Acompanhe os principais destaques da piscicultura e aquicultura no Brasil.
O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) marcará presença no Show Rural Coopavel 2026 com foco no reforço do apoio ao agronegócio e à inovação, através da assinatura de um convênio com a Associação Comercial e Industrial de Cascavel (ACIC) para ampliar o acesso a financiamento para empresas associadas. Em 2025, o banco destinou R$ 1,26 bilhão ao setor agropecuário paranaense, além de R$ 133 milhões via Banco do Agricultor Paranaense, demonstrando seu compromisso com o desenvolvimento regional, a expansão da produção, a modernização e a sustentabilidade do campo, e apresentará um programa de inovação aberta em genômica aplicada ao agronegócio.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) marcou presença inédita na Agro & Poultry Africa 2026, em Dar es Salaam, na Tanzânia, com o objetivo de impulsionar a promoção comercial internacional de 2026 e expandir o agronegócio brasileiro no continente africano. O evento, que reuniu diversos segmentos do agronegócio incluindo aquicultura, serviu como plataforma estratégica para negócios, apresentando produtos, prospectando parcerias e fortalecendo o diálogo com importadores e distribuidores locais, em uma iniciativa que visa diversificar destinos de exportação e consolidar o Brasil como fornecedor confiável de alimentos e tecnologia.
A Associação Brasileira da Piscicultura (PeixeBR) solicitou ao Secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo a suspensão da importação de filé de tilápia proveniente do Vietnã, citando preocupações com a segurança sanitária e a possível introdução do vírus TiLV (Tilapia Lake Virus) no estado. Além disso, a entidade demandou uma revisão na estrutura do ICMS paulista, que, segundo a PeixeBR, apresenta distorções ao tributar a produção nacional enquanto o produto importado entra com alíquota zero, prejudicando a competitividade do setor. A Secretaria deverá agora analisar os impactos jurídicos e econômicos das solicitações apresentadas.
Pesquisas do Instituto de Pesca (IP-Apta) do Estado de São Paulo, em parceria com a empresa Fisher Piscicultura Água Vermelha no reservatório de Água Vermelha, têm validado o uso de tanques-rede de grande volume na piscicultura continental, com foco na produção de tilápias e na qualidade da água. Os estudos, realizados desde 2017, demonstram que o sistema, que utiliza mais de 70 tanques-rede de 450 m³ para um cultivo de aproximadamente 2,1 milhões de tilápias, mantém os parâmetros de qualidade da água dentro das faixas adequadas, com variações naturais influenciadas pelas estações e pelo nível do reservatório, além de não apresentar diferenças expressivas entre os pontos de coleta devido às correntes naturais. A pesquisadora Daniela Castellani ressalta que os resultados reforçam a importância da ciência aplicada para a inovação e sustentabilidade na aquicultura nacional, com planos de expansão da pesquisa para o Reservatório de Itaipu em 2026.
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) divulgou os nomes das vencedoras do Prêmio Mulheres das Águas 2025, que registrou um número recorde de 306 inscritas em 11 categorias. A seleção, realizada por uma comissão de 42 mulheres ligadas ao MPA e entidades da sociedade civil, avaliou as histórias e trajetórias das participantes nos setores pesqueiro e aquícola. A cerimônia de premiação está prevista para março, com data a ser definida, e celebrará as conquistas femininas em áreas como pesca artesanal, industrial, aquicultura e gestão.
A Associação Brasileira da Piscicultura (PeixeBR) solicitou ao Secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Geraldo Mello Filho, a suspensão da importação de filé de tilápia proveniente do Vietnã. A principal preocupação levantada pela entidade é o risco sanitário associado à possível introdução do vírus Tilapia Lake Virus (TiLV) no estado, uma doença ainda ausente na produção local. Além disso, a PeixeBR pleiteia o reequilíbrio tributário, apontando uma distorção concorrência gerada pela isenção de ICMS para o pescado importado, em contraste com a taxação da produção nacional e de outros estados brasileiros.
Em janeiro, os preços do trigo registraram comportamentos distintos entre os estados brasileiros, conforme aponta pesquisa do Cepea. Em Santa Catarina e no Paraná, as cotações recuaram devido à liquidação de estoques, enquanto no Rio Grande do Sul e em São Paulo, os valores apresentaram maior firmeza. No Rio Grande do Sul, o bom fluxo das exportações sustentou os preços, e em São Paulo, a restrição vendedora impulsionou a alta pelo terceiro mês consecutivo. Em termos de valores médios, Santa Catarina registrou R$ 1.158,92/tonelada, Paraná R$ 1.178,66/t, Rio Grande do Sul R$ 1.050,89/t e São Paulo R$ 1.257,25/t em janeiro.
Um estudo da Worldpanel by Numerator projeta um crescimento moderado no consumo de alimentos em 2026, mesmo com a influência positiva da Copa do Mundo e a ampliação da isenção do Imposto de Renda. Fatores como juros elevados, inflação e mudanças no comportamento do consumidor, que direciona parte do orçamento para prioridades como apostas esportivas e medicamentos, limitam o impacto desses estímulos. Observa-se uma tendência de compras mais frequentes, com menor ticket médio, e a aquisição de produtos de diversas categorias de forma fracionada ao longo do mês. A inflação de alimentos em domicílio deve acelerar em 2026, com a volatilidade cambial como risco adicional, impactando o varejo alimentar.
Forças de segurança locais, juntamente com órgãos como a Transitar e o Conseg, reuniram-se para alinhar ações e garantir a segurança durante a 38ª edição do Show Rural Coopavel. O encontro definiu uma estratégia baseada em três pilares: orientação, segurança e fiscalização, com o objetivo de proporcionar uma experiência segura e positiva para os visitantes que vêm de todo o Brasil e do exterior para o evento. A Polícia Rodoviária Federal detalhou um esquema especial de trânsito, e as demais polícias presentes reafirmaram o reforço de seus efetivos. A fiscalização também abrangerá o comércio ambulante no entorno do parque tecnológico.
A Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA) realizará o Fórum ABMRA de Comunicação em 11 de fevereiro, apresentando dados inéditos e estratégicos sobre o perfil e os hábitos do produtor rural brasileiro, além de discutir as transformações da comunicação no agronegócio frente ao avanço da Inteligência Artificial. O evento, que ocorrerá durante o Show Rural Coopavel, focará nas mudanças do perfil do agricultor, nos canais de comunicação mais eficazes no campo, nos desafios diários das propriedades e nas oportunidades geradas pela comunicação, abordando também os riscos e possibilidades do uso da IA aplicada ao marketing e à comunicação. As discussões serão embasadas na 9ª Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural, que coletou dados de 3.100 entrevistas presenciais em 16 estados, abrangendo diversas culturas agrícolas e tipos de rebanhos.
Após a expulsão de garimpeiros ilegais, a comunidade indígena de Sikamabiu, na Terra Indígena Yanomami, está se tornando um centro de soberania alimentar com a implantação de unidades demonstrativas pelo Governo do Brasil. O projeto, que integra recuperação ambiental e produção sustentável, inclui a instalação de um tanque escavado de piscicultura com 440m² e dois açudes antes usados para garimpo, agora transformados em criadouros de peixes livres de contaminação por mercúrio, abrigando 4 mil alevinos de tambaqui. Além da piscicultura, as unidades contam com aviários, viveiros de mudas nativas, roças e Sistemas Agroflorestais (SAFs), com o objetivo de garantir acesso a alimentos saudáveis, fortalecer a autonomia das comunidades e restaurar áreas degradadas, com estimativa de produção de 1 tonelada de proteína animal até 2026.
Um estudo recente do Instituto de Oceanografia (IO) da USP, em parceria com o Instituto de Pesca do Estado de São Paulo, revela que a tilápia é o pescado mais preferido pelos paulistas, superando salmão, pescada e atum. No entanto, apesar dessa liderança, o consumo geral de pescado no estado – que ocorre em média uma a três vezes por mês – está bem abaixo das recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), que sugere a ingestão pelo menos duas vezes por semana. O principal obstáculo para um consumo mais frequente, mesmo para a tilápia, é o custo, que limita o acesso, especialmente para famílias de menor renda, evidenciando um grande potencial de crescimento para a piscicultura paulista.
A piscicultura do estado de São Paulo, impulsionada significativamente pela produção de tilápia, demonstrou um crescimento de 4% em 2025, atingindo 54,17 mil toneladas e gerando um faturamento de R$ 494,11 milhões. Essa expansão consolida São Paulo como o segundo maior produtor de tilápia do Brasil, com uma infraestrutura industrial robusta, incluindo 21 frigoríficos que respondem por 86% do abate estadual, além de explorar oportunidades de processamento em estados vizinhos. O avanço tecnológico, com destaque para os tanques-rede que já representam mais de 75% da produção, juntamente com o apoio da pesquisa científica e a atração de investimentos em frigoríficos especializados em filetagem e aproveitamento do couro, reforçam a posição estratégica e econômica da tilapicultura paulista.
O Governo Federal, através do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), realizou a entrega de 10 tanques circulares de piscicultura na comunidade Yanomami de Sikamabiu, em Roraima, como parte de um projeto que visa fortalecer a segurança alimentar e nutricional na região. A iniciativa, que também incluiu a distribuição de 8 mil alevinos e ração, marca a primeira etapa de implantação de tanques elevados na Terra Indígena Yanomami, reforçando a aquicultura como instrumento de autonomia, fortalecimento comunitário e preservação ambiental, em consonância com as diretrizes de políticas públicas territorializadas e em diálogo com os povos indígenas.
A Assembleia Geral do Sistema Faep reuniu lideranças rurais e parlamentares em Curitiba para um balanço das ações de 2025 e estratégias para 2026, enfatizando a articulação com o Legislativo. O evento celebrou conquistas como a derrubada do aumento das custas cartoriais e a proteção da taxação da importação de tilápia, além de discutir preocupações como o veto presidencial ao seguro rural e a crise no setor leiteiro. Parlamentares destacaram a importância da união do setor, a atuação em defesa do agronegócio e a necessidade de avanços em tecnologia e segurança jurídica, abordando temas como a Reforma Tributária e o papel estratégico do Brasil na produção de alimentos. O Sistema Faep também apresentou seus resultados operacionais, com investimentos em capacitação e infraestrutura, visando o fortalecimento das unidades produtivas e a melhoria contínua da gestão.
O 38º Show Rural Coopavel, que ocorrerá de 09 a 13 de fevereiro em Cascavel, oferecerá duas Centrais de Informações estrategicamente localizadas para orientar os visitantes. Estas centrais contarão com equipes capacitadas para atendimento em português, inglês, espanhol e Libras, além de fornecerem informações sobre a programação, estandes, serviços e eventos técnicos. A iniciativa visa ampliar o acesso e a experiência do público, que também poderá contar com mapas interativos em totens digitais e um aplicativo para planejar visitas e localizar veículos. Como medida de segurança, crianças receberão pulseiras de identificação nas centrais, facilitando o reencontro em caso de desencontro.
O volume de chuvas registrado em janeiro, em grande parte do país, foi benéfico para a agricultura, mantendo a umidade do solo e promovendo o bom desenvolvimento das culturas de primeira safra. Conforme aponta o Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA) da Conab, a atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) contribuiu para o aumento do armazenamento hídrico, favorecendo as lavouras em diferentes estágios. A análise de dados espectrais reforça o cenário positivo, com índices de vegetação acima da média histórica em diversas áreas, indicando bom desempenho. Apesar de variações pontuais e atrasos na semeadura em algumas regiões, o quadro geral é favorável, com exceção de áreas específicas onde o excesso de chuvas gerou restrições pontuais. O boletim também destaca o avanço no plantio de milho para a segunda safra, acompanhando a colheita da soja.
O agronegócio brasileiro vive um momento de expansão significativa dos bioinsumos, com produtos biológicos, microbiológicos e bioquímicos se consolidando como parte essencial do manejo de diversas culturas. Em 2025, o país registrou um número recorde de novos insumos biológicos, impulsionando um portfólio crescente para o controle de pragas e inoculação de sementes. A adoção de bioinsumos na soja atingiu 62% da safra, com um aumento de 13% na área plantada, e o setor de cana-de-açúcar já demonstra consolidação no controle biológico, enquanto outras culturas como milho, algodão, café e citrus observam uma adoção gradual. O crescimento anual médio de 22% no Brasil, quatro vezes superior à média global, movimenta o mercado, atrai investimentos e oferece vantagens econômicas e técnicas aos produtores, promovendo um sistema produtivo mais equilibrado, sustentável e menos dependente de produtos sintéticos.
A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), por meio do programa Cooperar para Exportar, impulsiona a inédita participação de cooperativas brasileiras na Gulfood 2026, em Dubai. A iniciativa, lançada em dezembro de 2025, visa expandir a presença do cooperativismo nacional no mercado global com ações estruturadas de capacitação e promoção comercial. A expectativa é de negócios na ordem de US$ 3,5 bilhões, com a participação de nove cooperativas representando a diversidade produtiva do Brasil, desde o açaí amazônico até frutas do semiárido e derivados de mandioca, buscando fortalecer pequenos negócios e a agricultura familiar.
A entrada em vigor provisória do acordo entre União Europeia e Mercosul em 2026 promete redefinir as relações comerciais agrícolas do Brasil com a Europa, ampliando o acesso a produtos como carne bovina, aves e açúcar com tarifas reduzidas, mas também elevando as exigências jurídicas, sanitárias e ambientais. Especialistas apontam que o tratado exigirá maior profissionalização da cadeia produtiva, com investimentos em rastreabilidade, sustentabilidade e conformidade, sob o risco de exclusão do mercado europeu, ao mesmo tempo em que impõe cláusulas de salvaguarda que podem gerar insegurança comercial.
Apesar de um cenário internacional marcado por tensões geopolíticas e incertezas, o investimento global em transição energética atingiu um novo recorde de US$ 2,3 trilhões em 2025, conforme revela o relatório da BloombergNEF (BNEF). O setor de transporte eletrificado liderou os aportes, seguido pelas energias renováveis e redes elétricas. A Ásia-Pacífico manteve a liderança em investimentos, enquanto a União Europeia apresentou a maior contribuição para a expansão global. O relatório também destaca o crescimento no investimento em cadeias de suprimentos de energia limpa e em empresas de climate-tech, sinalizando a resiliência do movimento de descarbonização, embora a BNEF alerte para a desaceleração no ritmo de crescimento e desafios para manter as metas de neutralidade de carbono.
A Lar Cooperativa registrou um desempenho financeiro notável em 2025, ultrapassando R$ 23,2 bilhões em receita líquida, um crescimento de 14,4% impulsionado por investimentos estratégicos e um modelo de gestão focado nas pessoas. Além do robusto resultado financeiro, a cooperativa oficializou sua entrada na piscicultura com a aquisição de uma unidade industrial em São Miguel do Iguaçu (PR), somando-se às operações de suínos e frangos, e passando a ofertar as três principais proteínas animais. Esses avanços, aliados à expansão logística e à diversificação de seu portfólio, reafirmam o papel da Lar como motor de desenvolvimento regional e exemplo de sucesso no cooperativismo.
A Capal Cooperativa Agroindustrial alcançou um marco histórico em 2025, registrando um faturamento de R$ 5,4 bilhões, o maior em seus 65 anos de existência, com uma sobra líquida de R$ 116 milhões. Os resultados refletem um aumento expressivo na recepção bruta de grãos, que superou 965 mil toneladas, e a expansão da área assistida para mais de 182 mil hectares. A cooperativa atribui o desempenho positivo ao momento de recordes do agronegócio brasileiro, que contribui significativamente para a economia nacional, e a todos os cultivos apresentarem aumento de produção, com exceção do café. Paralelamente, a Capal investiu aproximadamente R$ 165 milhões na expansão e revitalização de sua infraestrutura em unidades no Paraná e São Paulo, com planos futuros para novos complexos de recebimento de grãos e estruturas voltadas para o café.
O Ministério da Pesca e Aquicultura anunciou a prorrogação do prazo para a entrega do Relatório de Exercício da Atividade Pesqueira (REAP), referente aos anos de 2021, 2022, 2023 e 2024, até o dia 5 de abril. A medida, oficializada pela Portaria MPA nº 626, visa garantir a regularização de pescadores junto ao Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP), sendo o REAP essencial para a manutenção das licenças e o acesso a políticas públicas importantes, como o seguro-defeso. A não entrega do relatório pode acarretar a suspensão da licença.
Um levantamento recente divulgado pelo Cepea, em parceria com a PeixeBR, revela notáveis diferenças nos preços da tilápia comercializada em importantes regiões produtoras do Brasil. Segundo os dados referentes ao final de janeiro, os valores por quilo apresentaram variações consideráveis, com o Norte do Paraná registrando o maior preço negociado a R$ 10,23/kg. As demais regiões acompanhadas, como os Grandes Lagos, Oeste do Paraná, Morada Nova de Minas e o Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, apresentaram cotações entre R$ 8,69/kg e R$ 9,77/kg, refletindo a dinâmica regional do mercado da tilápia.