Acompanhe os principais destaques da piscicultura e aquicultura no Brasil.
A China suspendeu temporariamente as exportações de três frigoríficos brasileiros — unidades da JBS, PrimaFoods e Frialto — devido a irregularidades sanitárias em cargas de carne bovina. A medida, confirmada pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), tem caráter preventivo e temporário, enquanto as empresas investigam a origem das cargas e corrigem os problemas apontados pelas autoridades chinesas, como a presença de hormônio sintético. Paralelamente, a China liberou a retomada das exportações de outras três plantas brasileiras anteriormente embargadas.
A indústria brasileira de óleos vegetais projeta um marco histórico para 2026, com a expectativa de esmagar 62,5 milhões de toneladas de soja. Essa nova projeção, divulgada pela Abiove, reflete o crescimento da safra nacional e o aumento da demanda por derivados como farelo e óleo de soja, impulsionando a cadeia da proteína animal e a produção de biocombustíveis. O avanço no processamento interno visa agregar valor à produção agrícola e consolidar o papel estratégico do Brasil na agregação de valor, com estimativas de produção de 48,1 milhões de toneladas de farelo e 12,55 milhões de toneladas de óleo de soja.
Produtores de soja e milho segunda safra no Sul e Sudeste do Brasil têm a oportunidade de acessar novas faixas de subvenção no seguro rural através do Zoneamento Agrícola de Risco Climático Níveis de Manejo (ZarcNM). A iniciativa, que em sua segunda fase piloto beneficiará as culturas da soja no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul, e o milho segunda safra no Paraná e Mato Grosso do Sul, exige que os interessados iniciem os preparativos agora. O processo envolve análise de solo em laboratórios credenciados, registro das informações por operadores de contrato de seguro rural em plataforma da Embrapa (SiNM), que determinará o nível de manejo e, consequentemente, o percentual de subvenção, que pode variar de 20% a 50%, dependendo da cultura e do nível alcançado.
Os preços da carne de frango apresentaram alta entre abril e a parcial de maio no mercado paulista, um movimento que impactou negativamente sua competitividade em relação às carnes suína e bovina. Conforme dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o frango inteiro resfriado foi comercializado em média a R$ 7,31 por quilo no atacado da Grande São Paulo, com um aumento de 1,6% em relação a abril. A valorização foi impulsionada pela demanda doméstica robusta e pelo bom desempenho das exportações avícolas, embora uma desaceleração nas negociações tenha sido observada na segunda quinzena de maio, com possíveis ajustes negativos futuros. A diferença de preço entre o frango e a carne suína diminuiu significativamente, enquanto a disparidade em relação à carne bovina se mantém mais ampla.
O mercado lácteo brasileiro encerrou o primeiro trimestre de 2026 com uma expressiva alta de 17,6% nos preços pagos aos produtores, impulsionada pela redução na oferta de leite no campo. Apesar da valorização acumulada, o valor médio em março ainda se manteve abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior, com uma queda real de 18,7%. A menor produção, atribuída a fatores sazonais e à cautela dos produtores, elevou a concorrência entre as indústrias, sustentando os reajustes. Contudo, os custos de produção, especialmente com alimentação e logística, continuam a pressionar a rentabilidade, enquanto o mercado de derivados observa sinais de desaceleração no consumo devido aos preços elevados e as importações mantêm influência sobre o setor.
A Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio) analisa nesta quarta-feira (27) a inclusão da tilápia em uma lista de espécies exóticas invasoras, o que, segundo a Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), pode levar a uma queda de até 90% nas exportações brasileiras do peixe em seis meses, gerando perdas superiores a US$ 38 milhões. A medida preocupa o setor, pois o status de "espécie invasora" pode ser interpretado pelo mercado externo como um risco ambiental reconhecido pelo Brasil, abrindo portas para barreiras comerciais severas, especialmente nos Estados Unidos, principal destino da tilápia nacional.
O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Paraná (CRMV-PR) denunciou ao Ministério Público o exercício ilegal da zootecnia, após constatar em redes sociais a oferta irregular de consultoria técnica voltada para a aquicultura. Duas pessoas sem habilitação legal estariam oferecendo planejamento e orientação em manejo produtivo e alimentar, atividades privativas de zootecnistas, médicos-veterinários e engenheiros-agrônomos, conforme a legislação federal. A prática irregular pode comprometer o desempenho produtivo, a sanidade animal e a segurança dos sistemas de produção, além de impactar negativamente o bem-estar animal e gerar prejuízos zootécnicos.
O sistema PesqBrasil Pescador Profissional e a Consulta Pública estarão temporariamente indisponíveis para manutenção programada entre as 19h do dia 26/05/2026 e as 7h do dia 27/05/2026. A interrupção no serviço impedirá o acesso, consultas e operações, visando a implementação de uma nova versão do sistema que habilitará o envio mensal do Relatório de Exercício da Atividade Pesqueira (REAP). A iniciativa busca aprimorar a estabilidade e eficiência das ferramentas para o setor pesqueiro.
O setor de Alimentação Fora do Lar em São Paulo registrou um expressivo crescimento de 20,3% entre 2024 e 2025, impulsionado pela crescente busca dos consumidores por praticidade e conveniência no cenário pós-pandemia. Segundo pesquisa da Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo (Fhoresp), o estado agora conta com mais de 550 mil estabelecimentos ativos no ramo, consolidando modelos de negócios flexíveis, como entregas de marmitas e alimentação corporativa, e refletindo também o impacto positivo do turismo no setor.
Aprender a preparar um delicioso tambaqui assado no forno com temperos simples e um modo de preparo fácil é a proposta desta receita. O peixe, que figura como a segunda espécie mais produzida na piscicultura nacional, atrás apenas da tilápia, totalizou 113 mil toneladas em 2024, um crescimento de 3,92% em relação ao ano anterior. Cultivado majoritariamente na região Norte, com destaque para Rondônia, o tambaqui tem seu fomento, ordenamento e pesquisa apoiados pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), através de parcerias, zoneamento de parques aquícolas e incentivo a pesquisas de melhoramento genético.
O 10º Simpósio de Controle de Qualidade do Pescado, realizado em Santos, reuniu especialistas, indústria e órgãos públicos para discutir desafios e tendências na cadeia produtiva do pescado no Brasil. O evento, organizado pelo Instituto de Pesca, abordou temas como segurança alimentar, inovação, sustentabilidade, rastreabilidade e aproveitamento integral do pescado, além de estratégias para ampliar o consumo e a competitividade do setor. As discussões também focaram nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU e na busca por soluções que integrem ciência, indústria e mercado para o desenvolvimento sustentável da pesca e aquicultura no país.
Em um evento da Organização das Nações Unidas, o Ministério da Pesca e Aquicultura do Brasil destacou as oportunidades para o setor pesqueiro e a conservação de espécies marinhas transzonais e altamente migratórias. A participação ocorreu em consultas sobre o Acordo BBNJ (Biodiversidade Marinha em Áreas Além da Jurisdição Nacional) e o UNFSA (Acordo sobre a Conservação e Ordenamento de Populações de Peixes Transzonais e Altamente Migratórios), visando o ordenamento da pesca em alto mar e a coordenação entre mais de cinquenta organizações internacionais. O Assessor Especial Internacional do MPA defendeu a participação ativa de autoridades pesqueiras nacionais e comunidades costeiras nos processos decisórios, enfatizando a importância da cooperação para a conservação e o uso sustentável dos recursos marinhos.
A GTF, detentora da marca Canção, está ampliando seu portfólio de tilápia, com o objetivo de fortalecer sua presença no varejo e aumentar a eficiência de sua produção. A empresa tem investido na verticalização de seus processos, expandindo sua fazenda própria no Paraná para ganhar escala e se tornar menos dependente do mercado de matéria-prima. Essa estratégia permitiu à marca dobrar sua capacidade de processamento e busca posicioná-la entre as três maiores empresas de tilápia do Brasil. Além do filé tradicional, a Canção aposta em produtos processados de valor agregado, como bolinhos e "peixinhos" formatados, e utiliza marketing de alta visibilidade, incluindo parcerias com o Santos Futebol Clube e o jogador Neymar, para impulsionar a marca e atrair novos consumidores.
A tilapicultura brasileira enfrenta desafios significativos com o aumento da importação de filé de tilápia do Vietnã, que acarreta riscos econômicos e sanitários à cadeia produtiva nacional. A concorrência é desequilibrada devido ao forte apoio governamental e custos de produção reduzidos no Vietnã, contrastando com o "Custo Brasil", que inclui alta carga tributária, energia cara e dificuldades logísticas no país. Além disso, a presença do vírus TiLV (Tilapia Lake Virus) no Vietnã representa uma grave ameaça sanitária, pois o Brasil é atualmente livre dessa doença, e sua introdução poderia causar impactos devastadores. A suspensão temporária das importações pelo Ministério da Agricultura e Pecuária reforça a preocupação com a segurança sanitária, demonstrando a necessidade de defender a produção nacional, a qualidade, a rastreabilidade e a geração de empregos, bem como a segurança alimentar e a soberania do país.
A Copacol projeta um crescimento real entre 10% e 20% para 2026, fundamentando suas expectativas na força de sua marca no ponto de venda e em um modelo de integração vertical que garante a qualidade estável da tilápia em toda a cadeia produtiva, da ração ao consumidor. Durante a APAS SHOW 2026, a cooperativa destacou o aumento de 20% no volume de vendas em relação ao ano anterior, mitigando riscos do mercado internacional com foco no mercado doméstico, além de anunciar o lançamento do Petisco de Tilápia Copacol, visando ampliar as ocasiões de consumo do pescado.
A MCassab Nutrição e Saúde Animal (NSA) anuncia a contratação de Lucielma Holtz para gerenciar a unidade de negócios de aves, fortalecendo a atuação da companhia neste segmento. Com mais de 20 anos de experiência no mercado avícola, incluindo especializações em marketing, gestão comercial e avicultura, Holtz traz um histórico focado em áreas comerciais e de negócios, com expertise em relacionamento com clientes e desenvolvimento de mercado. Sua chegada visa impulsionar o crescimento da área, contando com o reconhecimento e a experiência da profissional no setor.
A Costa Marine está focando em conservas de maior valor agregado como estratégia central para crescer no varejo alimentar, buscando ampliar margens e superar desafios de oferta. Durante a APAS SHOW 2026, a empresa apresentou sua diversificação de portfólio, que inclui desde opções de "primeiro preço" até produtos gourmet. Destaque para o Lombo de Pirarucu no Azeite com Alecrim, posicionado como o primeiro pirarucu em lata do mundo, proveniente de manejo sustentável na Amazônia, além de filés de tilápia e sardinha em versões especiais. A estratégia de diversificação também abrange espécies de cultivo e manejo controlado para mitigar a instabilidade no abastecimento de peixes como a sardinha, que se mantém como um gargalo logístico para a companhia, exigindo importação para suprir a demanda.
Uma proposta em análise na Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio) pode classificar a tilápia como espécie exótica invasora, gerando apreensão no setor da piscicultura brasileira, responsável por cerca de 65% da produção nacional de peixes. Embora o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima sustente que a medida visa apenas aspectos técnicos e não prevê proibição imediata do cultivo, entidades do agronegócio temem que a classificação abra portas para futuras restrições, insegurança jurídica, dificuldades no licenciamento ambiental, acesso ao crédito e possíveis barreiras comerciais internacionais, com estimativas de perdas superiores a US$ 38 milhões. A decisão da Conabio, composta por representantes de diversos ministérios, universidades e sociedade civil, será crucial para o futuro regulatório da piscicultura no país, buscando um equilíbrio entre preservação ambiental e desenvolvimento produtivo.
A Korin marcou presença na APAS Show 2026 para consolidar sua atuação no mercado de pescados, destacando a expansão de seu portfólio com o salmão da Patagônia, certificado em bem-estar animal e disponível em versões posta e defumada. A empresa celebrou um crescimento superior a 40% em sua categoria de pescado durante a Quaresma, impulsionado por ações de trade marketing e aumento de distribuição. Olhando para o futuro, a Korin anuncia planos de lançar truta defumada e ingressar no mercado de camarão orgânico ainda no segundo semestre de 2026, alinhada à crescente demanda do consumidor por alimentos práticos, saudáveis e livres de aditivos.
A Oceani, marca da Opergel, marcou presença na APAS Show para fortalecer sua atuação no varejo, apresentando um novo posicionamento estratégico e identidade visual. A empresa destacou o lançamento de um mascote nos pontos de venda e a linha de camarão segmentada para diferentes ocasiões de consumo. Segundo Lucas James, responsável pelo marketing da Oceani, as recentes mudanças nos hábitos de consumo, com foco em saudabilidade e alimentos proteicos, impulsionaram a aceitação da marca, cujo slogan "Leve o agora mais leve" ressalta os atributos naturais da proteína. A empresa registrou um desempenho histórico na Quaresma de 2026, com crescimento significativo atribuído à tendência de consumo saudável, otimização da operação de bacalhau e expansão de canais comerciais com a entrada em novas redes de varejo.
Os preços da tilápia no Brasil mantiveram-se estáveis entre os dias 18 e 22 de maio, conforme levantamento do Cepea. As variações foram mínimas, com o Norte do Paraná registrando o maior valor a R$ 10,45/kg e o Oeste do Paraná apresentando o menor a R$ 8,87/kg, com a maior retração semanal. O cenário geral indica um equilíbrio no mercado da piscicultura, com ligeiras oscilações entre as áreas monitoradas.
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), representado por José Luis Ravagnani Vargas, destacou a importância da inovação para garantir o frescor do pescado até o processamento, elevando a qualidade do produto final. A declaração ocorreu durante o Simpósio de Controle de Qualidade do Pescado (SIMCOPE), principal evento brasileiro sobre tecnologia do pescado, realizado em Santos (SP). O encontro, que debate há mais de 20 anos temas como conformidade, identidade e qualidade sob a perspectiva da Saúde Única, busca aprimorar processos, ampliar a oferta de novos produtos e consolidar a indústria pesqueira nacional, incentivando o consumo de pescado de qualidade.
O governo do Tocantins está implementando uma estratégia focada em governança e desenvolvimento de polos produtivos para impulsionar a piscicultura no estado, que registrou um crescimento de 31,6% em sua produção, superando 15 mil toneladas. Apesar do avanço, a atividade enfrenta gargalos como processamento, irregularidade de fornecedores e oferta imprevisível. O secretário da Pesca e Aquicultura, Rodrigo Ayres, detalha iniciativas como o programa "Trilha da Pesca e Aquicultura", que visa identificar o potencial produtivo local e integrar pequenos produtores a grandes fazendas, além de planejar a consolidação de quatro polos de produção estratégicos e a revitalização de parques aquícolas, com foco na padronização de produtos e geração de dados por meio de um Censo Aquícola e monitoramento do desembarque pesqueiro, buscando garantir segurança jurídica e um ambiente de negócios atrativo.
O Ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, esteve em Jequié (BA) para o lançamento da futura sede da Embrapa na região, que focará em pesquisa e desenvolvimento tecnológico para a agricultura familiar, incluindo pesca e aquicultura. Durante a visita, o ministro participou da abertura da 45ª Expo Jequié e se reuniu com representantes dos setores pesqueiro e aquícola locais para discutir estratégias de desenvolvimento sustentável, destacando a importância do pescado para a economia nacional, que movimenta R$ 15 bilhões do PIB através dos trabalhadores da pesca e aquicultura.
A BomPORTO apresentou sua nova aposta de alto valor agregado no mercado de pescados, o bacalhau preparado com sal rosa, como destaque na APAS Show 2026. Segundo o diretor Sérgio Sousa, o uso do sal rosa agrega qualidade e refinamento gastronômico ao produto, representando uma inovação com custo-benefício superior, apesar de ser quatro vezes mais caro. No entanto, a empresa enfrenta desafios significativos devido à redução global das cotas de pesca do bacalhau e a impasses burocráticos nos portos, que impactam o abastecimento e elevam os custos logísticos, resultando em um aumento de preço de aproximadamente 30% no último ano e afetando as vendas em datas sazonais como a Páscoa. Sousa ressalta a confiança no potencial do mercado brasileiro para expandir o consumo do bacalhau, desde que haja um preço mais acessível e um real mais valorizado.
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) realizou em Manaus a 5ª Reunião Ordinária do Comitê Permanente de Gestão do Uso Sustentável dos Organismos Aquáticos Vivos para fins de Ornamentação e Aquariofilia (CPG Ornamentais). O evento, que ocorreu nos dias 19 e 20 de maio de 2026, reuniu representantes do governo, instituições de pesquisa, setor produtivo e pescadores da pesca ornamental amazônica para discutir o ordenamento da atividade, avanços regulatórios, fortalecimento da aquariofilia, e o aprimoramento da gestão sustentável dos organismos aquáticos ornamentais, com destaque para a apresentação do futuro selo da aquariofilia e visitas técnicas a empresas do setor.
O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que visa redefinir os critérios para a aplicação de medidas administrativas ambientais no meio rural. A nova regra estabelece que sanções ambientais mais severas não poderão ser aplicadas de forma automática ou baseadas exclusivamente em imagens de satélite, exigindo verificação in loco e garantia de defesa prévia para os produtores rurais. A proposta, que segue para o Senado, busca evitar penalidades indevidas e assegurar o contraditório antes de restrições que afetem a atividade produtiva e o acesso a crédito.
O Paraná deu início a um projeto inédito com o objetivo de mapear as práticas de biosseguridade em fazendas de tilápia, através da aplicação de um questionário especializado. A iniciativa, conduzida pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) em cooperação com o Instituto Veterinário Norueguês, visa caracterizar as medidas de sanidade na piscicultura estadual, com especial atenção para a tilápia, peixe de maior cultivo no estado. O levantamento, que utiliza diretrizes internacionais e está alinhado ao Manual de Animais Aquáticos da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), abrangerá cerca de 50 propriedades em diferentes regiões, com foco inicial em Nova Aurora, reconhecida como capital nacional da tilápia. A expectativa é que os dados coletados subsidiem futuras normativas e recomendações técnicas para fortalecer a sanidade aquícola e a segurança na produção.
A Pamplona Alimentos, com 78 anos de expertise em carne suína, participa da SIAL China 2026, em Xangai, visando reforçar sua expansão global e estreitar laços com mercados asiáticos. A feira, um importante evento mundial para alimentos e bebidas, destaca a força do segmento de proteínas animais e a crescente demanda asiática. A participação da empresa ocorre em um contexto de aumento nas exportações brasileiras de carne suína, com a Pamplona já exportando para mais de 20 países e com habilitações para mercados estratégicos em diversas regiões, refletindo o desempenho positivo do setor, que registrou um crescimento de 11,6% nas exportações em 2025, totalizando 1,51 milhão de toneladas embarcadas. A presença na SIAL China é vista como uma oportunidade chave para apresentar a qualidade dos produtos da companhia e consolidar relacionamentos comerciais com parceiros internacionais.
A Vaccinar Nutrição Animal anuncia Márcio Quevedo como seu novo Diretor de Negócios Suínos, com o objetivo de intensificar a atuação da empresa no setor e fortalecer a proximidade com a cadeia produtiva. Com mais de 20 anos de experiência em nutrição e saúde animal, o executivo, formado em Medicina Veterinária, possui especializações em gestão estratégica, liderança e sanidade de suínos, com passagens por empresas de destaque no mercado. Quevedo expressa entusiasmo em contribuir para o crescimento da Vaccinar e para a geração de resultados, produtividade e sustentabilidade para o segmento de suinocultura.
A produção animal, especialmente de aves e suínos, enfrenta um desafio global significativo com a escassez e o aumento do custo do fosfato inorgânico, impulsionado por instabilidade geopolítica e restrições de oferta. Diante desse cenário, a indústria tem acelerado a transição para dietas "phosphate-free", baseadas no uso estratégico de fitases de alta eficiência. Essa abordagem não só reduz a dependência de fontes minerais finitas, promovendo sustentabilidade ao diminuir a excreção de fósforo no meio ambiente, mas também otimiza a liberação de outros nutrientes da dieta, melhora a eficiência alimentar e garante a competitividade econômica e a segurança operacional da produção.
A C.Vale marcou presença na APAS Show 2026 para evidenciar a consolidação da tilápia como uma proteína de destaque no mercado nacional. A cooperativa paranaense enfatizou a importância da manutenção de rigorosos padrões de qualidade e um trabalho consistente em campo e na indústria para atender às demandas do varejo, ressaltando que o avanço técnico tem elevado a aceitação da espécie no país. Além disso, a empresa celebrou os resultados comerciais positivos durante a Quaresma de 2026, período que registrou o escoamento total de estoques nas redes varejistas e autosserviços, indicando um cenário de crescimento para o setor.
Em Pernambuco, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, participou de uma capacitação do Programa Nacional de Regularização de Embarcação de Pesca (PROPESC) em Recife, com o objetivo de regularizar embarcações, atualizar o Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP) e desenvolver a cadeia produtiva do pescado de forma sustentável. Durante sua visita ao estado, o ministro também conheceu iniciativas de pesca e aquicultura em Itapissuma e Jaboatão dos Guararapes, incluindo a produção de ostras e processos aquícolas, dialogando com pescadores, pescadoras e produtores para atender às demandas do setor e reforçar a importância econômica e social dessas atividades.
Uma propriedade em Glória de Dourados (MS) desenvolve um sistema experimental de piscicultura que se destaca pela integração de oito espécies de peixes em um mesmo tanque, minimizando o uso de ração comercial em até 80%. O projeto aproveita água da chuva captada de telhados de granjas de suínos, que é armazenada em cisternas revestidas e, após o uso na criação de peixes, destina o excedente hídrico para a irrigação de pastagens da bovinocultura de corte. Essa abordagem multifacetada, que inclui tilápias, carpas, dourados, matrinxã, pintado e corimba, visa explorar a dinâmica natural da água, reduzir custos com insumos e já fornece proteína para o refeitório da propriedade, com potencial para se tornar uma nova fonte de faturamento.
A ABIPESCA celebrou a aprovação pela Câmara dos Deputados do Projeto de Lei 5900/2025, que exige análise técnica prévia do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) antes da criação de normas federais impactando setores como pesca e aquicultura. Segundo o presidente da entidade, Eduardo Lobo, a medida assegura maior segurança jurídica e previsibilidade regulatória, equilibrando desenvolvimento econômico e preservação ambiental, sem enfraquecer a agenda ambiental, mas promovendo políticas públicas mais fundamentadas tecnicamente e capazes de evitar restrições sem embasamento, que comprometeriam investimentos e a produção nacional.
O Alaska Seafood Marketing Institute (ASMI) marcou presença significativa na 40ª edição do Festival APAS SHOW, realizada em São Paulo, consolidando sua atuação no mercado brasileiro com o maior número de empresas importadoras parceiras de sua história local. O evento, que movimentou bilhões no varejo alimentar sul-americano, serviu como plataforma para a ASMI fortalecer canais de distribuição, com marcas como Brasmar, Grupo Pertê, Frumar, Frescatto, MGS e Noronha Pescados participando ativamente de seu estande, enquanto BomPORTO e Opergel reforçaram a origem com espaços próprios. A estratégia da ASMI foca no relacionamento de longo prazo e na estabilidade do suprimento, destacando a importância do congelamento rápido do bacalhau do Alasca para garantir a regularidade logística em um cenário global de oscilações de oferta.
A cidade de Itajaí (SC) se prepara para sediar a terceira edição da ExpoMar 2026, entre os dias 24, 25 e 26 de junho, reunindo o setor de pesca e aquicultura sob o tema “O alimento que vem das águas”. O evento promoverá debates estratégicos em congressos e simpósios, abordando desde desafios de mercado e políticas públicas até avanços em piscicultura e maricultura, visando impulsionar o desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva do pescado.
A Mar & Rio fortaleceu sua presença no varejo de supermercados com o lançamento de produtos de alto valor agregado e embalagens diferenciadas na APAS Show 2026. A empresa registrou vendas históricas na última Quaresma, beneficiada pela migração de consumidores em busca de alternativas ao bacalhau mais caro, e agora se prepara para a Copa do Mundo com produtos pré-prontos e petiscos práticos. O diretor comercial Fábio Gusman destacou o investimento em inovação e a crescente demanda por hábitos saudáveis como impulsionadores do sucesso da marca, com novidades como caldo de piranha, tambaqui recheado e salmão fresco.
O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 5900/2025, que estabelece a obrigatoriedade de análise técnica prévia do órgão federal competente antes da implementação de normas que possam impactar cadeias produtivas da agricultura, pecuária, pesca, aquicultura, bioeconomia e florestas plantadas. A proposta, de autoria do deputado Pedro Lupion, visa garantir segurança jurídica e evitar restrições desproporcionais a setores como o da tilápia, tambaqui e camarão cultivado, buscando o equilíbrio entre conservação ambiental e desenvolvimento produtivo. O texto, agora em tramitação, prevê que a manifestação técnica do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) terá caráter vinculante em aspectos econômicos e de abastecimento.
A cidade de Manaus recebeu a 15ª aula presencial do curso "Multiplicadores Aquícolas", promovido pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA). A iniciativa visa capacitar servidores públicos e representantes locais como agentes de desenvolvimento da aquicultura brasileira, abordando temas como piscicultura e carcinicultura. O curso, que é gratuito e totalmente online, tem como objetivo democratizar o acesso ao conhecimento técnico no setor, com foco no desenvolvimento sustentável e na transição para a economia azul, conforme previsto no Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura a ser lançado em breve.
O mercado de pescado está consolidando sua transição estrutural e ampliando sua presença no varejo nacional, impulsionado pela crescente busca dos consumidores por opções mais saudáveis, mudanças nos hábitos de consumo e a expansão da oferta de produtos congelados. A 40ª edição da APAS SHOW 2026 tem destacado essa evolução, com redes supermercadistas revisando suas estratégias comerciais e ampliando o espaço físico dedicado à categoria. Essa dinâmica, segundo especialistas, reflete uma mudança social em direção a uma alimentação mais proteica e menos gordurosa, beneficiando diretamente a indústria do pescado, que se posiciona como uma "proteína de oportunidade".
O Ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, estará em Pernambuco nos dias 21 e 22 de maio para participar de uma capacitação sobre requisitos higiênico-sanitários, ordenamento, monitoramento e registro da atividade pesqueira, promovida pelo Programa Nacional de Regularização de Embarcação de Pesca (PROPESC) em Recife. No dia anterior, o ministro visitará projetos de Bioindústria e a Itaostra em Itapissuma, além da Colônia de Pescadores Z10. O PROPESC, instituído em dezembro de 2024, visa regularizar e atualizar informações de embarcações de pesca inscritas no Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP).
A expansão global do consumo de produtos aquícolas, impulsionada pela aquicultura, tem levado a mudanças na formulação de rações, com maior uso de ingredientes vegetais, o que, por sua vez, aumenta o risco de contaminação por micotoxinas. Essas substâncias, produzidas por fungos, representam um desafio sanitário significativo na produção de tilápia e outros organismos aquáticos, podendo afetar a saúde dos animais, seu desempenho produtivo e a segurança alimentar dos consumidores, com efeitos que variam de estresse oxidativo e lesões em órgãos a redução de crescimento e mortalidade.
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), através da Secretaria Nacional de Registro, Monitoramento e Pesquisa da Pesca e Aquicultura, realizou entre os dias 12 e 14 de maio um acompanhamento técnico do projeto de estatística pesqueira na Lagoa dos Patos, no Rio Grande do Sul. Em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande (FURG), a iniciativa visa aprimorar o monitoramento da produção e do esforço da pesca artesanal e industrial desembarcada no estuário, abrangendo comunidades em Rio Grande, São José do Norte, Pelotas e São Lourenço do Sul, com o objetivo de subsidiar políticas públicas mais eficazes para o setor pesqueiro nacional.
A empresa portuguesa Nigel, com quase sete décadas de história, faz sua estreia na APAS Show 2026, apresentando um portfólio diversificado de pescados lusitanos para o mercado brasileiro. Com foco em consolidar sua presença no varejo nacional, a companhia, tradicionalmente familiar e já com mais de 20 anos de exportação para o Brasil, oferece produtos in natura e preparos prontos, incluindo polvo, sardinha e cavala, visando atender redes de supermercados e o setor de food service com proteínas de alta qualidade provenientes de águas europeias.
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) lançou o Painel de Monitoramento da Pesca de Tainha (Mugil liza) para o ano de 2026. A ferramenta inovadora consolida informações sobre a quantidade da espécie capturada por diferentes modalidades, possibilitando um acompanhamento em tempo real da atividade pesqueira. Esta iniciativa está em conformidade com a Portaria Interministerial MPA/MMA nº 51, de 27 de fevereiro de 2026, que define o limite de captura, as cotas por modalidade de permissionamento e área de pesca, além das medidas de registro, monitoramento e controle para a temporada de 2026, nas regiões Sudeste e Sul do Brasil, em colaboração com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).
A nutrição de peixes cultivados, com destaque para a tilápia, tem incorporado aditivos funcionais como estratégia para reduzir a pressão sanitária, otimizar a eficiência alimentar e diminuir o uso de antibióticos. Pesquisas do Instituto de Pesca (IP-Apta) de São Paulo exploram probióticos, prebióticos, simbióticos, pós-bióticos e fitobióticos, diferenciando seus mecanismos de ação. Os probióticos, microrganismos vivos, promovem o equilíbrio intestinal e fortalecem o sistema imunológico, enquanto prebióticos servem de substrato para bactérias benéficas. Pós-bióticos oferecem compostos derivados de microrganismos com estabilidade e aplicabilidade industrial, e fitobióticos, de origem vegetal, atuam como antimicrobianos e antioxidantes. Estudos aplicados, com foco na tilápia-do-nilo, levaram ao desenvolvimento de um probiótico específico para a espécie, em parceria com a indústria, visando soluções tecnológicas baseadas em ciência para uma aquicultura mais eficiente e sustentável.
A empresa espanhola Congelados de Navarra participa da APAS Show 2026 com o objetivo de fortalecer sua presença no mercado brasileiro, focando em pratos prontos que atendam à crescente demanda por conveniência e qualidade. Em sua segunda participação no evento, a companhia apresentará sua tradicional paella com frutos do mar, buscando consolidar negócios e estreitar o relacionamento com compradores do varejo e food service, aproveitando a oportunidade para validação sensorial dos produtos e conversas presenciais.
A piscicultura nacional enfrenta um alerta com a iminente votação da Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio) sobre a possível classificação da tilápia como espécie exótica invasora. Tal medida, caso aprovada em 27 de maio, pode gerar severos impactos nas exportações brasileiras, especialmente para os Estados Unidos, principal mercado da espécie, com projeções de queda de até 90% e perdas financeiras na casa dos US$ 38 milhões apenas para a cadeia da tilápia. A análise da Peixe BR indica ainda um efeito cascata que pode prejudicar outras espécies nativas e a imagem da aquicultura brasileira globalmente, além de comprometer certificações internacionais cruciais para o setor.
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), representado pelo ministro Edipo Araujo, firmou um Acordo de Capacitação Técnica (ACT) com a Prefeitura de Bragança, no Pará. O acordo visa facilitar a regularização de pescadores e embarcações, além de capacitar servidores municipais em políticas públicas do MPA, com o objetivo de elevar a qualidade do pescado, gerar mais renda para os pescadores e impulsionar a produção local. O município, que conta com mais de 3.600 pescadores e atualmente produz cerca de 50 toneladas de pescado, ambiciona se tornar uma referência regional, com a meta de alcançar 430 toneladas anuais, fortalecendo a pesca artesanal e a aquicultura na região.
A Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção para Peixes e Invertebrados Aquáticos foi atualizada, incluindo 100 novas espécies e excluindo o mesmo número, mantendo um total de 490 espécies classificadas. A revisão, que considerou critérios da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), avaliou o risco de extinção de peixes, arraias, tubarões, estrelas-do-mar e outros invertebrados aquáticos em categorias como Vulnerável (VU), Em Perigo (EN) e Criticamente em Perigo (CR). O objetivo é mobilizar ações para a recuperação de populações ameaçadas, com a publicação de regras e restrições para proteção, como a proibição de captura e comercialização, além de diretrizes para planos de recuperação, como o do pargo (Lutjanus purpureus), que passou de VU para EN. A gestão compartilhada com o Ministério da Pesca e Aquicultura visa garantir o equilíbrio entre a proteção das espécies e a continuidade da atividade pesqueira sustentável.
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) definiu as regras para a safra da tainha de 2026, que se inicia em 1º de maio, com um aumento de aproximadamente 20% na cota total de captura, totalizando 8.168 toneladas. As novas diretrizes, detalhadas na Portaria Interministerial MPA/MMA nº 51, estabelecem cotas específicas para diferentes modalidades de pesca, incluindo cerco/traineira, emalhe anilhado, emalhe costeiro de superfície, arrasto de praia e captura no estuário da Lagoa dos Patos. A gestão por cotas visa garantir o aproveitamento econômico sustentável do recurso pesqueiro, com base em dados científicos robustos e monitoramento contínuo para assegurar a renovação natural da espécie e a previsibilidade para as comunidades pesqueiras.
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) reclassificou o pargo (Lutjanus purpureus) da categoria "Vulnerável" para "Em Perigo" na Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção, alertando para um risco muito alto de extinção caso as medidas de proteção e manejo não sejam intensificadas. Essa mudança, baseada em avaliações técnico-científicas do ICMBio, reflete o agravamento do estado de conservação da espécie desde 2014. Em resposta, o Governo Federal revisará o atual Plano de Recuperação do pargo, com a expectativa de implementar regras mais restritivas para a atividade pesqueira, visando a recuperação do estoque da espécie, que possui grande importância econômica, especialmente nas regiões Norte e Nordeste do país. Os principais fatores para essa reclassificação incluem sobrepesca, captura de indivíduos jovens e impactos das mudanças climáticas, demandando ações urgentes para garantir a sustentabilidade a longo prazo.
O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em colaboração com o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e a Secretaria de Patrimônio da União (SPU), oficializou a criação de três Projetos de Assentamento Agroextrativista Pesqueiro (PAEp) em Pernambuco. Essas iniciativas, que reconhecem os territórios tradicionais da pesca artesanal, beneficiam as comunidades de Boca do Rio Mamucaba (Tamandaré), Porto Sítio do Canto (Itapissuma) e Praia do Xaréu (Cabo de Santo Agostinho), garantindo acesso à terra, à água e a políticas públicas do Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA), fortalecendo a segurança jurídica e a sustentabilidade das atividades pesqueiras.
O financiamento das atividades agropecuárias em São Paulo tem observado uma reconfiguração significativa, com o capital próprio se consolidando como a principal fonte para custeio e investimentos, enquanto o crédito rural amplia seu espaço. Levantamento da ABMRA revela que a participação de recursos próprios no custeio subiu de 78% para 84% entre 2021 e 2025, e no crédito rural, de 8% para 17%. Essa tendência de autofinanciamento se repete na aquisição de máquinas e equipamentos, onde o uso de capital próprio saltou de 59% para 79%. Paralelamente, o clima emerge como o principal fator de preocupação para 99% dos produtores, impactando a produção devido a eventos de seca, excesso de chuvas ou oscilações de temperatura, seguido por custos de produção e comercialização.
O mercado brasileiro de trigo apresenta um cenário de preços divergentes: enquanto o farelo de trigo registra seu menor nível desde agosto de 2024, impulsionado pelo aumento da oferta e pela forte concorrência de insumos substitutos na alimentação animal, o trigo em grão mantém cotações firmes. Essa sustentação nos grãos, por sua vez, impacta os preços das farinhas, que refletem o repasse dos custos da matéria-prima, em um contexto influenciado também por fatores externos como incertezas geopolíticas.
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima atualizou a Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção, incluindo agora o tambaqui na categoria de vulnerável, além de centenas de outros peixes e invertebrados aquáticos. A medida, oficializada pela Portaria GM/MMA nº 1.667, revoga a lista de 2014 e consolida espécies em diferentes níveis de risco, como vulnerável, em perigo e criticamente em perigo. Essa nova classificação servirá como ferramenta crucial para o direcionamento de políticas públicas de conservação, manejo pesqueiro e licenciamento ambiental, buscando proteger a rica, mas pressionada, biodiversidade aquática brasileira.
Em uma iniciativa estratégica para fortalecer sua posição no mercado global de pescados, o Brasil participou de missões oficiais na Espanha e na França, focando na abertura de novos mercados, cooperação técnica e alinhamento regulatório. A presença na Seafood Expo Global em Barcelona conectou empresas brasileiras a compradores de aproximadamente 150 países, enquanto a adesão ao Programa de Cooperação em Pesquisa em Agricultura Sustentável da OCDE na França amplia o intercâmbio técnico e a participação em discussões sobre sistemas alimentares e produção agrícola. As agendas incluíram discussões sobre sanidade, energia e logística, visando a retomada de exportações ao bloco europeu e a apresentação da experiência brasileira em agricultura tropical sustentável.
A Universidade do Vale do Itajaí (Univali) mais uma vez liderará a programação da Cozinha Show na ExpoMar 2026, que ocorrerá entre os dias 24 e 26 de junho em Itajaí (SC). O espaço reunirá chefs convidados, professores e acadêmicos da Univali para apresentar receitas que destacam peixes e frutos do mar da costa catarinense, visando estimular o consumo dessas proteínas. A iniciativa também promoverá a integração entre acadêmicos, docentes, parceiros e players do mercado de pesca, maricultura e piscicultura, oferecendo aprendizado sobre técnicas e tendências na gastronomia de pescados. As atividades da Cozinha Show serão gratuitas para os inscritos na ExpoMar 2026, com credenciamento antecipado e inscrições para as aulas disponíveis online e no local.
O Instituto de Pesca (IP-APTA) promoverá, de 20 a 22 de maio de 2026, em Santos (SP), a 10ª edição do SIMCOPE – Simpósio de Controle de Qualidade do Pescado. O evento, referência nacional em tecnologia do pescado, reunirá especialistas, pesquisadores e representantes do setor para debater avanços científicos e inovações voltadas à pesca e aquicultura sustentáveis e à segurança alimentar. A programação inclui minicursos com referências internacionais, workshops e painéis de palestras, além de discussões sobre certificação sanitária e valorização de produtos pesqueiros artesanais, visando o fortalecimento da integração entre ciência, produção e sociedade.
A Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) sediará uma audiência pública em 07 de maio para debater os potenciais riscos sanitários decorrentes da importação de peixe do Vietnã, com foco especial na tilápia. O encontro visa reunir produtores, órgãos de fiscalização, academia e gestores públicos para discutir o impacto da entrada do produto vietnamita no mercado brasileiro sobre a cadeia produtiva local, preocupações com a disseminação do Vírus do Lago da Tilápia (TiLV), questionamentos sobre o controle sanitário no país asiático e a qualidade do produto, além de avaliar a competitividade da produção de tilápia em Pernambuco, que anualmente produz cerca de 35 mil toneladas, principalmente no Sertão do estado.
O Ministro da Pesca e Aquicultura (MPA), Edipo Araújo, realizou uma agenda de trabalho no Pará entre os dias 24 e 27 de abril, com o objetivo de aproximar o ministério dos setores da cadeia produtiva. Durante a visita a municípios como Belém, Bragança, Capitão Poço e São Miguel do Guamá, o ministro participou da capacitação do Programa Nacional de Regularização de Embarcação de Pesca (PROPESC), dialogou com representantes da piscicultura, pescadores artesanais e gestores públicos, e visitou empreendimentos de processamento de pescado e de aquicultura, incluindo fazendas de pirarucu, tambacu e projetos socioambientais em áreas degradadas, além de discutir temas estratégicos para o fortalecimento do setor com a governadora do estado.
Um relatório global da Unilever Food Solutions aponta para mudanças significativas no setor de food service até 2026, impulsionadas pela busca por alimentos mais nutritivos e saudáveis, especialmente entre a Geração Z, e um forte desejo por transparência na origem e processamento dos alimentos. Apesar da valorização de produtos naturais, a inflação ainda influencia as escolhas de consumo, com cerca de 30% dos consumidores considerando o preço um fator decisivo. Além disso, formatos de consumo compartilháveis e personalizados ganham espaço, refletindo uma demanda por experiências mais flexíveis e individualizadas, com 55% preferindo opções montadas ou para dividir e 58% dispostos a pagar por menus adaptados às suas preferências.
Alberto Inoue foi nomeado Diretor de Negócios de Monogástricos na Phibro Saúde Animal, assumindo a liderança das áreas de aves, suínos e aquicultura. Com vasta experiência em gestão e desenvolvimento de negócios, Inoue chega para impulsionar segmentos estratégicos da cadeia de proteína animal em um mercado cada vez mais competitivo, focado em eficiência e inovação. O executivo expressou satisfação com a oportunidade, ressaltando o alinhamento da empresa com seus valores e o impacto positivo na saúde animal, pessoas e meio ambiente.
O Conselho Federal de Participação Social da Bacia do Rio Doce e Litoral Capixaba (CFPS Rio Doce) aprovou a criação da Comissão de Pesca e Aquicultura em sua 7ª reunião extraordinária. O novo colegiado, que visa aproximar o Ministério da Pesca e Aquicultura dos profissionais do setor, atuará como um espaço consultivo e propositivo para acompanhar e monitorar ações relacionadas à pesca e aquicultura dentro do Novo Acordo do Rio Doce, incluindo a aplicação de recursos e o controle social do Plano de Reestruturação da Gestão da Pesca e Aquicultura (PROPESCA).
O mercado da tilápia registrou variações pontuais de preço entre os dias 20 e 24 de abril, conforme levantamento do Cepea, com cotações que se mantiveram relativamente estáveis. As regiões produtoras apresentaram movimentos de alta e baixa muito próximos da estabilidade, com o quilo do peixe oscilando em torno de R$ 10,05 nos Grandes Lagos (alta de 0,03%), R$ 9,80 em Morada Nova de Minas (queda de 0,18%), R$ 10,46 no Norte do Paraná (estabilidade), R$ 8,97 no Oeste do Paraná (recuo de 0,14%) e R$ 10,23 no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba (leve alta de 0,07%).
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) reclassificou o pargo (Lutjanus purpureus) de "Vulnerável" para "Em Perigo" na Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção para Peixes e Invertebrados Aquáticos. A decisão, baseada em avaliações técnico-científicas do ICMBio e validação da CONABIO, reflete o agravamento do estado de conservação da espécie, ameaçada pela sobrepesca, captura de indivíduos jovens e impactos das mudanças climáticas. Em resposta, o governo revisará o Plano de Recuperação do pargo, com o objetivo de compatibilizar a atividade pesqueira à conservação da espécie, que possui grande relevância econômica, especialmente nas regiões Norte e Nordeste do Brasil.
A Vetanco realizará um encontro nesta terça-feira (28) para discutir os efeitos das micotoxinas na saúde intestinal e no desempenho produtivo de aves e suínos. O evento reunirá especialistas, pesquisadores e consultores para abordar a relação entre a homeostase intestinal, desafios infecciosos e a aplicação de aditivos antimicotoxinas, com palestras sobre a interferência das toxinas, critérios de escolha de aditivos e o impacto na saúde aviária e suína, culminando em um debate entre os palestrantes.
O pescado brasileiro foi um dos grandes protagonistas da feira "Brasil na Mesa", realizada em Brasília entre os dias 23 e 25 de abril. O evento, promovido pela Embrapa, reuniu inovações e produtos que valorizam a cadeia produtiva, incluindo a "Trilha das Marisqueiras" de Sirinhaém (PE), que promove o turismo sustentável e valoriza o trabalho feminino com frutos do mar. Além disso, o projeto Biomaré apresentou soluções para o aproveitamento de resíduos do pescado, transformando cascas de camarão em novos alimentos e gerando renda para comunidades pesqueiras. A Embrapa também demonstrou o aprimoramento na técnica de preparo do pirarucu defumado, agregando valor ao produto e oferecendo novas possibilidades de consumo e produção.
Um experimento de seis anos realizado pela Embrapa Arroz e Feijão demonstrou que a implementação de um Sistema Agroflorestal (SAF) com espécies nativas do Cerrado, como aroeira, cagaita e baru, em conjunto com o cultivo de feijoeiro e adubos verdes, dobrou o acúmulo de carbono no solo, atingindo 2,24 toneladas por hectare ao ano. Além do benefício ambiental, o sistema agroecológico comprovou sua viabilidade econômica ao gerar mais de 1.000 quilos por hectare de feijão, com reposição de nutrientes através de adubos orgânicos e biofertilizantes, inspirando a replicação do modelo em diversas propriedades rurais de Goiás e contribuindo para a segurança alimentar e a melhoria da biodiversidade local.
O 6º Encontro de Qualidade Industrial na Avicultura – Frigoríficos, parte da 2ª Conbrasfran, reunirá a indústria de carne de frango para debater o aprimoramento da eficiência industrial e o controle sanitário. O evento, que ocorrerá de 23 a 25 de novembro, abordará desafios operacionais, soluções tecnológicas, inspeção e controle de contaminação, além de tendências de consumo e bem-estar animal, visando alinhar conhecimento técnico às demandas do mercado por produtividade, segurança alimentar e padronização de processos.
A avicultura de Mato Grosso do Sul registrou um crescimento expressivo de 6,97% no abate de frangos no primeiro bimestre de 2026, totalizando 30,6 milhões de aves, o que consolida a expansão da atividade no agronegócio estadual. Paralelamente, as exportações de carne de frango, apesar de uma leve redução no volume embarcado para cerca de 28 mil toneladas, apresentaram um aumento de 9,1% na receita, atingindo US$ 62,8 milhões, impulsionadas pela valorização do produto em mercados estratégicos como China e Japão. O agronegócio, com destaque para as proteínas animais, continua a ser o principal pilar da balança comercial de Mato Grosso do Sul, respondendo por 94,5% das exportações totais no período.
O mercado brasileiro de soja segue com liquidez sustentada pela elevada oferta em grão, o que tem evitado aumentos expressivos nos preços da oleaginosa. Pesquisadores do Cepea indicam que, mesmo com uma demanda firme, a expectativa de uma safra recorde no Brasil mantém o equilíbrio do mercado, resultando em preços relativamente estáveis. A colheita nacional já atingiu 88,1% da área, enquanto nos Estados Unidos, a semeadura avança acima do esperado, superando os ritmos do ano anterior e a média histórica.
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em parceria com a FAO, UFRN e UNB, lançou o calendário do curso gratuito "Multiplicadores Aquícolas", voltado para capacitar profissionais a atuarem como agentes de desenvolvimento do setor. A formação abrange diversas áreas da aquicultura, incluindo piscicultura, carcinicultura, malacocultura e algicultura, com aulas presenciais em diferentes estados e módulos online, cobrindo desde políticas públicas e sustentabilidade até aspectos de mercado e inovação.
A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) registrou um aumento de 2,20% no preço da cesta de 35 produtos de largo consumo em março, a maior elevação mensal do primeiro trimestre de 2026. O valor médio da cesta passou de R$ 802,88 para R$ 820,54, impulsionado por fatores como logística, clima e condições de oferta. Entre os itens com maior alta, destacam-se o feijão e o leite longa vida, enquanto açúcar e café apresentaram queda. A Abras alerta que o cenário para os próximos meses ainda aponta para riscos de pressão sobre os preços de alimentos, especialmente aqueles mais sensíveis ao custo do frete e às variações climáticas.
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em parceria com a FAO, UFRN e UNB, divulgou o calendário do curso gratuito "Multiplicadores Aquícolas", voltado para capacitar profissionais como agentes de desenvolvimento do setor. A formação abordará diversas áreas da aquicultura, incluindo piscicultura, carcinicultura, malacocultura e algicultura, com aulas presenciais em diferentes estados do país e módulos online, cobrindo tópicos como políticas públicas, sustentabilidade, inovação e acesso a crédito.
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) realizou em Belém (PA) uma capacitação do Programa Nacional de Regularização de Embarcações de Pesca (PROPESC), com o objetivo de orientar técnicos, pescadores, armadores de pesca e representantes de entidades de classe sobre o Registro Geral da Pesca (RGP), vistorias e ordenamento de embarcações. O ministro Edipo Araujo destacou a importância do evento para o Pará, uma região com forte atividade pesqueira, enfatizando a necessidade de vistoriar e capacitar os profissionais envolvidos para garantir o registro, monitoramento, controle e as boas práticas higiênico-sanitárias, visando a sustentabilidade futura do setor e o desenvolvimento do trabalho e das famílias.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apresentou uma proposta de nova regulamentação para a importação de produtos de origem animal comestíveis, com foco em reforçar a rastreabilidade, o cadastro obrigatório de importadores e um controle mais rigoroso sobre o destino das cargas após a entrada no país. A minuta, que visa substituir normas anteriores, amplia a responsabilidade do importador, exigindo a apresentação de um programa de recolhimento e a informação sobre o estabelecimento de armazenamento ou transbordo. Essa mudança representa uma expansão do alcance da fiscalização, que passará a monitorar o percurso interno da mercadoria, sob pena de suspensão ou cancelamento do cadastro do importador em caso de descumprimento.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) solicitou formalmente ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) a suspensão das importações de pescado proveniente do Vietnã e a manutenção da restrição já existente para o Equador. A medida preventiva visa salvaguardar a aquicultura nacional frente a potenciais riscos sanitários, citando doenças como o vírus da tilápia do lago (TiLV) no Vietnã e a Doença da Necrose Hepatopancreática Aguda (AHPND) no Equador, enfermidades que podem gerar alto impacto produtivo e econômico. A CNA argumenta que a notificação inadequada dessas doenças à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) levanta dúvidas sobre a eficácia dos sistemas de vigilância nesses países, e reforça a necessidade de rigor nas importações para que os padrões sanitários sejam equivalentes aos exigidos dos produtores brasileiros.
A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 878 milhões na terceira semana de abril de 2026, impulsionada por exportações de US$ 6,4 bilhões e importações de US$ 5,6 bilhões. No acumulado do ano, o saldo positivo soma US$ 21,7 bilhões. Comparando a média diária das exportações até a terceira semana de abril de 2026 com o mesmo período de 2025, houve um crescimento de 18,5%, enquanto as importações apresentaram um aumento de 2,7%. Os setores da Indústria Extrativa e da Indústria de Transformação registraram os maiores crescimentos nas exportações.
A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) lançou uma cartilha para orientar o setor sobre a Lei nº 15.377/2026, que entrou em vigor em abril de 2026 e amplifica a saúde preventiva em bares e restaurantes. A norma exige que as empresas informem regularmente seus colaboradores sobre campanhas oficiais de vacinação, prevenção do HPV e de cânceres de mama, colo do útero e próstata, além de comunicarem sobre os direitos relacionados à realização de exames preventivos, incluindo até três dias de ausência remunerada por ano para tal fim. O descumprimento pode acarretar multas, autuações e processos trabalhistas, impactando a reputação das empresas.
A Copacol marcou presença, pela primeira vez, na FHA, Food & Hotel Asia, em Singapura, um evento de relevância internacional focado no comércio e relacionamento com importadores asiáticos. A feira, realizada entre 21 e 24 de abril, atraiu compradores de países como Vietnã, Malásia, Indonésia e Filipinas, com o objetivo de atender os setores de alimentos, food service e hospitalidade. A participação reforça a estratégia da cooperativa de expandir sua marca globalmente, agregar valor à produção paranaense e abrir novas oportunidades comerciais, consolidando sua atuação em 85 países. Esta foi a terceira feira internacional da Copacol no ano, seguindo presenças em Dubai e Boston, com o objetivo de diversificar mercados e demonstrar o diferencial de seus produtos.
Um estudo recente aponta que usuários de plataformas de apostas online (bets) reduziram em 19% seus gastos em supermercados. A pesquisa, que analisou o comportamento do consumidor, indicou que o setor de apostas movimentou R$ 37 bilhões em 2025, com mais de 25 milhões de brasileiros participando. Especialistas ressaltam que a rápida expansão das bets, impulsionada pela tecnologia e facilidade de acesso, já afeta a dinâmica de outros segmentos econômicos, demandando uma integração sustentável ao ambiente regulado.
As exportações da piscicultura brasileira registraram uma queda de 39% no primeiro trimestre de 2026, totalizando US$ 11,2 milhões, em comparação com o mesmo período do ano anterior. O volume exportado também apresentou retração de 41%, caindo para 2.300 toneladas. Apesar do cenário inicial negativo, os embarques apresentaram recuperação ao longo do trimestre, impulsionados pela redução da tarifa de importação dos Estados Unidos para filés frescos de tilápia, que caiu de 50% para 10%. Paralelamente, observa-se um aumento nas importações de tilápia do Vietnã em diversos estados brasileiros, gerando preocupações sanitárias e econômicas devido ao risco de doenças e à pressão sobre os preços nacionais. Diante disso, o setor busca diversificar mercados, com México e Canadá ampliando suas compras de tilápia brasileira.
O estado do Paraná se destacou no Mundial do Queijo do Brasil, realizado em São Paulo, conquistando um total de 44 medalhas e consolidando-se como referência na produção nacional. Talentos do Biopark, em Toledo, apresentaram queijos inovadores com temáticas espaciais, que estimularam múltiplos sentidos e contaram histórias através de sabor, textura, temperatura e impacto visual. Além das medalhas em categorias como Super Ouro, Ouro, Prata e Bronze, queijos paranaenses também foram reconhecidos entre os melhores do mundo, como o Passionata, eleito um dos nove melhores queijos do mundo no World Cheese Awards 2024. O projeto do Biopark visa expandir a produção de queijos finos de alto valor agregado para diversas regiões do estado, fortalecendo o Paraná como polo de queijos finos na América Latina.
Mato Grosso do Sul consolida sua posição como um dos principais polos de piscicultura do Brasil, impulsionado notavelmente pela produção de tilápia, que a coloca em 6º lugar no ranking nacional. A profissionalização do setor e a diversificação das exportações, com foco em produtos de maior valor agregado como filés congelados, especialmente para os Estados Unidos, são fatores-chave para esse avanço. O Estado também se destaca na criação de outras espécies, como pacu, patinga, pintado e cachara, enquanto a aquicultura geral o posiciona na 13ª colocação do país, evidenciando um cenário promissor com projeção de aumento da demanda global por pescado.
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), através de sua Superintendência no Rio Grande do Sul, realizou um encontro para apresentar os resultados do projeto "Mulheres da Pesca Artesanal". A iniciativa, que visa apoiar a regularização do processamento e comercialização do pescado em âmbito domiciliar, reuniu pescadoras, representantes de órgãos governamentais e instituições parceiras para compartilhar aprendizados. O projeto desenvolve ações de capacitação, pesquisa e assistência técnica, buscando fortalecer o papel das mulheres na cadeia produtiva da pesca artesanal, valorizando saberes tradicionais e promovendo a equidade de gênero. Entre os principais resultados estão diagnósticos, capacitações em Boas Práticas de Manipulação, desenvolvimento de novos produtos e a elaboração de materiais educativos, com potencial para subsidiar um projeto de lei voltado à formalização da atividade.
As vendas em bares e restaurantes registraram uma retração de 0,5% em março de 2026, comparado ao mês anterior, de acordo com o Índice Abrasel da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) em parceria com a Stone. Apesar desse recuo mensal, o setor acumulou uma alta de 2,8% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, evidenciando resiliência frente a desafios macroeconômicos, segundo o economista Guilherme Freitas. A Abrasel projeta um cenário positivo para os próximos meses, impulsionado por datas comemorativas e eventos esportivos.
O Paraná consolidou sua posição como o principal polo produtor de tilápia do Brasil, atingindo 273,1 mil toneladas em 2025, um crescimento de 9,1% em relação ao ano anterior. O estado lidera o ranking nacional, impulsionado pela agregação de tecnologia, orientação técnica e a participação de grandes cooperativas e agroindústrias, segundo a Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR). São Paulo aparece em segundo lugar com 93,7 mil toneladas, um aumento expressivo de 54% em relação ao ano anterior, seguido por Minas Gerais (77.500 t), Santa Catarina (63.400 t) e Maranhão (59.600 t). O Maranhão destacou-se pelo maior índice de crescimento entre os dez maiores produtores, com 9,36%, demonstrando um arranjo produtivo local que tem ampliado sua produção nos últimos anos. Outros estados como Santa Catarina e Minas Gerais também registraram aumentos relevantes em suas produções.
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) marcará presença no evento "Governo do Brasil na Rua", em Recife (PE), nos dias 24 e 25 de abril de 2026. O objetivo é oferecer atendimento direto e simplificado a pescadores, aquicultores e responsáveis por embarcações, com um estande dedicado à regularização, orientação técnica e administrativa, suporte ao sistema PesqBrasil, informações sobre licenciamento e políticas públicas, e encaminhamento para a 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca. O evento também disponibilizará outros serviços essenciais, como emissão de documentos, acesso a microcrédito e assistência jurídica.
O consumo nos lares brasileiros registrou uma aceleração de 6,21% em março, encerrando o primeiro trimestre com uma alta acumulada de 1,92%. Este crescimento, que representou um avanço de 3,20% na comparação anual com março de 2025, foi influenciado pela antecipação de compras para a Páscoa e pelo efeito calendário, com parte significativa do consumo concentrado na última semana do mês. Dados deflacionados pelo IPCA e monitorados pela Abras indicam que a entrada de recursos na economia, via Bolsa Família, PIS/PASEP, pagamentos do INSS e restituições do Imposto de Renda, também contribuiu para o cenário favorável ao poder de compra das famílias. As perspectivas para o segundo trimestre permanecem positivas, com a antecipação do 13º salário de aposentados e pensionistas e o primeiro lote de restituições do Imposto de Renda projetados para sustentar a expansão da renda disponível.
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) marcou presença na feira Brasil na Mesa, realizada em Planaltina (DF), com o objetivo de celebrar e promover os alimentos do Brasil, com ênfase nos setores pesqueiro e aquícola. Representado pelo ministro substituto Lázaro Medeiros, o MPA ressaltou a parceria com a Embrapa no desenvolvimento de tecnologias e inovações para garantir a oferta de pescado de qualidade aos brasileiros. O evento, que também comemorou os 53 anos da Embrapa, contou com a participação de autoridades como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que destacou o potencial produtivo do país e a necessidade de excelência na produção de alimentos para conquistar mercados. Durante a feira, marisqueiras, pescadores e pescadoras apresentaram seus produtos e prepararam pratos típicos para degustação, reforçando a diversidade e a riqueza da cadeia produtiva.
O Vičiūnai Group, empresa da Lituânia, foi o grande vencedor do prêmio principal na categoria Varejo do Seafood Excellence Global Awards 2026, anunciado em Barcelona durante a Seafood Expo Global. O reconhecimento foi concedido ao produto Smoked Herring Slices – Natural Flavor, elogiado pelo júri pela harmonia entre o sabor do arenque e notas defumadas, além do design atraente da embalagem. A competição avaliou critérios como sabor, conveniência, valor nutricional e potencial de mercado, com jurados compostos por especialistas em compras de grandes redes varejistas europeias.
A Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) de Mato Grosso do Sul abriu consulta pública para coletar sugestões sobre o controle e monitoramento de Salmonella em estabelecimentos avícolas comerciais de corte no estado. O objetivo é aprimorar a sanidade avícola, considerada um pilar essencial para a competitividade e sustentabilidade do setor, com contribuições de produtores rurais, entidades e profissionais da área sendo aceitas até 19 de março para a elaboração de um novo ato normativo.
A empresa francesa Frais Embal foi destaque na Seafood Expo Global 2026, realizada em Barcelona, ao conquistar o principal prêmio na categoria Food Service com seu Salmon Roll. A premiação, que avaliou o sabor, conveniência, valor nutricional e potencial de mercado, selecionou vencedores entre 35 finalistas de 16 países. O Salmon Roll foi elogiado por sua praticidade e consistência para restaurantes de sushi, visando reduzir desperdícios e otimizar a operação.
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que visa atualizar a legislação da aquicultura brasileira. A proposta simplifica as regras para a produção em áreas privadas, distinguindo-a de atividades em ambientes naturais e buscando refletir a realidade tecnológica atual. Entidades como a Peixe BR e a CNA apoiam a iniciativa, destacando a potencial extinção de exigências burocráticas redundantes, como o Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP) para produtores em propriedades privadas, e o reconhecimento formal da natureza agropecuária do setor, o que pode impulsionar a competitividade da piscicultura e a posição do Brasil na produção global de tilápia e camarão. O projeto agora segue para análise do Senado Federal.
O Ministro de Estado da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, cumpre agenda no Pará entre os dias 24 e 26 de abril, visitando as cidades de Belém, Bragança, Capitão Poço e São Miguel do Guamá. O objetivo da visita é capacitar profissionais para o Programa Nacional de Regularização de Embarcação de Pesca (Propesc), além de inspecionar empreendimentos de piscicultura e dialogar com lideranças locais para o fortalecimento dos setores da pesca e aquicultura no estado, visando ampliar o alcance das políticas públicas voltadas às demandas regionais.
A Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas/TO) marcará presença na Feira Brasil na Mesa, de 23 a 25 de abril, em Planaltina (DF), celebrando os 53 anos da Embrapa com inovações em aquicultura. A unidade apresentará uma tecnologia de edição gênica aplicada ao tambaqui, demonstrando um exemplar com coloração diferenciada para evidenciar a técnica, que também visa reduzir espinhas e agregar valor ao pescado. Além disso, será oferecida degustação de lombo de pirarucu defumado, desenvolvido com uma técnica que utiliza madeira de goiabeira para aprimorar sabor e qualidade, com potencial para nichos de mercado e agregação de valor ao produto.
Em um cenário global marcado por incertezas geopolíticas e econômicas, cerca de 100 líderes da indústria de pescado reuniram-se em Barcelona para o Intrafish Leadership Breakfast, um evento que antecedeu a Seafood Expo Global. O debate abordou desde a disponibilidade de matéria-prima, tanto na pesca extrativa quanto na aquicultura, até mudanças na percepção do consumidor, com destaque para o potencial da tilápia no mercado europeu e a busca por maior previsibilidade no abastecimento, sinalizando oportunidades para mercados como o brasileiro e a necessidade de reforçar a comunicação sobre os benefícios nutricionais do pescado.
Na semana de 13 a 17 de abril de 2026, os preços da tilápia em diversas regiões produtoras do Brasil demonstraram variações modestas. De acordo com dados do Cepea, os valores por quilo oscilaram entre R$ 8,98 no Oeste do Paraná, que registrou a maior variação semanal de 0,44%, e R$ 10,46 no Norte do Paraná, com alta de 0,08%. Outras regiões como Grandes Lagos (R$ 10,05/kg), Morada Nova de Minas (R$ 9,82/kg) e Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba (R$ 10,23/kg) também apresentaram flutuações de até 0,11%.