Pesca Artesanal". A iniciativa, que visa apoiar a regularização do processamento e comercialização do pescado em âmbito domiciliar, reuniu pescadoras, representantes de órgãos governamentais e instituições parceiras para compartilhar aprendizados. O projeto desenvolve ações de capacitação, pesquisa e assistência técnica, buscando fortalecer o papel das mulheres na cadeia produtiva da pesca artesanal, valorizando saberes tradicionais e promovendo a equidade de gênero. Entre os principais resultados estão diagnósticos, capacitações em Boas Práticas de Manipulação, desenvolvimento de novos produtos e a elaboração de materiais educativos, com potencial para subsidiar um projeto de lei voltado à formalização da atividade.
As vendas em bares e restaurantes registraram uma retração de 0,5% em março de 2026, comparado ao mês anterior, de acordo com o Índice Abrasel da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) em parceria com a Stone. Apesar desse recuo mensal, o setor acumulou uma alta de 2,8% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, evidenciando resiliência frente a desafios macroeconômicos, segundo o economista Guilherme Freitas. A Abrasel projeta um cenário positivo para os próximos meses, impulsionado por datas comemorativas e eventos esportivos.
O Paraná consolidou sua posição como o principal polo produtor de tilápia do Brasil, atingindo 273,1 mil toneladas em 2025, um crescimento de 9,1% em relação ao ano anterior. O estado lidera o ranking nacional, impulsionado pela agregação de tecnologia, orientação técnica e a participação de grandes cooperativas e agroindústrias, segundo a Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR). São Paulo aparece em segundo lugar com 93,7 mil toneladas, um aumento expressivo de 54% em relação ao ano anterior, seguido por Minas Gerais (77.500 t), Santa Catarina (63.400 t) e Maranhão (59.600 t). O Maranhão destacou-se pelo maior índice de crescimento entre os dez maiores produtores, com 9,36%, demonstrando um arranjo produtivo local que tem ampliado sua produção nos últimos anos. Outros estados como Santa Catarina e Minas Gerais também registraram aumentos relevantes em suas produções.
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) marcará presença no evento "Governo do Brasil na Rua", em Recife (PE), nos dias 24 e 25 de abril de 2026. O objetivo é oferecer atendimento direto e simplificado a pescadores, aquicultores e responsáveis por embarcações, com um estande dedicado à regularização, orientação técnica e administrativa, suporte ao sistema PesqBrasil, informações sobre licenciamento e políticas públicas, e encaminhamento para a 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca. O evento também disponibilizará outros serviços essenciais, como emissão de documentos, acesso a microcrédito e assistência jurídica.
O consumo nos lares brasileiros registrou uma aceleração de 6,21% em março, encerrando o primeiro trimestre com uma alta acumulada de 1,92%. Este crescimento, que representou um avanço de 3,20% na comparação anual com março de 2025, foi influenciado pela antecipação de compras para a Páscoa e pelo efeito calendário, com parte significativa do consumo concentrado na última semana do mês. Dados deflacionados pelo IPCA e monitorados pela Abras indicam que a entrada de recursos na economia, via Bolsa Família, PIS/PASEP, pagamentos do INSS e restituições do Imposto de Renda, também contribuiu para o cenário favorável ao poder de compra das famílias. As perspectivas para o segundo trimestre permanecem positivas, com a antecipação do 13º salário de aposentados e pensionistas e o primeiro lote de restituições do Imposto de Renda projetados para sustentar a expansão da renda disponível.
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) marcou presença na feira Brasil na Mesa, realizada em Planaltina (DF), com o objetivo de celebrar e promover os alimentos do Brasil, com ênfase nos setores pesqueiro e aquícola. Representado pelo ministro substituto Lázaro Medeiros, o MPA ressaltou a parceria com a Embrapa no desenvolvimento de tecnologias e inovações para garantir a oferta de pescado de qualidade aos brasileiros. O evento, que também comemorou os 53 anos da Embrapa, contou com a participação de autoridades como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que destacou o potencial produtivo do país e a necessidade de excelência na produção de alimentos para conquistar mercados. Durante a feira, marisqueiras, pescadores e pescadoras apresentaram seus produtos e prepararam pratos típicos para degustação, reforçando a diversidade e a riqueza da cadeia produtiva.
O Vičiūnai Group, empresa da Lituânia, foi o grande vencedor do prêmio principal na categoria Varejo do Seafood Excellence Global Awards 2026, anunciado em Barcelona durante a Seafood Expo Global. O reconhecimento foi concedido ao produto Smoked Herring Slices – Natural Flavor, elogiado pelo júri pela harmonia entre o sabor do arenque e notas defumadas, além do design atraente da embalagem. A competição avaliou critérios como sabor, conveniência, valor nutricional e potencial de mercado, com jurados compostos por especialistas em compras de grandes redes varejistas europeias.
A Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) de Mato Grosso do Sul abriu consulta pública para coletar sugestões sobre o controle e monitoramento de Salmonella em estabelecimentos avícolas comerciais de corte no estado. O objetivo é aprimorar a sanidade avícola, considerada um pilar essencial para a competitividade e sustentabilidade do setor, com contribuições de produtores rurais, entidades e profissionais da área sendo aceitas até 19 de março para a elaboração de um novo ato normativo.
A empresa francesa Frais Embal foi destaque na Seafood Expo Global 2026, realizada em Barcelona, ao conquistar o principal prêmio na categoria Food Service com seu Salmon Roll. A premiação, que avaliou o sabor, conveniência, valor nutricional e potencial de mercado, selecionou vencedores entre 35 finalistas de 16 países. O Salmon Roll foi elogiado por sua praticidade e consistência para restaurantes de sushi, visando reduzir desperdícios e otimizar a operação.
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que visa atualizar a legislação da aquicultura brasileira. A proposta simplifica as regras para a produção em áreas privadas, distinguindo-a de atividades em ambientes naturais e buscando refletir a realidade tecnológica atual. Entidades como a Peixe BR e a CNA apoiam a iniciativa, destacando a potencial extinção de exigências burocráticas redundantes, como o Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP) para produtores em propriedades privadas, e o reconhecimento formal da natureza agropecuária do setor, o que pode impulsionar a competitividade da piscicultura e a posição do Brasil na produção global de tilápia e camarão. O projeto agora segue para análise do Senado Federal.
O Ministro de Estado da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, cumpre agenda no Pará entre os dias 24 e 26 de abril, visitando as cidades de Belém, Bragança, Capitão Poço e São Miguel do Guamá. O objetivo da visita é capacitar profissionais para o Programa Nacional de Regularização de Embarcação de Pesca (Propesc), além de inspecionar empreendimentos de piscicultura e dialogar com lideranças locais para o fortalecimento dos setores da pesca e aquicultura no estado, visando ampliar o alcance das políticas públicas voltadas às demandas regionais.
A Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas/TO) marcará presença na Feira Brasil na Mesa, de 23 a 25 de abril, em Planaltina (DF), celebrando os 53 anos da Embrapa com inovações em aquicultura. A unidade apresentará uma tecnologia de edição gênica aplicada ao tambaqui, demonstrando um exemplar com coloração diferenciada para evidenciar a técnica, que também visa reduzir espinhas e agregar valor ao pescado. Além disso, será oferecida degustação de lombo de pirarucu defumado, desenvolvido com uma técnica que utiliza madeira de goiabeira para aprimorar sabor e qualidade, com potencial para nichos de mercado e agregação de valor ao produto.
Em um cenário global marcado por incertezas geopolíticas e econômicas, cerca de 100 líderes da indústria de pescado reuniram-se em Barcelona para o Intrafish Leadership Breakfast, um evento que antecedeu a Seafood Expo Global. O debate abordou desde a disponibilidade de matéria-prima, tanto na pesca extrativa quanto na aquicultura, até mudanças na percepção do consumidor, com destaque para o potencial da tilápia no mercado europeu e a busca por maior previsibilidade no abastecimento, sinalizando oportunidades para mercados como o brasileiro e a necessidade de reforçar a comunicação sobre os benefícios nutricionais do pescado.
Na semana de 13 a 17 de abril de 2026, os preços da tilápia em diversas regiões produtoras do Brasil demonstraram variações modestas. De acordo com dados do Cepea, os valores por quilo oscilaram entre R$ 8,98 no Oeste do Paraná, que registrou a maior variação semanal de 0,44%, e R$ 10,46 no Norte do Paraná, com alta de 0,08%. Outras regiões como Grandes Lagos (R$ 10,05/kg), Morada Nova de Minas (R$ 9,82/kg) e Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba (R$ 10,23/kg) também apresentaram flutuações de até 0,11%.