Acompanhe os principais destaques da piscicultura e aquicultura no Brasil.
A inovação na nutrição animal, especialmente com o uso de minerais orgânicos proteinatos, está impulsionando uma produção de proteína animal mais eficiente e com menor impacto ambiental. Esses aditivos, devido à sua alta biodisponibilidade, permitem taxas de inclusão significativamente inferiores em comparação aos minerais inorgânicos, resultando em redução de custos e menor risco de contaminação. A zootecnista Adriana Nascimento, gerente técnica da Alltech para América Latina, destaca que a eficiência é o novo foco da sustentabilidade na produção animal, englobando não apenas nutrição, mas também manejo, sanidade, ambiente, ausência de antibióticos e organismos geneticamente modificados, rastreabilidade e bem-estar animal. Estudos demonstram que o uso de minerais proteinatos melhora o desempenho zootécnico, aumenta o ganho de peso e a eficiência alimentar, ao mesmo tempo em que reduz a excreção de minerais em cerca de 50%, contribuindo para a diminuição da poluição do solo e da água e da pegada de carbono. Um projeto pioneiro no Paraná, com o uso de minerais proteinatos em frangos de corte e matrizes pesadas, comprovou uma redução anual de 10,6 mil toneladas de gás carbônico equivalente. A Alltech apresentará os benefícios dos minerais proteinatos na 38ª edição do Show Rural Coopavel, onde profissionais da empresa ministrarão palestras sobre eficiência alimentar, sustentabilidade e as tendências do mercado de pescado.
O Show Rural Coopavel 2026 oferece aos visitantes a oportunidade de degustar diversas proteínas, incluindo tilápia em iscas, além de cortes suínos e de frango. As amostras estarão disponíveis no Salão Tecnológico da Pecuária em horários específicos durante o evento, e também haverá venda de produtos congelados. Esta iniciativa, que já está em sua quarta edição, prevê a distribuição de aproximadamente 600 mil porções, com a novidade da Linha Festa Coopavel de carne suína temperada com ingredientes naturais.
O Governo do Paraná, através do projeto de lei encaminhado à Assembleia Legislativa, busca autorização para uma operação de crédito de até US$ 186 milhões com o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird). Somado à contrapartida estadual de US$ 77 milhões, totalizando US$ 263 milhões (aproximadamente R$ 1,6 bilhão), o montante será direcionado à implementação do Programa de Segurança Hídrica do Paraná (PSH). Esta iniciativa multissetorial visa garantir água em quantidade e qualidade para diversos usos, incluindo a expansão das áreas agrícolas, em resposta às mudanças climáticas, promovendo a sustentabilidade ambiental, conservação de solos e mananciais, e o desenvolvimento econômico e social do estado.
O mercado da soja inicia fevereiro com cotações estáveis, impulsionado pela valorização externa e do dólar, além da robusta demanda internacional. Apesar da firme demanda global pela oleaginosa brasileira, a retração dos prêmios de exportação limita o repasse integral das altas internacionais ao mercado doméstico. A reafirmação do compromisso da China em aumentar as compras de soja norte-americana, decorrente do recente encontro entre os presidentes dos EUA e da China, também contribui para o cenário favorável. No âmbito das exportações brasileiras, janeiro de 2026 registrou um volume acelerado de embarques, com a China se destacando como principal destino.
O Show Rural Coopavel inaugurou um novo pavilhão dedicado à Agricultura Familiar, expandindo seu espaço para 1.050 metros quadrados, o dobro da área anterior, para abrigar um maior número de agroindústrias familiares. A ampliação, resultado de uma parceria com a Itaipu Binacional, visa fortalecer a produção rural, oferecendo melhores condições de trabalho e ampliando as oportunidades de comercialização de alimentos artesanais e industrializados, com o número de expositores saltando de 45 para 87.
O Show Rural Digital reuniu ecossistemas de inovação de diversas regiões do país para debater e trocar experiências sobre metodologias de governança e a aplicação de novas tecnologias no agronegócio. O evento buscou aproximar produtores rurais, empresas e startups, fomentando soluções que visam aumentar a produção, reduzir desperdícios e elevar a lucratividade no campo, além de destacar a importância desses ambientes para a formação de novas lideranças e o desenvolvimento de soluções tecnológicas alinhadas às demandas do setor.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou a detecção da planta invasora Amaranthus palmeri, conhecida como caruru-palmeri ou caruru-gigante, em São José do Rio Preto, no estado de São Paulo, expandindo a área de vigilância desta praga quarentenária que até então se restringia a focos em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A descoberta levou à interdição da propriedade afetada e à exigência de eliminação completa das plantas invasoras antes da colheita da soja, visando proteger a produtividade das lavouras. O caruru-palmeri é uma espécie agressiva e de difícil controle, resistente a herbicidas, com dispersão facilitada por maquinários agrícolas e mistura com sementes, o que motivou a instituição de um Programa Nacional de Prevenção e Controle pelo Mapa.
O Show Rural 2026 está apresentando inovações tecnológicas desenvolvidas por instituições de ensino superior paranaenses, com foco em fortalecer a competitividade e a sustentabilidade do agronegócio. As pesquisas, muitas delas finalistas do programa Prime, demonstram o investimento do Governo do Estado em ciência e tecnologia para o campo, conectando laboratórios universitários às necessidades do setor produtivo. Entre as novidades estão uma lixeira inteligente que transforma resíduos orgânicos em adubo, um sanitizante natural para alimentos e projetos de biotecnologia, incluindo a conversão de resíduos da piscicultura em colágeno.
Após 16 anos, o Brasil sedia a 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca, um evento que visa debater o futuro do setor sob a ótica da sustentabilidade, participação social e continuidade institucional. Coordenado pelo Conselho Nacional de Aquicultura e Pesca (CONAPE) e pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), o processo envolve pescadores, aquicultores, trabalhadores, comunidades tradicionais e pesquisadores em diversas etapas, incluindo conferências livres, temáticas, estaduais, distrital, virtual e uma etapa nacional presencial em Brasília, de 11 a 13 de novembro. O evento busca articular demandas históricas e construir políticas públicas eficazes e sustentáveis, com foco em gestão, valorização da pesca artesanal, desenvolvimento da aquicultura, agregação de valor, equidade de gênero e justiça climática.
O setor pesqueiro e de aquicultura brasileiro registrou um crescimento produtivo significativo em 2024, com a produção nacional alcançando 1,4 milhão de toneladas. Este avanço é acompanhado pelo fortalecimento do Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP), que em 2025 reuniu 1,9 milhão de pescadores regularizados, com destaque para a pesca artesanal. Iniciativas como o Propesc e o ProAqui visam organizar e impulsionar a aquicultura, enquanto o Plano Nacional da Pesca Artesanal busca fortalecer a atividade em comunidades tradicionais. Medidas voltadas à gestão ambiental sustentável, modernização digital e transparência dos processos industriais também contribuem para a geração de trabalho, renda e segurança alimentar no setor.
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) oficializou o cancelamento de 76.665 licenças de pescadores e pescadoras profissionais em todo o Brasil. A medida, publicada no Diário Oficial da União, atinge registros suspensos anteriormente por pendências não resolvidas, conforme estabelece a Portaria MPA 127 de 2023. Profissionais com licenças canceladas perdem o direito ao exercício da pesca comercial e ao acesso a benefícios como o seguro-defeso, sendo que estes cancelamentos não comportam recursos. O MPA reafirma o compromisso com a transparência no Registro Geral da Atividade Pesqueira, atuando em parceria com a Polícia Federal para combater fraudes e golpes no setor.
O setor de camarão do Equador registrou um desempenho notável em 2025, com as exportações totais atingindo 1,39 milhão de toneladas, um aumento de 15% em relação ao ano anterior, e o faturamento alcançando US$ 7,48 bilhões, o que representa um crescimento de 23%. Esse avanço é impulsionado pela expansão em mercados estratégicos como os Estados Unidos e a União Europeia, que compensaram uma demanda mais moderada da China. O país sul-americano também tem investido na diversificação para nichos de alto valor agregado, como o Japão, fortalecendo sua posição como líder global no fornecimento de camarões.
Os valores médios do boi gordo apresentaram pequenas oscilações em janeiro de 2025, mas já registram alta em fevereiro, impulsionados pela forte demanda interna e pelo expressivo avanço das exportações de carne in natura, que superam os números recordes de janeiro do ano anterior. A oferta de animais permaneceu restrita devido às chuvas que melhoraram as pastagens, permitindo aos pecuaristas reterem os animais por mais tempo, o que culmina na necessidade de compradores elevarem os preços para completar as escalas de abate.
A produção de soja no Paraguai foi revisada para cima, podendo atingir 11,53 milhões de toneladas e estabelecer um novo recorde histórico, caso a safrinha alcance cerca de 1,39 milhão de toneladas. As estimativas para a safra principal passaram de 9,65 milhões para 10,14 milhões de toneladas. O avanço da colheita em janeiro, impulsionado por chuvas favoráveis em dezembro, confirmou produtividades acima da média, com revisões significativas nos principais polos agrícolas, como Alto Paraná e Canindeyú. Apesar do ritmo de comercialização antecipada se manter estável, o aumento da oferta regional tem pressionado os preços, indicando um cenário de oferta elevada nos próximos meses.
Brasil e Rússia fortaleceram sua parceria estratégica no setor agropecuário, focando na complementariedade produtiva e no fluxo comercial. Ministros de Agricultura de ambos os países discutiram a importância da Rússia como fornecedora de fertilizantes para o Brasil, buscando garantir previsibilidade e confiança nas relações comerciais. O diálogo também abordou o comércio de carnes de aves, com ênfase na regionalização sanitária, e o interesse russo em habilitar plantas brasileiras para a exportação de pescado. Além disso, foram discutidos avanços na certificação eletrônica veterinária e o intercâmbio estudantil para troca de conhecimentos em produção agropecuária.
O governo federal instituiu o Programa Rotas de Integração Sul-Americana, com o objetivo principal de agilizar e baratear o transporte de mercadorias entre o Brasil, países vizinhos e a Ásia. A iniciativa visa integrar infraestruturas física, digital, social, ambiental e cultural entre as nações sul-americanas, estabelecendo cinco rotas estratégicas desenhadas com base em consultas aos estados fronteiriços brasileiros. O programa abrange estudos técnicos e pesquisas em áreas como multimodalidade, conectividade, integração energética e digital, unidades geoeconômicas e perspectivas fronteiriças, buscando fortalecer o comércio regional e otimizar a logística frente ao crescente intercâmbio com a Ásia e o deslocamento produtivo para as regiões Norte e Centro-Oeste do país.
O Brasil marcou presença na Expomalocas 2026, em Villavicencio, na Colômbia, evento que reuniu produtores e especialistas para discutir o desenvolvimento agropecuário na região da Orinoquia. Com condições climáticas e edáficas semelhantes ao Cerrado brasileiro, a região tem demonstrado crescente interesse em tecnologias, genética animal e vegetal, além de insumos e máquinas provenientes do Brasil. O país foi convidado de honra da feira, reforçando a cooperação bilateral e a troca de conhecimento em modelos de produção sustentável, com o objetivo de fortalecer a competitividade e a imagem dos países produtores no cenário internacional.
A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) comemora 40 anos de atuação institucional em 2026, consolidando sua presença em mais de 1.200 municípios e reunindo cerca de 30 mil negócios associados. A entidade tem um histórico de articulação com o setor público, contribuindo para a regulamentação de temas como trabalho intermitente, lei das gorjetas, simplificação do ambiente de negócios e o mercado de meios de pagamento. Além disso, a Abrasel tem investido em ferramentas digitais de gestão e fortalece seu posicionamento em pautas urbanas, projetando ampliar sua abrangência e oferecer soluções para o desenvolvimento dos negócios.
Pesquisadores do Instituto de Pesca (IP-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, estão conduzindo um estudo de mestrado para avaliar a segurança ambiental de um bioherbicida microbiano, desenvolvido a partir do fungo Trichoderma koningiopsis. A pesquisa, financiada pela FAPESP e com parceria da UFFS, investiga os potenciais efeitos deste produto de origem natural sobre organismos aquáticos, como girinos de rã-touro, para determinar níveis seguros de uso e promover práticas agrícolas sustentáveis alinhadas à economia circular.
A Itaipu Binacional entregou ao Ministério das Relações Exteriores (MRE) documentação técnica para avaliar o cultivo de tilápia em seu reservatório, buscando esclarecimentos após a aprovação de lei específica no Paraguai que autoriza o cultivo de espécies exóticas. A iniciativa, que reúne estudos de viabilidade ambiental e jurídica para a atividade aquícola, está em fase avançada e visa fomentar a produção da espécie, que tem alto valor nutricional e baixo custo. O projeto tem potencial para gerar milhares de empregos, impulsionar a cadeia produtiva e beneficiar cooperativas e associações de pescadores em ambos os países, além de contribuir para a segurança alimentar de comunidades locais com o destino de peixes de projetos experimentais.
Uma pesquisa de mestrado no Instituto de Pesca (IP-Apta), vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e com financiamento da FAPESP, está avaliando a segurança ambiental de um bioherbicida microbiano à base do fungo Trichoderma koningiopsis. O estudo, em parceria com a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), investiga os possíveis efeitos do produto em organismos aquáticos, utilizando girinos de rã-touro como modelo para simular cenários ambientais e analisar o impacto no metabolismo e fisiologia dos animais, visando garantir práticas agrícolas sustentáveis e alinhadas à economia circular.
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) anuncia o lançamento do Edital Culturas Pesqueiras Artesanais do Brasil, com investimento superior a R$ 2 milhões para selecionar 114 projetos culturais em todo o país. A iniciativa, que visa contemplar diversas manifestações artísticas de comunidades tradicionais, como festivais, feiras e exposições, faz parte do Programa Povos da Pesca Artesanal e do 1º Plano Nacional da Pesca Artesanal (PNPA), reforçando o compromisso do Governo Federal com o reconhecimento e fortalecimento dessas comunidades e seus patrimônios socioculturais. O evento de lançamento ocorrerá em Brasília, no dia 11 de fevereiro de 2026.
O Ministério da Pesca e Aquicultura anunciou a relação preliminar das embarcações habilitadas para a temporada de pesca de tainha (Mugil liza) em 2026, tanto para a modalidade de emalhe anilhado quanto para cerco traineira. Os armadores e permissários têm até as 23h59min59s do dia 13 de fevereiro de 2026 para apresentar recursos administrativos. A lista completa das embarcações habilitadas, com seus respectivos números de processo e RGP, está disponível para consulta.
O Conselho Nacional de Aquicultura e Pesca (CONAPE) realizou sua 6ª reunião extraordinária com o objetivo de debater e propor colaborações para o Projeto de Lei Nº 4.789/2024, conhecido como a “Nova Lei de Pesca”. O PL busca instituir a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Pesca, com foco em sustentabilidade, gestão de estoques, rastreabilidade e valorização do setor. O encontro contou com a participação de representantes do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), da sociedade civil e assessores parlamentares, visando aprimorar a legislação com contribuições qualificadas e participativas.
O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) marcará presença no Show Rural Coopavel 2026 com foco no reforço do apoio ao agronegócio e à inovação, através da assinatura de um convênio com a Associação Comercial e Industrial de Cascavel (ACIC) para ampliar o acesso a financiamento para empresas associadas. Em 2025, o banco destinou R$ 1,26 bilhão ao setor agropecuário paranaense, além de R$ 133 milhões via Banco do Agricultor Paranaense, demonstrando seu compromisso com o desenvolvimento regional, a expansão da produção, a modernização e a sustentabilidade do campo, e apresentará um programa de inovação aberta em genômica aplicada ao agronegócio.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) marcou presença inédita na Agro & Poultry Africa 2026, em Dar es Salaam, na Tanzânia, com o objetivo de impulsionar a promoção comercial internacional de 2026 e expandir o agronegócio brasileiro no continente africano. O evento, que reuniu diversos segmentos do agronegócio incluindo aquicultura, serviu como plataforma estratégica para negócios, apresentando produtos, prospectando parcerias e fortalecendo o diálogo com importadores e distribuidores locais, em uma iniciativa que visa diversificar destinos de exportação e consolidar o Brasil como fornecedor confiável de alimentos e tecnologia.
A Associação Brasileira da Piscicultura (PeixeBR) solicitou ao Secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo a suspensão da importação de filé de tilápia proveniente do Vietnã, citando preocupações com a segurança sanitária e a possível introdução do vírus TiLV (Tilapia Lake Virus) no estado. Além disso, a entidade demandou uma revisão na estrutura do ICMS paulista, que, segundo a PeixeBR, apresenta distorções ao tributar a produção nacional enquanto o produto importado entra com alíquota zero, prejudicando a competitividade do setor. A Secretaria deverá agora analisar os impactos jurídicos e econômicos das solicitações apresentadas.
Pesquisas do Instituto de Pesca (IP-Apta) do Estado de São Paulo, em parceria com a empresa Fisher Piscicultura Água Vermelha no reservatório de Água Vermelha, têm validado o uso de tanques-rede de grande volume na piscicultura continental, com foco na produção de tilápias e na qualidade da água. Os estudos, realizados desde 2017, demonstram que o sistema, que utiliza mais de 70 tanques-rede de 450 m³ para um cultivo de aproximadamente 2,1 milhões de tilápias, mantém os parâmetros de qualidade da água dentro das faixas adequadas, com variações naturais influenciadas pelas estações e pelo nível do reservatório, além de não apresentar diferenças expressivas entre os pontos de coleta devido às correntes naturais. A pesquisadora Daniela Castellani ressalta que os resultados reforçam a importância da ciência aplicada para a inovação e sustentabilidade na aquicultura nacional, com planos de expansão da pesquisa para o Reservatório de Itaipu em 2026.
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) divulgou os nomes das vencedoras do Prêmio Mulheres das Águas 2025, que registrou um número recorde de 306 inscritas em 11 categorias. A seleção, realizada por uma comissão de 42 mulheres ligadas ao MPA e entidades da sociedade civil, avaliou as histórias e trajetórias das participantes nos setores pesqueiro e aquícola. A cerimônia de premiação está prevista para março, com data a ser definida, e celebrará as conquistas femininas em áreas como pesca artesanal, industrial, aquicultura e gestão.
A Associação Brasileira da Piscicultura (PeixeBR) solicitou ao Secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Geraldo Mello Filho, a suspensão da importação de filé de tilápia proveniente do Vietnã. A principal preocupação levantada pela entidade é o risco sanitário associado à possível introdução do vírus Tilapia Lake Virus (TiLV) no estado, uma doença ainda ausente na produção local. Além disso, a PeixeBR pleiteia o reequilíbrio tributário, apontando uma distorção concorrência gerada pela isenção de ICMS para o pescado importado, em contraste com a taxação da produção nacional e de outros estados brasileiros.
Em janeiro, os preços do trigo registraram comportamentos distintos entre os estados brasileiros, conforme aponta pesquisa do Cepea. Em Santa Catarina e no Paraná, as cotações recuaram devido à liquidação de estoques, enquanto no Rio Grande do Sul e em São Paulo, os valores apresentaram maior firmeza. No Rio Grande do Sul, o bom fluxo das exportações sustentou os preços, e em São Paulo, a restrição vendedora impulsionou a alta pelo terceiro mês consecutivo. Em termos de valores médios, Santa Catarina registrou R$ 1.158,92/tonelada, Paraná R$ 1.178,66/t, Rio Grande do Sul R$ 1.050,89/t e São Paulo R$ 1.257,25/t em janeiro.
Um estudo da Worldpanel by Numerator projeta um crescimento moderado no consumo de alimentos em 2026, mesmo com a influência positiva da Copa do Mundo e a ampliação da isenção do Imposto de Renda. Fatores como juros elevados, inflação e mudanças no comportamento do consumidor, que direciona parte do orçamento para prioridades como apostas esportivas e medicamentos, limitam o impacto desses estímulos. Observa-se uma tendência de compras mais frequentes, com menor ticket médio, e a aquisição de produtos de diversas categorias de forma fracionada ao longo do mês. A inflação de alimentos em domicílio deve acelerar em 2026, com a volatilidade cambial como risco adicional, impactando o varejo alimentar.
Forças de segurança locais, juntamente com órgãos como a Transitar e o Conseg, reuniram-se para alinhar ações e garantir a segurança durante a 38ª edição do Show Rural Coopavel. O encontro definiu uma estratégia baseada em três pilares: orientação, segurança e fiscalização, com o objetivo de proporcionar uma experiência segura e positiva para os visitantes que vêm de todo o Brasil e do exterior para o evento. A Polícia Rodoviária Federal detalhou um esquema especial de trânsito, e as demais polícias presentes reafirmaram o reforço de seus efetivos. A fiscalização também abrangerá o comércio ambulante no entorno do parque tecnológico.
A Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA) realizará o Fórum ABMRA de Comunicação em 11 de fevereiro, apresentando dados inéditos e estratégicos sobre o perfil e os hábitos do produtor rural brasileiro, além de discutir as transformações da comunicação no agronegócio frente ao avanço da Inteligência Artificial. O evento, que ocorrerá durante o Show Rural Coopavel, focará nas mudanças do perfil do agricultor, nos canais de comunicação mais eficazes no campo, nos desafios diários das propriedades e nas oportunidades geradas pela comunicação, abordando também os riscos e possibilidades do uso da IA aplicada ao marketing e à comunicação. As discussões serão embasadas na 9ª Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural, que coletou dados de 3.100 entrevistas presenciais em 16 estados, abrangendo diversas culturas agrícolas e tipos de rebanhos.
Após a expulsão de garimpeiros ilegais, a comunidade indígena de Sikamabiu, na Terra Indígena Yanomami, está se tornando um centro de soberania alimentar com a implantação de unidades demonstrativas pelo Governo do Brasil. O projeto, que integra recuperação ambiental e produção sustentável, inclui a instalação de um tanque escavado de piscicultura com 440m² e dois açudes antes usados para garimpo, agora transformados em criadouros de peixes livres de contaminação por mercúrio, abrigando 4 mil alevinos de tambaqui. Além da piscicultura, as unidades contam com aviários, viveiros de mudas nativas, roças e Sistemas Agroflorestais (SAFs), com o objetivo de garantir acesso a alimentos saudáveis, fortalecer a autonomia das comunidades e restaurar áreas degradadas, com estimativa de produção de 1 tonelada de proteína animal até 2026.
Um estudo recente do Instituto de Oceanografia (IO) da USP, em parceria com o Instituto de Pesca do Estado de São Paulo, revela que a tilápia é o pescado mais preferido pelos paulistas, superando salmão, pescada e atum. No entanto, apesar dessa liderança, o consumo geral de pescado no estado – que ocorre em média uma a três vezes por mês – está bem abaixo das recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), que sugere a ingestão pelo menos duas vezes por semana. O principal obstáculo para um consumo mais frequente, mesmo para a tilápia, é o custo, que limita o acesso, especialmente para famílias de menor renda, evidenciando um grande potencial de crescimento para a piscicultura paulista.
A piscicultura do estado de São Paulo, impulsionada significativamente pela produção de tilápia, demonstrou um crescimento de 4% em 2025, atingindo 54,17 mil toneladas e gerando um faturamento de R$ 494,11 milhões. Essa expansão consolida São Paulo como o segundo maior produtor de tilápia do Brasil, com uma infraestrutura industrial robusta, incluindo 21 frigoríficos que respondem por 86% do abate estadual, além de explorar oportunidades de processamento em estados vizinhos. O avanço tecnológico, com destaque para os tanques-rede que já representam mais de 75% da produção, juntamente com o apoio da pesquisa científica e a atração de investimentos em frigoríficos especializados em filetagem e aproveitamento do couro, reforçam a posição estratégica e econômica da tilapicultura paulista.
O Governo Federal, através do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), realizou a entrega de 10 tanques circulares de piscicultura na comunidade Yanomami de Sikamabiu, em Roraima, como parte de um projeto que visa fortalecer a segurança alimentar e nutricional na região. A iniciativa, que também incluiu a distribuição de 8 mil alevinos e ração, marca a primeira etapa de implantação de tanques elevados na Terra Indígena Yanomami, reforçando a aquicultura como instrumento de autonomia, fortalecimento comunitário e preservação ambiental, em consonância com as diretrizes de políticas públicas territorializadas e em diálogo com os povos indígenas.
A Assembleia Geral do Sistema Faep reuniu lideranças rurais e parlamentares em Curitiba para um balanço das ações de 2025 e estratégias para 2026, enfatizando a articulação com o Legislativo. O evento celebrou conquistas como a derrubada do aumento das custas cartoriais e a proteção da taxação da importação de tilápia, além de discutir preocupações como o veto presidencial ao seguro rural e a crise no setor leiteiro. Parlamentares destacaram a importância da união do setor, a atuação em defesa do agronegócio e a necessidade de avanços em tecnologia e segurança jurídica, abordando temas como a Reforma Tributária e o papel estratégico do Brasil na produção de alimentos. O Sistema Faep também apresentou seus resultados operacionais, com investimentos em capacitação e infraestrutura, visando o fortalecimento das unidades produtivas e a melhoria contínua da gestão.
O 38º Show Rural Coopavel, que ocorrerá de 09 a 13 de fevereiro em Cascavel, oferecerá duas Centrais de Informações estrategicamente localizadas para orientar os visitantes. Estas centrais contarão com equipes capacitadas para atendimento em português, inglês, espanhol e Libras, além de fornecerem informações sobre a programação, estandes, serviços e eventos técnicos. A iniciativa visa ampliar o acesso e a experiência do público, que também poderá contar com mapas interativos em totens digitais e um aplicativo para planejar visitas e localizar veículos. Como medida de segurança, crianças receberão pulseiras de identificação nas centrais, facilitando o reencontro em caso de desencontro.
O volume de chuvas registrado em janeiro, em grande parte do país, foi benéfico para a agricultura, mantendo a umidade do solo e promovendo o bom desenvolvimento das culturas de primeira safra. Conforme aponta o Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA) da Conab, a atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) contribuiu para o aumento do armazenamento hídrico, favorecendo as lavouras em diferentes estágios. A análise de dados espectrais reforça o cenário positivo, com índices de vegetação acima da média histórica em diversas áreas, indicando bom desempenho. Apesar de variações pontuais e atrasos na semeadura em algumas regiões, o quadro geral é favorável, com exceção de áreas específicas onde o excesso de chuvas gerou restrições pontuais. O boletim também destaca o avanço no plantio de milho para a segunda safra, acompanhando a colheita da soja.
O agronegócio brasileiro vive um momento de expansão significativa dos bioinsumos, com produtos biológicos, microbiológicos e bioquímicos se consolidando como parte essencial do manejo de diversas culturas. Em 2025, o país registrou um número recorde de novos insumos biológicos, impulsionando um portfólio crescente para o controle de pragas e inoculação de sementes. A adoção de bioinsumos na soja atingiu 62% da safra, com um aumento de 13% na área plantada, e o setor de cana-de-açúcar já demonstra consolidação no controle biológico, enquanto outras culturas como milho, algodão, café e citrus observam uma adoção gradual. O crescimento anual médio de 22% no Brasil, quatro vezes superior à média global, movimenta o mercado, atrai investimentos e oferece vantagens econômicas e técnicas aos produtores, promovendo um sistema produtivo mais equilibrado, sustentável e menos dependente de produtos sintéticos.
A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), por meio do programa Cooperar para Exportar, impulsiona a inédita participação de cooperativas brasileiras na Gulfood 2026, em Dubai. A iniciativa, lançada em dezembro de 2025, visa expandir a presença do cooperativismo nacional no mercado global com ações estruturadas de capacitação e promoção comercial. A expectativa é de negócios na ordem de US$ 3,5 bilhões, com a participação de nove cooperativas representando a diversidade produtiva do Brasil, desde o açaí amazônico até frutas do semiárido e derivados de mandioca, buscando fortalecer pequenos negócios e a agricultura familiar.
A entrada em vigor provisória do acordo entre União Europeia e Mercosul em 2026 promete redefinir as relações comerciais agrícolas do Brasil com a Europa, ampliando o acesso a produtos como carne bovina, aves e açúcar com tarifas reduzidas, mas também elevando as exigências jurídicas, sanitárias e ambientais. Especialistas apontam que o tratado exigirá maior profissionalização da cadeia produtiva, com investimentos em rastreabilidade, sustentabilidade e conformidade, sob o risco de exclusão do mercado europeu, ao mesmo tempo em que impõe cláusulas de salvaguarda que podem gerar insegurança comercial.
Apesar de um cenário internacional marcado por tensões geopolíticas e incertezas, o investimento global em transição energética atingiu um novo recorde de US$ 2,3 trilhões em 2025, conforme revela o relatório da BloombergNEF (BNEF). O setor de transporte eletrificado liderou os aportes, seguido pelas energias renováveis e redes elétricas. A Ásia-Pacífico manteve a liderança em investimentos, enquanto a União Europeia apresentou a maior contribuição para a expansão global. O relatório também destaca o crescimento no investimento em cadeias de suprimentos de energia limpa e em empresas de climate-tech, sinalizando a resiliência do movimento de descarbonização, embora a BNEF alerte para a desaceleração no ritmo de crescimento e desafios para manter as metas de neutralidade de carbono.
A Lar Cooperativa registrou um desempenho financeiro notável em 2025, ultrapassando R$ 23,2 bilhões em receita líquida, um crescimento de 14,4% impulsionado por investimentos estratégicos e um modelo de gestão focado nas pessoas. Além do robusto resultado financeiro, a cooperativa oficializou sua entrada na piscicultura com a aquisição de uma unidade industrial em São Miguel do Iguaçu (PR), somando-se às operações de suínos e frangos, e passando a ofertar as três principais proteínas animais. Esses avanços, aliados à expansão logística e à diversificação de seu portfólio, reafirmam o papel da Lar como motor de desenvolvimento regional e exemplo de sucesso no cooperativismo.
A Capal Cooperativa Agroindustrial alcançou um marco histórico em 2025, registrando um faturamento de R$ 5,4 bilhões, o maior em seus 65 anos de existência, com uma sobra líquida de R$ 116 milhões. Os resultados refletem um aumento expressivo na recepção bruta de grãos, que superou 965 mil toneladas, e a expansão da área assistida para mais de 182 mil hectares. A cooperativa atribui o desempenho positivo ao momento de recordes do agronegócio brasileiro, que contribui significativamente para a economia nacional, e a todos os cultivos apresentarem aumento de produção, com exceção do café. Paralelamente, a Capal investiu aproximadamente R$ 165 milhões na expansão e revitalização de sua infraestrutura em unidades no Paraná e São Paulo, com planos futuros para novos complexos de recebimento de grãos e estruturas voltadas para o café.
O Ministério da Pesca e Aquicultura anunciou a prorrogação do prazo para a entrega do Relatório de Exercício da Atividade Pesqueira (REAP), referente aos anos de 2021, 2022, 2023 e 2024, até o dia 5 de abril. A medida, oficializada pela Portaria MPA nº 626, visa garantir a regularização de pescadores junto ao Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP), sendo o REAP essencial para a manutenção das licenças e o acesso a políticas públicas importantes, como o seguro-defeso. A não entrega do relatório pode acarretar a suspensão da licença.
Um levantamento recente divulgado pelo Cepea, em parceria com a PeixeBR, revela notáveis diferenças nos preços da tilápia comercializada em importantes regiões produtoras do Brasil. Segundo os dados referentes ao final de janeiro, os valores por quilo apresentaram variações consideráveis, com o Norte do Paraná registrando o maior preço negociado a R$ 10,23/kg. As demais regiões acompanhadas, como os Grandes Lagos, Oeste do Paraná, Morada Nova de Minas e o Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, apresentaram cotações entre R$ 8,69/kg e R$ 9,77/kg, refletindo a dinâmica regional do mercado da tilápia.